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2016-04-29

As palavras têm poder

Se vocês crescerem como uma árvore saudável, irão produzir frutos saudáveis. Mas, se a árvore for doente, os frutos serão podres. Os frutos nos revelam a verdade sobre a árvore. A mente de vocês parece um ninho de cobras. Como dar crédito ao que dizem, já que são tão tolos? É o coração, não o dicionário, que dá significado às palavras. A pessoa de bem produz boas obras e boas palavras todo o tempo, mas a pessoa má é como praga no pomar. Permitam-me dizer uma coisa: cada uma dessas palavras impensadas voltará para assombrá-los. A hora da prestação de contas vai chegar. As palavras são poderosas. Levem-nas a sério. Elas podem ser a sua salvação, mas também podem condená-los.Mateus 12.33-38

“Mas eu realmente não quis dizer isso.” A desculpa é bem conhecida, entretanto inaceitável. Toda palavra revela o que já está no coração. Aquilo do que o coração está cheio, seja o que for, bom ou ruim, revela-se nas palavras de nossa boca.

O que suas palavras revelam sobre seu coração?

Prende, ó Deus, minha vida profundamente em tua obra redentora de modo que as palavras que, inesperada e acidentalmente, saem de minha boca sejam palavras de louvor e exclamações de confiança. Amém.

>> Retirado de Um Ano com Jesus[Eugene H. Peterson]. Editora Ultimato.

2016-04-28

Cuidado para não julgar as pessoas

Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. — Mateus 7.1-2

Perdão dos pecados e tolerância às outras pessoas são indispensáveis à vida cristã. Nós devemos suportar uns aos outros e nos perdoar mutuamente. Como Paulo ensinou, "Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos" (Rm 15.1). Foi isso que Cristo quis comunicar quando disse: "Não julguem". Alguns cristãos possuem dons maiores e melhores do que outros. Isso é necessário, principalmente para os pregadores. Ninguém deve agir com superioridade nem pensar em si próprio como melhor do que aqueles que não têm tais dons. Entre os cristãos, ninguém deve tentar dominar os outros. Externamente, existem diferenças entre as pessoas. Um príncipe, por exemplo, tem uma posição mais elevada do que um fazendeiro. Um pregador tem mais educação do que um trabalhador comum. Mas, em seus corações, os cristãos devem ter uma só mente apesar das suas diferentes posições na sociedade. Eles devem desconsiderar as diferenças externas.

Como cristão, você deve aceitar os outros, fazendo concessões ao seu próximo, mesmo se este ocupar uma posição inferior na sociedade e tiver menos coisas do que você. Você deve respeitar o trabalho de um servo que cuida dos cavalos tanto quanto respeita o seu próprio trabalho, seja governando, seja pregando. O seu trabalho pode até parecer ter um impacto maior do que o do seu próximo, mas você não deve julgá-lo pelas aparências. Lembre-se sempre que o seu próximo tem a mesma fé e o mesmo Cristo que você. O seu próximo recebe tanta graça de Deus quanto você. Há um Deus que criou a todos e concede a cada um de nós os nossos próprios dons. Deus se agrada tanto do menor quanto do maior.

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

2016-04-26

O emprego certo

Nos dias de hoje, acabamos por inverter todo o quadro. Começamos pela doutrina de que toda individualidade possui um "valor infinito", e depois passamos a imaginar Deus como uma espécie de empresa empregadora cuja obrigação é encontrar carreiras apropriadas para cada alma, buracos quadrados para estacas quadradas. Na verdade, o valor do indivíduo não está nele mesmo. Ele é capaz de receber valor, e o recebe por meio da sua união com Cristo. Não existe essa ideia de encontrar para ele um lugar apropriado no templo vivo, que faça justiça ao seu valor inerente e dê escopo às suas peculiaridades. Esse lugar estava lá antes de tudo. A propósito, o homem foi criado para ele. Ele jamais será ele mesmo enquanto não estiver lá, pois só poderemos ser autênticos, eternos e realmente divinos no céu — da mesma forma que podemos ser corpos coloridos somente na luz.

