Páginas

2015-10-11

A vida é longa o suficiente


A vida é longa o suficiente
// irmaos.com

Nós falamos de uma vida curta, mas comparada com a eternidade, quem tem uma vida longa? Os dias de uma pessoa na terra podem parecer um dedal. Mas comparando com o Pacífico da eternidade, até mesmo os anos de Matusalém não encheram mais do que um copo. Tiago não estava falando somente aos jovens quando disse, "Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa" (Tiago 4:14). No plano de Deus, toda vida é longa o suficiente e toda morte é oportuna. E mesmo que você e eu queiramos uma vida mais longa, Deus sabe o que é melhor. E isto é importante. Embora você e eu quiséssemos uma vida mais longa para os nossos amados que partiram antes de nós, eles não querem. Ironicamente, o primeiro a aceitar a decisão de Deus sobre a morte é aquele que morre. Enquanto estamos tristes ao lado de um túmulo, eles estão maravilhados com o céu. Enquanto estamos questionando Deus, eles O estão louvando!
----

2015-10-10

Aceitando o que não pode ser mudado

Há também outro mal terrível: Como o homem vem, assim ele vai, e o que obtém de todo o seu esforço em busca do vento? Passa toda a sua vida nas trevas, com grande frustração, doença e amargura.(Eclesiastes 5.16-17)

"Passar toda a sua vida nas trevas" é uma expressão hebraica para "viver em tristeza". A frase é derivada da forma como as pessoas aparentam estar quando se sentem tristes. Quando o coração está triste, os olhos quase parecem nublados, cobertos por nuvens. Mas quando o coração está feliz, a face se ilumina e brilha. A luz representa a felicidade e a escuridão, a tristeza. Por exemplo, lemos nos Salmos: "O Senhor é a minha luz e a minha salvação" (Sl 27.1); "Olha para mim e responde, Senhor meu Deus. Ilumina os meus olhos" (Sl 13.3). Passar a vida nas trevas, portanto, significa levar uma vida cruel, de tristezas.

Os únicos casos que chegam diante do juiz são aqueles ruins. Um juiz insensato irá se torturar e se encher de preocupações por pensar que não está fazendo diferença. Mas aquele que é sábio dirá: "Eu planejo e faço tudo o que posso. Mas o que eu não posso mudar, eu aceito. Eu tenho de suportar. Ao mesmo tempo, eu submeto tudo a Deus. Somente ele sabe como fazer as coisas da melhor maneira, de acordo com a sua vontade. Ele é o único que pode fazer meus esforços terem sucesso".

Portanto, assim como um juiz, nossos olhos e ouvidos devem se acostumar a ver e ouvir coisas ruins, mesmo que elas não sejam o que desejamos. Não devemos pensar que veremos e ouviremos somente coisas boas, que nos agradam. Isso não é o que o mundo oferece. Portanto, devemos nos preparar para coisas ruins, pois sabemos que é esse o caminho da vida. Aqueles que não querem ter problema algum terão mais problemas que os outros.

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato

Desenvolva o domínio próprio


Desenvolva o domínio próprio
// Lagoinha

"Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio" (Provérbios 25.28)

O domínio próprio é um fruto do Espírito (veja Gálatas 5.22-23) e se desenvolve quando passamos tempo nos relacionando com Deus e praticando nossa obediência a Ele. Algumas vezes, preferimos que Deus nos controle e nos faça agir da forma certa, mas Ele quer que nós mesmos aprendamos a governar nosso espírito.

Provérbios 16.32 diz: "Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade". Exige domínio próprio não ficar ofendido, não tornar-se irado todas as vezes que alguém não faz algo da forma que gostaríamos. O domínio próprio é necessário sobre nossos pensamentos, palavras e apetite. Mas, uma vez que dominamos nosso próprio Espírito, somos considerados poderosos aos olhos de Deus, mais fortes do que alguém que domina uma cidade.

