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2011-10-01

O mito dos pais perfeitos


Novos conceitos sobre a educação tentam colocar em xeque orientações bíblicas acerca da formação cristã dos filhos.
Por Leslie Leyland Fiela

Há alguns anos, minha família e eu estávamos em uma viagem à Guatemala. Fomos lá visitar um homem que havia dedicado sua vida para servir em uma pobre congregação. Sentados à mesa, ao lado daquele obreiro dedicado ao árduo trabalho pastoral em uma nação com tantas dificuldades, conversamos sobre como fazia para educar seus quatro filhos. Ainda lidando com os desafios de criar nossos seis filhos, confessamos-lhe nossas limitações e falhas nessa árdua tarefa. “Seus meninos já estão grandes. O que o senhor aprendeu dos tempos em que eles ainda estavam na infância?”. Tínhamos a expectativa de que poderia nos dar preciosos conselhos. Mas ele não tinha nada a nos dizer. “Não sou a melhor pessoa para dar esses conselhos”, retrucou. “Não me enquadro no tipo perfeito de modelos parentais”. Um de seus filhos tinha problemas com vícios e outro viu seu casamento ruir.

Em silêncio após um momento, balançando lentamente a cabeça, ele continuou: “Eu também nunca supri as expectativas de minha mãe. Recentemente, lendo seu diário, descobri que os planos que tinha para mim não foram cumpridos, pois fiz escolhas diferentes das que ela esperava que eu fizesse”. Com voz entristecida, emendou: “Acho que ela me considera um fracassado”. Enquanto considerava que sua mãe também era um fracasso, questionei algumas coisas importantes. Dificilmente estou sozinha em minhas preocupações. Mais do que qualquer outra geração, os pais de hoje em dia estão preocupados com a possibilidade de estragarem a vida de seus filhos. Estudos feitos em 2006 mostram que pais e mães têm índice de depressão maior do que aqueles que não têm filhos. O livro de Judith Warner, Perfect Madness: Motherhood in an age of anxiety, capta a obsessão nacional quanto ao sucesso dos pais na educação dos seus filhos. O artigo de Joan Acocella na New Yorker, em novembro de 2008, The Child Trap, mostra, numa crônica quase desrespeitosa, a busca pelo sucesso de alguns que o autor qualifica como “pais até demais”.

A preocupação é tão grande que tem levado a uma enxurrada de lançamentos editoriais sobre o tema. Confessions of a Slacker Mom;The Three Martini Playdate: A Practical Guide to Happy Parenting; eBad Mother: A Chronicle of Mothernal Crimes, Minor Calamities, and Occasional Moments of Grace. Nestes e em outros tantos livros populares, mulheres apresentam as mais diversas razões pela negligência na árdua tarefa de ser mãe. O que se percebe é que boa parte dos pais cristãos está na linha de frente da luta pelo sucesso na educação dos filhos. Tendo minha primeira experiência de maternidade enquanto ainda estava no meu primeiro ano de faculdade, logo percebi que a maior preocupação de um pai crente é a de que seus filhos abandonem a fé e deixem de servir a Deus. Parece que muitos de nós não são bem sucedidos nesse quesito. A saída de pessoas das igrejas nos Estados Unidos é muito grande, depois que se tornam jovens adultos. Uma pesquisa do Grupo Barna mostrou que 61% das pessoas nesta faixa encontram-se desviados do Evangelho. Mais recentemente, uma pesquisa intitulada LifeWay aprofundou a informação. Segundo o estudo, sete em cada 10 jovens entre 18 e 30 anos, que frequentavam igrejas protestantes na infância e adolescência, deixaram de frequentá-las até a idade de 23 anos. Sem entrar no mérito de qual pesquisa é mais precisa, um detalhe é claro – muitos dos jovens que cresceram na igreja não estão mais entre os seus membros.
Se isso não é suficiente para deixar os pais em pânico, as conclusões de outra pesquisa feita em 2008 pode assustá-los. Acerca dela, Sharon Bagley, em artigo publicado na revista Newsweek e intitulado But I Did Everything Right, mostra que, ao contrário da opinião de muitos experts, a genética pode ter mais influência sobre os filhos do que algumas práticas dos pais. Uma frase do texto é particularmente inquietante: “É importante lembrar que pais têm apenas influência sobre a vida de seus filhos”.