Dizer isso é repetir o que todos já admitiram alguma vez na vida: que somos salvos pela graça, que não há nada de bom na nossa carne, que somos todos criaturas e não criadores, que não vivemos por nós mesmos, mas por Cristo.

>> Retirado de Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato

2016-04-25

Deus, a esperança da nação

"Porque o Senhor é o nosso juiz, o Senhor é o nosso legislador, o Senhor é o nosso Rei; ele nos salvará" (Is 33.22).

O Brasil atravessa uma crise aguda, agônica, endêmica e sistêmica. A crise é moral, política, econômica, social e religiosa. A capilaridade da crise se espraia e cresce como tumores metastáticos, deixando a nação anêmica. Essa crise enfiou seus tentáculos nos poderes constituídos, deixando-os apequenados aos olhos da nação. Os poderes judiciário, legislativo e executivo foram severamente atingidos, deixando o povo brasileiro desassistido de esperança.

O texto em epígrafe, acende uma réstia de luz em nosso caminho, revelando-nos que nossa esperança não está nos homens, mas em Deus. Nosso socorro não vem da terra, mas do céu. Nossa salvação não está nos poderes constituídos da República, mas no Senhor Deus, nosso juiz, legislador e rei. Deus concentra em suas mãos esse tríplice poder. Seu trono jamais se enverga sob a pressão dos criminosos para se livrarem de seus delitos. Suas leis jamais se rendem aos interesses inconfessos e escusos dos perversos para protegê-los. Seu governo jamais se fragiliza diante dos rumores da história ou dos estertores das ruas. O trono de Deus está, imperturbavelmente, estabelecido. Deus reina soberano e absoluto em todo o universo. Ele levanta reinos e abate reinos. Levanta reis e depõe reis. Ele faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade. Aquele que está assentado na sala de comando do universo tem as rédeas da história em suas onipotentes mãos.

Os juízes da terra podem falhar, e falham. Os legisladores podem se corromper, e se corrompem. Os governantes podem perder a governabilidade, e perdem. Mas, o trono de Deus jamais será abalado. Suas leis jamais caducam e sua justiça jamais é torcida. Seu poder jamais se enfraquece. Seu juízo jamais se corrompe. Deus é o nosso juiz, legislador e rei. Nele está a nossa esperança. Dele vem a nossa salvação.

Deus é a base e o construtor do poder judiciário. Seu trono de justiça é o modelo para todos aqueles que julgam. Os tribunais da terra, não raro, por desprezarem esse paradigma, manipulam as leis, torcem a justiça, condenam o inocente e inocentam o culpado. Deus é, também, o alicerce e o edificador do poder legislativo. Ele é o legislador supremo. Suas leis são justas e verdadeiras. Observá-las é viver sob o manto da bem-aventurança; porém, transgredi-las é expor-se ao opróbrio e à vergonha. Deus é, ainda, o fundamento e o arquiteto do poder executivo. O Senhor é o nosso rei. Seu trono é eterno. Seu governo jamais terá fim. Mesmo nos tempos mais turbulentos da história, nas crises mais avassaladoras que atingiram os homens, Deus jamais perdeu o controle. A história não está à deriva; caminha para uma consumação gloriosa, onde a vitória retumbante será do Senhor e do seu Cristo.

O texto em tela, não apenas acentua a verdade incontroversa de que Deus é o nosso juiz, legislador e rei, mas nos garante, também, de forma insofismável, que ele nos salvará. Aqui colhemos decepções e mais decepções com os homens. Aqui, aqueles que vestem a toga da justiça, muitas vezes, maculam-na com a nódoa da corrupção. Aqui, aqueles que legislam, muitas vezes, vendem sua consciência, para fazerem leis injustas, para favorecer os inescrupulosos, empanturrados de ganância. Aqui, aqueles que governam, muitas vezes, aparelham o Estado, para esconder seus crimes e oprimir o povo a quem deveriam servir com abnegação e respeito. Ah, os homens nos decepcionam! Mas, Deus, nosso juiz, legislador e rei nos salvará. Ele é a nossa esperança. Dele vem o nosso socorro!