----

2015-10-09

Tenha um plano


Tenha um plano
// Lagoinha

"Guia-me pela vereda dos teus mandamentos., pois nela me comprazo" (Salmos 119.35)

Vá dormir à noite com um plano para o dia seguinte. Não seja vago sobre o que você espera realizar. Uma manhã eu estava deitada na cama quando o Espírito do Senhor em disse: "Pare de ser ambígua". O dicionário define a ambiguidade como "dúvida ou incerteza", "algo capaz de ser compreendido por meio de dois ou mais sentidos".

Não tenha uma mente dobre. Não fique simplesmente esperando para ver o que acontece. Acorde com o plano de colocar Deus em primeiro lugar em tudo o que fizer. A Palavra de Deus é lâmpada para seus pés e luz para o seu caminho (seja Salmos 119.15). Fale com Ele antes de sair da cama; peça-lhe para tornar claro o que você precisa realizar hoje.

----

Complete a frase


Complete a frase
// irmaos.com

Como você completaria a frase: uma pessoa é justificada com Deus por... o quê? Uma pessoa é justificada com Deus por... ser boa. Pagar seus impostos. Dar sanduíches aos pobres. Não beber demais ou não beber de jeito nenhum. Conduta cristã - esse é o segredo. Sofrimento. Aqui está a resposta. Não, é a doutrina. É assim que se é justificado com Deus. Não, não, não. Todos os itens acima são tentados. Todos são ensinados. Mas nenhum é de Deus. Na verdade, esse é o problema. Nenhum é de Deus. Quem salva, você ou Ele? Romanos 3:28 diz, "o homem é justificado pela fé". Não pelas boas obras, pelo sofrimento ou pela doutrina. Esses podem ser resultados da salvação, mas não são a causa dela. A salvação vem pela fé no sacrifício de Deus. No dom do Seu Filho. Não é o que você faz... é o que Ele fez.
----

2015-10-08

O perverso e o justo, um contraste profundo


O perverso e o justo, um contraste profundo
// LPC Comunicações

Os homens perversos se alimentam da maldade e têm como propósito de vida derrubar aqueles que andam retamente. Sentem-se recompensados quando derrubam alguém que cruza seu caminho. Eis o que diz a Escritura: "Pois não dormem, se não fizerem o mal, e foge deles o sono, se não fizerem tropeçar alguém…" (Pv 4.16,17). Os perversos têm uma compulsão para o mal. Rolam no seu leito não para conciliar o sono, mas para maquinar o mal contra o próximo. Empregam sua inteligência e sua energia não para fazer o bem, mas para engendrar formas de oprimir as pessoas. Quando não conseguem levar a cabo sua intenção maligna, perdem o sono. O que lhes acalma a mente irrequieta é exatamente conceber os intentos perversos do coração. Tão logo concebem o mal, colocam-no em ação. As lágrimas dos outros são sua alegria. O fracasso dos outros, o seu triunfo. A seiva que lhes sustenta a vida é a violência. A motivação que lhes mantêm acordados é a destruição do próximo.

A Escritura contrasta o caminho dos maus com a vereda dos justos: "Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito" (Pv 4.18). Naquele caminho reina a violência e a negridão subterrânea dos maus intentos; nesta vereda habita a luz que esparrama sua luz, como os raios do sol que surgem nas encostas dos montes. A vereda dos justos não é apenas um caminho iluminado, mas um caminho cuja luz vai crescendo como a luz do sol até ser dia perfeito. A vida do justo vai sendo aperfeiçoada de glória em glória. O brilho da face de Cristo resplandece nele. O fulgor da glória de Deus irradia nele. O justo é filho da luz e luz do mundo. Ele anda na luz, suas obras são feitas na luz e todo o seu corpo é iluminado.

O justo não dá marcha à ré em seu testemunho. Não vive ziguezagueando perdendo sua força em avanços e recuos. O justo caminha para frente, faz uma escalada para as alturas. Sua vida não se estaciona na região nebulosa do comodismo. O justo cresce no conhecimento e na graça. Avança para o alvo. Busca as coisas lá do alto, onde Cristo vive. Contempla o galardão. Aspira as coisas mais excelentes. Sua história começa na conversão, avança no processo da santificação, mas seu alvo é a glorificação, o dia perfeito.