Esforço nulo – A serem verdadeiros os dados dos estudos, diversas coisas deverão ser questionadas, inclusive questões relacionadas à justiça. Afinal, todo o esforço dos pais evangélicos para manter seus filhos nos caminhos do Senhor – como admoestam as Escrituras no texto de Provérbios 22.6 –, a fim de que mais tarde não se desviem deles, pode ser nulo diante de algumas determinações genéticas. A reação imediata de indignação por causa destas pesquisas, contudo, deve ser repensada. Ao invés de confundir a verdade bíblica, esses estudos podem ajudar a Igreja e as famílias a entender algumas questões que têm sido negligenciadas ou distorcidas por décadas.
Não se pode negar que a ideia de que crianças nasçam como uma tábula rasa ainda permanece, de alguma forma, em nossa cultura. John Rosemond, psicólogo cristão de famílias e articulista, afirma que constantemente ouve pais afirmando que se sentem culpados quando algo de errado acontece com seus filhos. “Eles sentem isso porque acreditam na existência de uma psicologia determinista. Isto é, que os pais são capazes de determinar quem seus filhos são”, enfatiza o especialista. Muitos pais e autores cristãos têm absorvido esse determinismo espiritual – na verdade, uma absorção desse determinismo psicológico e sua espiritualização, inclusive com a busca de versículos bíblicos que deem base para tais argumentações. O resultado é uma versão cristã desse mito cultural, algo como “técnicas parentais cristãs produzem filhos tementes a Deus”. Provérbios 22.6 tem sido adotado como uma premissa psicológica e teológica para tal tese, a despeito de haver uma grande corrente hermenêutica que sustenta que os versos daquele livro bíblico não são conselhos divinos, mas máximas proclamadas por homens como o rei Salomão. Ele próprio, que teria escrito tal conselho, falhou na exemplificação dessa suposta verdade, já que, ao longo da vida e na velhice, abandonou os ensinos espirituais de seu pai, Davi.
A despeito de tudo isso, algumas técnicas têm sido desenvolvidas para assegurar que os filhos de cristãos tenham o futuro que seus pais desejam. Ao menos um desses programas – dizendo ter instruções corretas de educação dos filhos nos caminhos do Senhor – vendeu milhões de exemplares. Alguns dos autores mais conservadores estão tão convencidos dos seus métodos e técnicas que chegam a fazer, naturalmente, analogias do treinamento das crianças com objetos, como se o desenvolvimento infantil pudesse ser equiparado com o crescimento de tomates, por exemplo, ou com o adestramento de cães.

Ações X frutos – Embora o peso da responsabilidade trazida por essa teoria possa assustar, ela parece apresentar algumas vantagens. Uma delas é que é muito mais fácil medir o sucesso dos pais na educação de seus filhos. Basta examinar as evidências – a principal delas, o que acontece com os nossos filhos. Um autor chegou ao ponto de escrever: “Se pais fazem algo que parece ser bíblico, mas os frutos colhidos não são bons, eles definitivamente não fizeram o que a Bíblia prescreve”. Podemos estar certos disso, ele afirma, porque a Palavra de Deus nos apresenta tudo o que precisamos fazer para que nossos filhos cresçam tementes a Deus – nesta ótica, caso os princípios sejam corretamente aplicados, nenhum pai ficará desapontado. Muitos cristãos acreditam nesta tese. “Observe e aprenda com pais vencedores”, diz outro escritor cristão. “Pais vencedores são aqueles que têm filhos ‘obedientes’, ‘conhecedores da Palavra de Deus’, ‘respeitosos’ e ‘que vivem sua fé Cristo’, ele escreve. “Devemos seguir o exemplo desses pais, e não o dos fracassados”, sentencia.
Os exemplos bíblicos de campeões espirituais nos movem para uma direção completamente diferente. A galeria de heróis da fé, registrada em Hebreus 11, apresenta uma série de personagens que, através da fé, “venceram reinos, praticaram justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca de leões, apagaram a força do fogo”. Crentes de tamanha fé que, diz a Bíblia, deles o mundo não era digno. Esses gigantes espirituais foram criados em lares que nada de extraordinário tinham, e alguns deles nem foram bons exemplos de pais ou mães. Abraão, por exemplo, teve um filho com a serva de sua mulher, Sara. Isaque e Rebeca tinham, abertamente, suas respectivas predileções entre os irmãos Esaú e Jacó. Rebeca fez com que seu filho mais novo cometesse algo terrível: roubasse a primogenitura de Esaú, o primogênito. Jacó aprendeu muito bem o que sua mãe lhe ensinou, e fez o mesmo com sua família, tendo declaradamente um favorito dentre seus filhos. Moisés, por sua vez, teve a filha mais nova, pagã, de faraó, como sua mãe adotiva. Já Jefté era filho de uma prostituta, e matou sua única filha por causa de um terrível voto.
Muitos outros exemplos das Escrituras confundem nossas expectativas parentais. Jônatas, o melhor amigo de Davi, foi um exemplo de homem justo e leal, ao contrário de seu terrível pai, o rei Saul. Além disso, o menino Josias, apontado como alguém que serviu ao Senhor “com todo o seu coração, toda sua alma e toda sua força”, conforme II Reis 23.25, tornou-se um rei justo no lugar de seu pai Amon, descrito no mesmo livro como alguém que “fez o que era mau aos olhos do Senhor”. Pelos padrões atuais, muitas dessas famílias seriam consideradas fracassadas, já que nutriam em seu meio práticas pecaminosas como poligamia, prostituição, inveja, ódio, predileção.