2016-04-22

Graça e paz!


Que vocês tenham, mais e mais, a graça e a paz de Deus! (1Pe 1.2b)

Mais e mais dinheiro, mais e mais fama, mais e mais poder – nada disso combina com o espírito do evangelho. Mais e mais consagração, mais e mais humildade, mais e mais amor a Deus, ao próximo e ao inimigo – estas coisas, sim, dizem respeito à prática cristã. No primeiro caso, corre-se atrás de ter; no segundo, corre-se atrás de ser. Por causa da cultura de pecado, é muito mais comum o "mais e mais dinheiro" do que o "mais e mais dedicação a Deus". Superar esse hábito deveria ser o alvo de todos os crentes.

O desejo de crescer na fé, no temor do Senhor, na santidade, no amor, na disponibilidade é virtude e não pecado. Veja-se, por exemplo, a oração do autor do Salmo 71 – embora se declare idoso (v. 9), humildemente ele abre o coração diante de Deus: "Eu sempre porei a minha esperança em ti e te louvarei mais e mais" (v. 14). A declaração de Jesus "eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" ou "com plenitude" (Jo 10.10) nos ensina que essa ambição não é frívola, mas santa.

O que Pedro deseja aos seus leitores logo no início é: "Que vocês tenham,mais e mais, a graça e paz em abundância!" ou "graça e paz multiplicadas". Não é apenas Pedro que deseja essas duas preciosidades aos seus leitores. Paulo faz o mesmo nas suas cartas, bem como os outros escritores do Novo Testamento. É provável que eles tenham aprendido essa saudação, que é ao mesmo tempo uma bênção, com o próprio Jesus Cristo. Tanto na reunião da quarta-feira da

Paixão (Jo 14.27) como na reunião do domingo da ressurreição, Jesus disse aos discípulos: "Que a paz seja com vocês" (Jo 20.21).

Graça e paz! Duas bênçãos extraordinárias! E a ordem das palavras está correta – sem a graça, não poderia haver paz. Esta é consequência daquela. Paulo explica que Deus "trouxe a paz por meio da morte de seu Filho na cruz" (Cl 1.20). E a morte vicária de Jesus é a mais pura graça: "pela graça de Deus vocês são salvos" (Ef 2.5).

Graça e paz ontem, graça e paz hoje, graça e paz amanhã!

>> Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

2016-04-21

Deus, a esperança da nação


Deus, a esperança da nação
// LPC Comunicações

"Porque o Senhor é o nosso juiz, o Senhor é o nosso legislador, o Senhor é o nosso Rei; ele nos salvará" (Is 33.22).

O Brasil atravessa uma crise aguda, agônica, endêmica e sistêmica. A crise é moral, política, econômica, social e religiosa. A capilaridade da crise se espraia e cresce como tumores metastáticos, deixando a nação anêmica. Essa crise enfiou seus tentáculos nos poderes constituídos, deixando-os apequenados aos olhos da nação. Os poderes Judiciário, Legislativo e Executivo foram severamente atingidos, deixando o povo brasileiro desassistido de esperança.

O texto acima, acende uma réstia de luz em nosso caminho, revelando-nos que nossa esperança não está nos homens, mas em Deus. Nosso socorro não vem da terra, mas do céu. Nossa salvação não está nos poderes constituídos da República, mas no Senhor Deus, nosso juiz, legislador e rei. Deus concentra em suas mãos esse tríplice poder. Seu trono jamais se enverga sob a pressão dos criminosos para se livrarem de seus delitos. Suas leis jamais se rendem aos interesses inconfessos e escusos dos perversos para protegê-los. Seu governo jamais se fragiliza diante dos rumores da história ou dos estertores das ruas.

O trono de Deus está, imperturbavelmente, estabelecido. Deus reina soberano e absoluto em todo o universo. Ele levanta reinos e abate reinos. Levanta reis e depõe reis. Ele faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade. Aquele que está assentado na sala de comando do universo tem as rédeas da história em suas onipotentes mãos.

