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2015-08-11

A superficialidade do amor romântico


A superficialidade do amor romântico

Vivemos num tempo chamado pós-modernidade. Tal momento é recheado de características singulares que não houve em outros tempos. Podemos destacar o imediatismo, o estresse, a rapidez da informação e, também, a superficialidade nos relacionamentos. É exatamente essa última característica – que por sinal é prejudicial – que queremos destacar neste artigo.

A superficialidade do amor romântico é o que leva muitas pessoas a dizerem: "Não preciso de um pedaço de papel para provar que amo você". Ou seja, o pensamento e a convicção que se tem é que o propósito de se casar e estabelecer uma família não contribui em nada para esse sentimento. E mais, esse aprofundamento na relação pode até prejudicá-lo, como se a ideia do casamento pudesse estragar toda essa euforia de um sentimento de paixão, que assemelha-se muito a um vento passageiro.

Quando a Bíblia fala de amor, não fala do quanto você deseja receber, mas o quanto você pode comprometer-se e doar-se até mesmo sacrificialmente pelo bem da outra pessoa. Não é algo que está ligado tão somente ao prazer e à "felicidade a qualquer custo", mas também a um compromisso sincero e profundo com o outro.

Não estamos falando contra o romantismo, mas contra a visão deturpada e excludente que muitos têm ao relacioná-lo com o casamento. É possível, sim, vivermos um amor profundo, romântico, mas, ao mesmo tempo, compromissado e sacrificial, onde o "para sempre" está bem nítido e estampado nos corações.

Por isso, o amor não pode ser medido apenas pelo nível de desejo emocional, mas, também, pelo quanto se está disposto a aprofundar isso e sacrificar todas as outras opções pelo bem-estar do outro.

:: Prs. Leandro e Aline Almeida

Alegria, um mandamento do Senhor


Alegria, um mandamento do Senhor

A alegria não é só uma opção da vida, é uma ordem de Deus para o seu povo. O mandamento da alegria está espalhado em toda a Escritura. Nós podemos dividir a Bíblia em cinco partes: a Lei, os Salmos, os Profetas, os Evangelhos e as Epístolas, mas vemos que o mandamento da alegria está espalhado em toda ela.

É uma ordem e Deus não permitiu que ninguém ficasse de fora. "Alegrar-se perante o Senhor teu Deus". É você, é toda a sua casa, toda a sua vizinhança, é a nossa cidade, é o nosso país sentindo uma alegria diferente, não a do Carnaval, mas a alegria do Espírito Santo de Deus.

A pessoa que começa a caminhar com o Senhor entende que é possível se alegrar mesmo quando as coisas vão de mal a pior, ela diz: "Não tenho motivo para me alegrar, mas tenho motivo para obedecer ao Senhor; não vou me alegrar pelas circunstâncias que estou vivendo, mas vou me alegrar em obediência ao Senhor". Paulo e Silas estavam presos num cárcere, acorrentados, as costas marcadas pelas chicotadas e, perto da meia-noite, em vez de ficarem tristes, eles estavam se alegrando.

A Palavra diz: "Está alguém alegre? Cante louvores". Eles estavam alegres a despeito de tudo e estavam cantando e adorando ao Senhor. Enquanto adoravam o Senhor houve um terremoto, as portas se abriram, as cadeias se romperam. Alegramo-nos não quando as circunstâncias são mudadas, mas quando nos alegramos, as circunstâncias mudam. É uma ordem do Senhor. Salmo 32, o verso 11 diz assim: "Alegrai-vos no Senhor, e regozijai-vos, vós justos; e exultai, todos vós que sois retos de coração".

Alegrar é uma ordem, regozijar é outra e exultar é outra, então, podemos perceber três degraus nesse versículo: "alegrai-vos, regozijai-vos e exultai". A medida que manifestamos a alegria do Senhor, essa alegria que independe das circunstâncias, vamos subindo de degrau. O regozijo, alegria é, muitas vezes, uma paz no coração. É no regozijo que entendemos que todas as coisas estão sob o controle do Senhor. Quando sabemos que Deus está no trono, que Ele nunca está ausente, regozijamos, exultamos, porque podemos contar sempre com Ele todos os dias. O Senhor trabalha em tempo integral. Exultar significa quebrar as barreiras até mesmo das limitações físicas. Então, temos que nos alegrar, depois regozijarmo-nos e por último pularmos de alegria.