Determinismo espiritual – Precisamos confessar, logo, que há uma grande falha em nosso entendimento sobre a relação entre pais e filhos. Temos nos colocado numa posição que está além da que ocupamos, além de termos posto Deus em uma posição aquém à sua. Consequentemente, passamos a achar que temos mais controle sobre as situações do que, na realidade, possuímos. Inclusive, faz parte de nossa herança, como afirmou o psicólogo Harriet Lerner ,achar que podemos resolver todos os problemas, inclusive aqueles que estão além de nossas possibilidades. A raiz de boa parte de nosso sofrimento como pais deve-se ao fato de crermos que temos controle total sobre nossos filhos, quando na verdade não temos nem mesmo o controle sobre nossas próprias vidas.
A atitude de julgarmos a nós mesmos pelos nossos filhos, e a nossos filhos por nós mesmos, tem uma série de implicações. Ela revela uma visão distorcida de formação espiritual. Sempre partimos do pressuposto de que filhos de cristãos, quer eles tenham professado sua fé em Cristo ou não, darão as mesmas demonstrações de maturidade espiritual que esperamos ver nos outros: amor, alegria, paz, paciência, bondade – para apresentar apenas uma lista inicial. Só que, quando abraçamos esse determinismo espiritual, a partir de categorias humanas de formação espiritual, acabamos por falhar em nossos julgamentos alheios. A pergunta que fazemos a nós mesmos precisa ser reformulada. Precisamos parar de perguntar se somos pais bem sucedidos, e começar a perguntar se somos pais fiéis. Fidelidade, acima de qualquer coisa, é o que Deus requer de nós. Parece, então, que temos feito as perguntas erradas como pais. Estamos tão preocupados conosco – com nosso sucesso, nossos interesses – que encaramos a tarefa de educação dos filhos como uma prova. O resultado, a partir desse sistema, tem mostrado que temos falhado, já que muitos dos nossos filhos abandonam a igreja depois que saem da nossa casa. Agora, vem a genética dizer que essa tarefa é mais rígida do que imaginamos.
Parece ser impossível sermos aprovados, como pais, nesse teste. Preocupados com isso, sempre encontraremos pais e filhos mais felizes, obedientes e crentes do que nós. E pais com maiores porcentagens de formação dos tais “campeões espirituais”. Se nos colocarmos em uma escala, vamos perceber que somos ainda mais falhos. Foi por essa razão que um Salvador nos foi apresentado e oferecido pela graça, mediante a fé – “E isso não vem de nós, mas de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8,9). Se até mesmo nossa habilidade de confiar em Deus vem dele, porque achamos que podemos fazer qualquer outra coisa com base em nós mesmos? É preciso, antes, prostrarmo-nos diante do trono de Deus e clamarmos por sua ajuda para sermos bons pais.
Precisamos também repensar nosso chamado. Fomos convocados para apresentar aos nossos filhos o caminho da verdade “assentados em nossa casa, andando pelo caminho, deitando ou levantando” (Deuteronômio 6.7). Somos ainda conclamados a não suscitarmos nossos filhos à ira, mas a os criarmos “na doutrina e admoestação do Senhor”, conforme Efésios 6.4. É fundamental, contudo, conhecer os próprios limites. Não seremos capazes de formar perfeitos seguidores de Cristo, assim como nós não somos perfeitos. Nosso trabalho não pode garantir nem comprar a salvação de ninguém. Pais com filhos desviados, amigos com filhos nas prisões, pesquisas genéticas e os heróis da fé nos fazem lembrar da mesma coisa: a de que, mesmo crentes em Jesus, somos pais imperfeitos, nossos filhos farão suas próprias escolhas e Deus conduzirá todas as coisas de forma majestosa para o avanço do seu Reino.
Begley conclui com a seguinte frase: “É importante lembrar que pais têm apenas influência sobre a vida de seus filhos”. As Escrituras nos ensinam essa verdade – a de que só Deus é soberano sobre suas vidas. Crianças não são laranjas a serem plantadas e colhidas, animais a serem treinados ou números a serem equacionados. São seres humanos, feitos de forma majestosa. A educação de filhos, como qualquer outra tarefa debaixo do sol, exige amor, esforço, risco, perseverança e, acima de tudo, fé. Trata-se de fé, e não de uma fórmula; de graça, e não convicções próprias; de dedicação, e não sucesso. São essas coisas que farão com que nossos esforços, debaixo da graça de Deus, levem nossos filhos a crescer de forma saudável.