Os juízes da terra podem falhar, e falham. Os legisladores podem se corromper, e se corrompem. Os governantes podem perder a governabilidade, e perdem. Mas, o trono de Deus jamais será abalado. Suas leis jamais caducam e sua justiça jamais é torcida. Seu poder jamais se enfraquece. Seu juízo jamais se corrompe. Deus é o nosso juiz, legislador e rei. Nele está a nossa esperança. Dele vem a nossa salvação.

Deus é a base e o construtor do poder judiciário. Seu trono de justiça é o modelo para todos aqueles que julgam. Os tribunais da terra, não raro, por desprezarem esse paradigma, manipulam as leis, torcem a justiça, condenam o inocente e inocentam o culpado. Deus é, também, o alicerce e o edificador do poder legislativo. Ele é o legislador supremo. Suas leis são justas e verdadeiras. Observá-las é viver sob o manto da bem-aventurança; porém, transgredi-las é expor-se ao opróbrio e à vergonha.

Deus é, ainda, o fundamento e o arquiteto do poder executivo. O Senhor é o nosso rei. Seu trono é eterno. Seu governo jamais terá fim. Mesmo nos tempos mais turbulentos da história, nas crises mais avassaladoras que atingiram os homens, Deus jamais perdeu o controle. A história não está à deriva; caminha para uma consumação gloriosa, onde a vitória retumbante será do Senhor e do seu Cristo.

O texto acima, não apenas acentua a verdade incontroversa de que Deus é o nosso juiz, legislador e rei, mas nos garante, também, de forma insofismável, que ele nos salvará. Aqui colhemos decepções e mais decepções com os homens. Aqui, aqueles que vestem a toga da justiça, muitas vezes, maculam-na com a nódoa da corrupção. Aqui, aqueles que legislam, muitas vezes, vendem sua consciência, para fazerem leis injustas, para favorecer os inescrupulosos, empanturrados de ganância. Aqui, aqueles que governam, muitas vezes, aparelham o Estado, para esconder seus crimes e oprimir o povo a quem deveriam servir com abnegação e respeito. Ah, os homens nos decepcionam! Mas, Deus, nosso juiz, legislador e rei, nos salvará. Ele é a nossa esperança. Dele vem o nosso socorro!

Reverendo Hernandes Dias Lopes

2016-04-18

Sinais da fé


Uma vez que vocês chamam Pai aquele que julga imparcialmente as obras de cada um, portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês . — 1 Pedro 1.17

Nós ensinamos que Deus nos salva somente pela fé, independentemente das nossas obras. Por que, então, Pedro diz que Deus julga as obras de cada pessoa? Eis a razão: O que temos ensinado – que somente a fé nos justifica diante de Deus – é uma verdade inquestionável, pois está tão clara nas Escrituras que ninguém pode negar. O que o apóstolo diz aqui – que Deus julga de acordo com as obras – também é verdade. Devemos sempre nos lembrar de que, onde não há fé, não pode haver boas obras e, por sua vez, onde não há boas obras, não há fé. Portanto, devemos manter a fé e as boas obras conectadas. Toda a vida cristã é incorporada por ambas. A maneira como vivemos é importante, pois Deus nos julgará de acordo com ela. Mesmo que Deus nos julgue de acordo com as nossas obras, ainda é verdade que elas são apenas os frutos da fé. É assim que verificamos se temos fé ou não. Logo, Deus nos julgará com base no fato de termos acreditado ou não. Da mesma maneira, a única forma de julgar os mentirosos é por meio de suas palavras. Porém, continua sendo óbvio que eles não se tornam mentirosos por meio das suas palavras, mas que eles já eram mentirosos antes de contarem uma única mentira. Pois a mentira chega à boca vinda do coração.

As obras são os frutos e os sinais da fé. Deus julga as pessoas de acordo com esses frutos, os quais brotam da fé de maneira que revelam publicamente se temos fé em nossos corações ou não. Deus não nos julgará ao nos perguntar se somos chamados de cristãos ou se fomos batizados. Ele perguntará a cada um de nós: "Se você é um cristão, então me diga: onde estão os frutos que demonstram a sua fé?".

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.