Veja o que Zacarias, o profeta, diz em seu livro, capítulo 9, verso 9: "Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei; ele é justo e traz a salvação; ele é humilde e vem montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumenta".

Depois desta profecia houve um período de quatrocentos anos em que não aconteceu revelação alguma a respeito de Jesus. Essa profecia se cumpriu literalmente quatrocentos anos depois: Jesus entrando em Jerusalém, montado em uma jumenta.

Alegre-se muito nele e faça esse texto se tornar realidade em sua vida. O povo de Israel esperou quatrocentos anos para que a profecia se cumprisse e nós não queremos esperar nem um mês, nem uma semana para que as promessas do Senhor se cumpram. Todas as promessas do Senhor têm um fim e um amém. Muitas vezes queremos que a promessa se cumpra imediatamente, mas não é assim. É preciso entender que Deus não existe para cumprir os nossos desejos, as nossas vontades. Temos sonhos e desejos, e isso é legítimo. Porém, temos que entregar a Ele tudo o que ansiamos e aguardar, pois somente o Senhor sabe a hora exata do cumprimento de tudo aquilo que Ele reservou para cada um de nós. Alegre-se e espere em Deus. Não permita, de forma alguma, que você mesmo anule as promessas do Senhor em sua vida, mas lembre-se das promessas dele com alegria. E assim você possa realmente vivenciar as promessas do Senhor!

Reconheça o chamado dEle


Reconheça o chamado dEle

"Por esta razão, pois, te admoesto que reavives (reacenda as brasas, atices a chama, e a mantenha ardendo) o dom [gracioso] de Deus que há em ti [o fogo interior] pela imposição das minhas mãos" (2 Timóteo 1.6)

Antes que soubesse que fora chamada a pregar, secretamente eu tornava a pregar cada sermão que tinha acabado de ouvir pensando: Eu teria dito isso e teria feito dessa forma. Então, dizia a mim mesma: Ora, mulheres não pregam! Mas o meu espírito estava ardendo com a unção da pregação porque eu tinha essa mesma unção.

Se você foi chamado para fazer algo, se sentirá empolgado na presença de alguém que opere nessa mesma ação. Por exemplo, se você tem a unção para liderar a adoração ou fazer música, provavelmente, ficará mais empolgado com a música do que com sermão pregado. Quando estiver em dúvida, peça a Deus que torne claro o chamado dEle.

Nascido para fazer boas obras

Em resposta, Jesus declarou: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo". (João 3.3)

Uma criança que nascerá daqui a dois anos ainda não existe. A mulher que carregará a criança e a dará à luz ainda é uma virgem e a criança ainda não foi concebida. Essa criança nada pode fazer, pois ainda não existe. Todos podem entender isso. Da mesma forma, todas as obras, não importa quão preciosas e boas possam ser, nada valem, se a pessoa que as fizer ainda não for nascida espiritualmente. Essas obras levam somente ao pecado e à morte. É por isso que Jesus disse que Nicodemos e todos os fariseus seriam nada se não o aceitassem, pois eles não haviam sido nascidos de novo.

Mas o que será daqueles que fazem menos até mesmo do que fez Nicodemos? O que acontecerá com todas aquelas pessoas religiosas cujas obras não são nada comparadas às de Nicodemos? Nenhuma dessas pessoas será capaz de fazer boas obras que agradem a Deus, porque não foram nascidas de novo. Não estamos condenando as boas obras. Primeiramente, as pessoas precisam ser preparadas para fazer boas obras, ou seja, precisam ser nascidas de novo. Somente então elas estarão aptas para fazer boas obras.

Se você quiser que um carpinteiro construa uma casa, o carpinteiro deve primeiro existir. Pois, o que poderá ser construído se o carpinteiro não tiver nascido ainda? A mesma ideia é verdadeira no que diz respeito às boas obras. Fazer boas obras não faz ninguém ser bom. Primeiramente, pergunte-se se você já nasceu de novo. Depois disso, então, pergunte-se que obras você deve realizar. Muitas pessoas, entretanto, não fazem isso. Elas acreditam erroneamente que suas boas obras podem salvá-las. Apenas certifique-se de que você é nascido de novo. Porque, se não for, as suas boas obras não têm valor algum.