2011-09-03

Castelos Que Não desmoronam

"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (João 14:6).

"Eu lhe digo que a maior lição que você pode aprender na vida, ou ensinar a seus filhos, é que nem sempre a vida é um castelo nos céus ou uma eterna felicidade. Precisamos ensinar a nossos filhos a verdade. É disso que eu estou falando: construímos ilusões, e elas quebram (Goldie Hawn).

Nossos filhos sofrem mais influência de nosso caráter do que de nossas realizações. Eles podem não herdar nossos talentos, mas, absorverão nossos valores.

E se queremos que nosso lar seja equilibrado, perfeito em harmonia, cheio de luz e alegria, devemos deixar a verdade dirigi-lo. E toda verdade deve começar com a Verdade! O Senhor é a Verdade e deve ser o dirigente de nossa casa.

Quando Cristo está em nossos corações e ensinamos a nossa casa a, da mesma forma, recebê-lo no coração, não vivemos de ilusões, não construímos castelos que caem ao menor vento, não andamos sem rumo e nem nos deixamos seduzir pelos enganos deste mundo. Vivemos na verdade, somos guiados pela verdade, construímos nossos sonhos com base na Verdade e a mentira jamais achará lugar em nossas vidas ou em nosso lar.

Nosso lar será forte, tranquilo, feliz; nossos filhos serão obedientes e não serão presa fácil para vícios ou qualquer armadilha semelhante. A verdade, quando abraçada, nos conduz
a uma vida verdadeiramente abençoada.

Quando, em nossa casa, mentimos e enganamos, estamos ensinando a nossos filhos um caminho de vida falso, instável, sem perspectivas de sucesso. Eles nos seguirão, nos imitarão, e alcançarão fracassos como os nossos, e seus castelos ruirão facilmente, como os nossos.

Se você quer ser feliz e quer que seus filhos experimentem, também, a felicidade, ofereça-os materiais sólidos e ensine-os a construir seus castelos na rocha -- Jesus Cristo -- e, com toda certeza, estes permanecerão para sempre.


Pr. Paulo Roberto Barbosa

2011-08-13

O pai do filho pródigo


O filho desistiu do pai, mas o pai nunca desistiu do filho.

O filho partiu, mas o pai o aguardou.

O pai esperava diariamente que ele aprendesse na escola da vida as lições que não aprendera aos seus pés.

O filho sempre pensa nos amigos, nos status, na herança...

Por fim, a grande vitória. A dor rompeu a casca das sementes que o pai plantou e lapidou silenciosamente a personalidade do filho. Ele voltou. Adquiriu profundas cicatrizes na alma, mas está mais maduro e experiente.