Se a vereda dos justos é um caminho cheio de luz, o caminho dos perversos é uma estrada mergulhada em densas trevas. "O caminho dos perversos é como a escuridão; nem sabem eles em que tropeçam" (Pv 4.19). A escuridão é ausência completa de luz. É lugar de cegueira. É território assustador de confusão. É cenário de medo e pavor. É estrada povoada por aqueles que não sabem aonde vão nem sabem em que tropeçam. Se a luz é símbolo de conhecimento, a escuridão é o emblema da ignorância. Se a luz é símbolo de pureza, a escuridão é a evidência de sujeira. Se a luz é símbolo da santidade, a escuridão é sinal de iniquidade. Se a luz é símbolo do amor, a escuridão é prova de ódio.

O caminho dos perversos é como a escuridão: uma estrada marcada pela antivida. Uma vereda sulcada pelos buracos das desavenças. Uma senda onde as coisas mais vergonhosas se praticam sem qualquer pudor. Um trilho sinuoso que leva à morte. Os perversos caminham de solavanco em solavanco. Caem aqui, tropeçam acolá e nem sabem em que tropeçam. Longe de fazerem uma caminhada ascendente rumo à glória, fazem uma descida vertiginosa rumo ao abismo. Oh, caminho perigoso! Oh, caminhada inglória! Oh, triste destino! Só aqueles que amam a destruição continuam por esse caminho. Só aqueles que rejeitam a oferta da graça preferem esse caminho. Só aqueles que se recusam a crer em Jesus, o novo e vivo caminho, permanecem nessa estrada de densas trevas.

Reverendo Hernandes Dias Lopes

Nenhum outro evangelho

Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. (Gálatas 1.6-7)

Depois de visitarem as quatro cidades da Galácia evangelizadas durante sua primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé voltaram a Antioquia e relataram à igreja como Deus "abrira a porta da fé aos gentios" (At 14.27). E permaneceram ali por um longo tempo com os discípulos.

Lucas relata que durante esse período, "alguns homens desceram da Judeia para Antioquia e passaram a ensinar aos irmãos: 'Se vocês não forem circuncidados conforme o costume ensinado por Moisés, não poderão ser salvos'" (At 15.1). Trata-se por certo do mesmo fato mencionado em Gálatas 2.12: "Quando chegaram alguns da parte de Tiago" (isto é, que alegavam ser da parte de Tiago, já que mais tarde ele afirmou que eles não tinham sua autorização [At 15.24]). É possível imaginar a confusão provocada por esses visitantes. Eles eram judaizantes e menosprezavam o evangelho, insistindo que a fé em Jesus não era suficiente para os convertidos gentílicos; eles também deveriam guardar a lei, ou seja, permitir que Moisés completasse aquilo que Jesus havia começado. Até mesmo o apóstolo Pedro se deixou levar pelo ensino deles, de modo que Paulo teve de confrontá-lo publicamente, uma vez que a verdade do evangelho estava em jogo (Gl 2.11-16). Essa atitude de Pedro, no entanto, foi temporária, pois na ocasião do concílio de Jerusalém, ele já havia recobrado o bom senso.

Entretanto, alguns desses judaizantes "encrenqueiros" foram às cidades da Galácia e começaram a ensinar essa mesma mensagem distorcida. E para espanto de Paulo, eles estavam sendo bem-sucedidos. A situação chegou a tal ponto que Paulo considerou a atitude dos gálatas como uma deserção da parte deles e invocou um juízo solene sobre qualquer um (anjo ou ser humano, inclusive ele mesmo) que transformasse o evangelho das boas novas da graça (favor gratuito e imerecido de Deus) em uma religião de obras de justiça. Ele foi ainda mais longe, afirmando que, se a nossa salvação depende da obediência à lei, então "Cristo morreu inutilmente" (Gl 2. 21). Ou seja, se dizemos que podemos obter a salvação por nossos próprios méritos, então estamos indicando que não há necessidade da cruz. Paulo começa e termina com uma referência à graça (1.3; 6.18). O evangelho é a boa nova da graça de Deus, e não há outro evangelho.

Para saber mais: Gálatas 1.6-9

>> Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.