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

2015-08-10

Siga a paz


Siga a paz

"Porque o pendor da carne [ a qual é o sentido e a razão sem o Espírito Santo] dá para a morte [morte que compreende todas as misérias vindas do pecado, tanto aqui como na eternidade], mas (a mente) do Espírito [Santo], para a vida e paz [para a alma] [tanto agora como para sempre]" (Romanos 8.6)

As pessoas hesitam seguir seus desejos por que não sabem como separar sua alma do seu espírito. Elas não podem discernir a diferença entre os desejos de sua carne e os desejos dirigidos pelo Espírito, e não sabem quando Deus as está verdadeiramente dirigindo para fazer alguma coisa.

Mas você pode aprender a discernir quando Deus o está dirigindo ou não. Quando o Senhor lhe dá algum desejo para realizar algo, Ele lhe dará paz juntamente com isso. Você pode não ficar empolgado, mas terá paz se aquilo que você deseja vem de Deus. Aguarde pela paz neste dia.

2015-08-09

A cruz e o sofrimento

Quero conhecer Cristo… e a participação em seus sofrimentos. (Filipenses 3.10)

O sofrimento, sem dúvida, constitui o maior desafio da fé cristã. Espíritos sensíveis questionam se ele pode de algum modo fazer sentido com a justiça e o amor de Deus. Philip Yancey foi mais além e expressou o inexprimível que podemos ter pensado, mas nunca ousamos dizer. Ele escreve em seu livroDecepcionado com Deus: "Se Deus está realmente no controle… por que ele é tão volúvel, injusto? Seria ele o sádico cósmico que se alegra em nos ver contorcendo de dor?"

A Escritura, no entanto, nos assegura que Deus é um Deus sofredor, longe de ser imune ao sofrimento. Precisamos vê-lo chorando sobre a cidade impenitente de Jerusalém e morrendo na cruz. Ouso citar algo que escrevi em A Cruz de Cristo:

Eu mesmo jamais poderia crer em Deus, não fosse pela cruz. O único Deus em quem creio é aquele que Nietzsche ridicularizou como sendo "Deus sobre a cruz". No mundo real da dor, como alguém poderia adorar um Deus que fosse imune a ela? Entrei em muitos templos budistas em diferentes países da Ásia e fiquei em atitude respeitosa diante da estátua de Buda com suas pernas cruzadas, os olhos fechados, o vislumbre de um sorriso ao redor da boca, um olhar distante na face, desvencilhado das agonias do mundo. Todas essas vezes, no entanto, depois de um tempo, tive de dar as costas a ele. E na imaginação me volto para aquela figura solitária, curvada e torturada na cruz, com pregos nas mãos e nos pés, com as costas laceradas, os membros distendidos, o semblante sangrando por causa dos espinhos, a boca seca e uma sede insuportável, mergulhado na escuridão do abandono de Deus. Esse é Deus para mim! Ele deixou de lado sua imunidade à dor. Ele entrou em nosso mundo de carne e osso, lágrimas e morte. Ele sofreu por nós. Nossos sofrimentos se tornam mais suportáveis à luz do sofrimento dele.

Como afirma P. T. Forsyth, "a cruz de Cristo… é a única autojustificação de Deus em um mundo como o nosso".

Para saber mais: Oseias 11.8-9

>> Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Mude “devo” para “quero”


Mude "devo" para "quero"

"Agora, pois, já nenhuma condenação (nenhuma sentença culpando pelo erro) há para os que estão em Cristo Jesus, (que não vivem segundo os ditames da carne, mas segundo o Espírito)" (Romanos 8.1)

Muitas pessoas comparam a si mesmas e suas realizações com aquilo que outros são e realizam para o Senhor, pensando que temos de fazer certas coisas para agradar a Deus. Mas Deus não enviou Jesus ao mundo para nos condenar (veja João 3.17). O que agrada a Deus é o nosso profundo desejo de conhecê-lo melhor, o que conseguimos quando passamos tempo com Ele em estudo e oração.

Somos chamados para desfrutar de um relacionamento com Deus. Não deixe a condenação roubá-lo de sua alegria hoje. Ore: Senhor, quero seguir a lei do meu novo ser. Pela Tua graça, ajuda-me seguir a Jesus, porque Ele fez o que a lei não podia fazer e salvou-me de meus pecados.