O pai não condenou o filho injusto, mas fez-lhe uma grande festa.

Ninguém entendeu. O amor é incompreensível.

Devemos ser poetas na batalha da educação. Podemos chorar, mas jamais desanimar.

Podemos nos ferir, mas jamais deixar de lutar. Devemos ver o que ninguém vê. Enxergar um tesouro soterrado nas rústicas pedras do coração dos nossos filhos.

O mundo pode não apostar em nossos filhos, mas jamais devemos perder a esperança de que eles se tornem grandes seres humanos.

Este é o pai que todo filho gostaria de ter.
Há, esqueci-me de dizer: Todos nós temos este Pai.

FELIZ DIA DOS PAIS!
Alysson Filemon Brito Jordão
 http://alyssonbfilemon.blogspot.com

2011-08-05

10 dicas para incentivar o seu filho a ler

1. Respeite o ritmo do seu filho    
Não se preocupe se o livro escolhido pelo seu filho parecer infantil demais. Cada criança tem um ritmo diferente. O importante é que o livro esteja sempre presente. A criança costuma dar sinais quando se sente preparada para passar para um próximo nível de leitura.
2. Siga o gosto do seu filho    
Talvez o que o seu filho gosta de ler não seja exatamente o que você gostaria que ele lesse. Mas, para adquirir o hábito a leitura, é preciso sentir prazer. Então, se o seu filho prefere ler livros de super-heróis aos clássicos contos de fada, por exemplo, não se preocupe (e nem pense em proibi-lo!).
3. Faça passeios que tragam a leitura para o cotidiano    
No seu tempo livre, procure fazer atividades com o seu filho que você possa relacionar com um livro. Uma ida ao zoológico, por exemplo, torna-se muito mais interessante depois que a criança leu um livro sobre o reino animal. E vice-versa: uma leitura sobre animais é mais bacana depois que a criança teve a oportunidade de ver de perto os bichinhos. E, assim como essa, há muitas outras maneiras de juntar passeios de fim de semana com a leitura: livro de experiências + visita a museu de ciências, livro de história + passeio em local histórico, visita a museu de arte + livro infantil sobre arte... As possibilidades são inúmeras!
4. Incentive a leitura antes de dormir    
Incentive o seu filho a ler todas as noites. E, se ele ainda não for alfabetizado, conte histórias para ele antes de dormir. Por isso, é importante que ele tenha uma fonte de iluminação direta ao lado da cama, como um abajur. Uma ideia bacana é dar um presente para a criança nos fins de semana: permita que ela fique acordada até um pouco mais tarde para ler na antes de dormir.
5. Improvise representações dos livros    
Uma boa ideia é convidar outras crianças para participar da atividade. Os adultos podem ajudá-las a elaborar uma espécie de roteiro e pensar nas vestimentas e nos cenários a serem criados. Depois dos ensaios, a peça pode ser apresentada para um grupo de pais ou para toda a família. Também é interessante gravar com o celular ou uma filmadora a encenação da peça, para que depois a criança possa ver o próprio desempenho.
6. "Publique" o livro do seu filho    
Proponha para o seu filho que ele faça o próprio livro. Primeiro, peça que ele tire fotos (e imprima-as) ou recorte figuras de revistas antigas. Depois, a partir das imagens, peça que ele escreva uma história. Ajude-o a criar uma capa para o livro e, por fim, coloque-o na estante, junto com outros livros. Que criança não adoraria ter um livro de sua autoria na biblioteca de casa?
7. Organize um clube do livro    
Convide amigos e colegas de escola do seu filho para uma espécie de festa da leitura. No início, cada criança lê o trecho de um livro que pode até ser escolhido por eles (mas com orientação dos adultos). Depois de lida a obra, organize um debate sobre a história. Tudo isso pode ser feito durante uma tarde de sábado ou domingo, com direito a guloseimas que as crianças adoram, como cachorro-quente e chocolate quente (no fim de semana, pode!).
8. Ajude-o a ler melhor    
Muitas crianças ficam frustradas por ler muito devagar em voz alta. Se é o caso do seu filho, você pode ajudá-lo fazendo exercícios, como cronometrar o tempo que ele leva para ler um texto ou o trecho de um livro em voz alta. A atividade pode ser repetida várias vezes em dias diferentes e, assim, a criança vai poder comprovar o próprio desenvolvimento. Para aprimorar a atividade, peça que ele faça vozes diferentes para cara personagem da história.
9. Não pare de ler para ele    
Após a alfabetização, é importante incentivar que a criança leia sozinha, mas isso não significa que você deva parar de ler para ela. Quando um adulto lê em voz alta um livro um pouco mais difícil, a criança é capaz de compreendê-lo, o que provavelmente não aconteceria se ela estivesse lendo sozinha. Abuse das vozes diferentes, dos sons, das entonações. Assim, a história fica muito mais emocionante. Parlendas e músicas, por exemplo, são ideais para serem lidas em voz alta.
10. Frequente livrarias e bibliotecas    
Enquanto o acervo literário de casa é limitado, nas livrarias e nas bibliotecas a criança pode ter contato com uma infinidade de obras diferentes. Transforme as idas a livrarias, bibliotecas e feiras do livro em um programa de fim de semana. Hoje, nas grandes cidades, muitas livrarias e bibliotecas públicas oferecem atividades específicas para as crianças. E esse programa ainda é de graça. Algumas livrarias, inclusive, têm espaços para leitura (sem que os livros precisem ser comprados!).

2011-08-03

Lembre-Se dos Ensinamentos de Sua Mãe

Segunda-feira 1 Agosto
Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensinamento de tua mãe. No temor do Senhor há firme confiança e ele será um refúgio para seus filhos. O temor do Senhor é fonte de vida, para desviar dos laços da morte (Provérbios 1:8; 14:26-27).

LEMBRE-SE DOS ENSINAMENTOS DE SUA MÃE

Um jovem afundou na delinqüência. Nada parecia detê-lo. De delito em delito, passou a assaltar à mão armada. Certo dia, foi assaltar uma lotérica. Com a arma em punho, exigiu o dinheiro do caixa. A atendente, uma senhora já de certa idade, o olhou fixamente e por alguma inexplicável razão, esquecendo-se das recomendações em uma situação dessas, falou séria e calmamente: “Meu filho, você está arruinando sua vida. Mais cedo ou mais tarde, vão prender você e colocá-lo na cadeia. Eu lhe suplico: pense no que está fazendo. Lembre-se dos ensinamentos de sua mãe”. Houve um silêncio glacial durante alguns segundos. De repente, o ladrão deu meia-volta e foi embora sem dizer nada.

Passaram-se vários dias. Depois desse episódio, o jovem resolveu se entregar à polícia e confessar seus crimes. Quando o delegado perguntou a razão de ter ido embora sem levar nada da lotérica, o jovem respondeu: “Aquela mulher me fez pensar na minha mãe. Falava como ela e até se parecia com ela”.

Não sabemos o que aconteceu com aquele rapaz. Porém, essa história enfatiza a importância dos ensinos dos pais e da educação dispensada aos filhos desde a mais tenra infância. Ensinar-lhes cortesia e o respeito pelos outros é bom, mas criá-los “na doutrina e admoestação do Senhor” é de proveito eterno (Efésios 6:4). Porque “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Salmo 111:10).

2011-08-02

O problema da Nova Geração


Maior problema da nova geração
são os próprios pais da nova geração.

Por quê os pais precisam da igreja?

Por quê os pais precisam da igreja? - 17/07/2011
Tiago Mattes 


Por John Piper

Pais precisam de ajuda para manter viva a visão teocêntrica da criação de filhos.
Pais precisam de uma profunda confiança em Deus.
Pais precisam de motivação para perseverar ano após ano.
Pais precisam de encorajamento quando tudo parece dar errado.
Pais precisam de um descanso de vez em quando do desgaste de criar filhos.
Pais precisam de ajuda para reduzir o Livro de Deus em porções essenciais, transferíveis e de acordo com a idade das crianças.
Pais precisam de ajuda no ensino de assuntos e habilidades onde eles carecem de experiência e tempo.
Pais precisam de reforço comunitário da verdade e de padrões morais.
Pais precisam de soluções para problemas difíceis trazidos pelos filhos.
Pais precisam de camaradagem para compartilhar a sabedoria acumulada.
Pais precisam de correção quando outros podem ver que algo está errado, mas eles não.
Pais precisam de oração porque no final Deus é o Grande Professor.