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2015-06-16

Os governantes precisam temer a Deus

A nação brasileira vive uma das maiores crises de sua história desde o Brasil Colônia, desde o Brasil Império e desde o Brasil República. A crise mais profunda que enfrentamos hoje é a crise de integridade, ou seja, a corrupção instalada nos meandros dos poderes constituídos. O Brasil caminha trôpego e cambaleante, enfermo e combalido pela crise moral que feriu mortalmente nosso parlamento e nossos governantes. O país sangra, o povo geme e o futuro torna-se sombrio. A inflação acelera enquanto o índice de crescimento dá marcha ré. O povo já empobrecido e as empresas já pagando mais tributos do que conseguem, ainda são convocados a pagar mais impostos, sem qualquer promessa de retorno. Tudo para pagar os rombos da roubalheira e a gastança perdulária daqueles que se empoleiram no poder para se servir do povo em vez de servirem ao povo.

O rei Davi está proferindo suas últimas palavras. É nesse contexto que proclama uma verdade solene: "… aquele que domina com justiça sobre os homens, que domina no temor de Deus é como a luz da manhã, quando sai o sol, como manhã sem nuvens, cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva" (2Sm 23.3,4). O que Davi está dizendo, ao fechar as cortinas de sua vida, não emana dele mesmo, mas vem do próprio Deus. Que verdade é essa? Duas coisas são exigidas dos governantes: justiça e temor a Deus. O governante que não pauta sua administração pelas normas da justiça, faz de seu governo um covil de salteadores. Quem não teme a Deus no exercício de seu governo, entrega-se à insensatez e acaba oprimindo o povo em vez de servir ao povo. Quando os governantes pautam sua vida e suas ações pela justiça e pelo temor a Deus, o resultado é a bênção da prosperidade, assim como a luz que vem depois da chuva, faz brotar a erva da terra. A injustiça e a impiedade têm sido, infelizmente, o manto de muitos governantes. Roubam e deixam roubar. Oprimem e toleram a opressão. O povo, em vez de ser abençoado, amarga derrotas fragorosas e geme esmagado sob o peso da opressão. Por outro lado, a palavra de Deus diz: "Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor…" (Sl 33.12).

O apóstolo Paulo diz que as autoridades superiores procedem de Deus e foram instituídas por ele. Opor-se gratuitamente à autoridade, portanto, é resistir à ordenação de Deus (Rm 13.1,2). As autoridades superiores são ministros de Deus e recebem de Deus uma dupla responsabilidade: promover o bem e reprimir o mal (Rm 13.4). O governante exerce o seu ministério em nome de Deus e sob a autoridade de Deus. Para que o governante cumpra esse papel devemos dar a ele honra e respeito e pagar a ele tributos e impostos (Rm 13.6,7). O governante precisa firme e resoluto tanto na promoção do bem como na punição do mal (Rm 13.4). E o povo precisa sujeitar-se ao governante não apenas por medo de punição, mas, sobretudo, por dever de consciência (Rm 13.5).

Mas, e se o governante, em vez de cumprir o seu papel, esquecer-se de Deus e colocar a si mesmo acima de Deus e da lei para promover o mal e reprimir o bem? E se o governante em vez de ser um diácono de Deus a serviço do povo (Rm 13.4), apostatar-se de Deus, para oprimir o povo? Nesse caso, cabe à igreja, como consciência do Estado, exercer sua voz profética e alertar a autoridade constituída, a mudar o rumo de sua ação e voltar-se Deus, a fim de servir ao povo em vez de oprimir o povo. Onde falta profecia, o povo se corrompe. Quando a igreja se cala, a sociedade se corrompe. Que Deus nos dê governantes justos e tementes a Deus! Que Deus nos conceda, nesta nação, um tempo de restauração, prosperidade, ordem e progresso!

Rev. Hernandes Dias Lopes

2015-06-15

Ame a si mesmo


Ame a si mesmo

A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. Evite dever ou apropriar-se de qualquer coisa, exceto amar uns aos outros; pois quem ama o próximo [que prática o amor pelos outros] tem cumprido a lei. (Romanos 13.8)

Jesus disse: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (veja 19.19). Assim, precisamos ter um respeito saudável por nós mesmos se quisermos desfrutar nosso relacionamento com outras pessoas. Se não temos um amor equilibrado por nós mesmos, será difícil amar aos outros. A vida não é agradável se não pudermos desfrutar um bom relacionamento com outras pessoas, porque elas estão onde quer que formos!

Algumas vezes é difícil relacionar-se com as pessoas por que elas são muito diferentes de nós, mas são justamente as diferenças que nos fazem precisar uns dos outros. Deus nos projetou para precisarmos de relacionamentos e talentos que outras pessoas têm para oferecer. Faça algo agradável por alguém hoje. Deixe que ele saiba saber que você o aprecia.

Uma natureza completamente nova

Os registros mostram Cristo passando da morte (como nenhum homem jamais passou) não para um estado pura e negativamente espiritual de existência, nem para uma vida natural, tal como conhecemos, mas para uma vida que é, em si mesma, uma nova natureza.

Esses registros relatam que ele subiu aos céus seis semanas mais tarde, passando para um modo diferente de existência. Ele disse que estava indo "preparar-nos lugar". Isso presumivelmente quer dizer que ele estava prestes a criar uma natureza completamente nova, que providenciaria o ambiente e as condições necessárias para sua humanidade glorificada e também, por meio dele, para a nossa.

Essa não é bem a imagem que esperávamos encontrar — se ela é mais ou menos provável e filosófica dessa forma é outra questão. Não é a imagem de uma fuga de todo e qualquer tipo de natureza para uma vida incondicionada e transcendente. Trata-se da imagem uma nova natureza humana e de uma nova natureza em geral, trazida à existência. Devemos acreditar que o corpo depois da ressurreição será, de fato, totalmente diferente do corpo mortal. Porém, nesse novo estado, a existência de qualquer coisa que pudesse ser descrita como algo parecido com um "corpo", envolve algum tipo de relação espacial e, a longo prazo, um universo inteiramente novo.

Esse é o cenário — não de destruição, mas de reconstrução. Os velhos campos do espaço, do tempo, da matéria e dos sentidos precisam ser capinados, cavados e semeados para uma espécie de nova colheita. Talvez estejamos cansados desses velhos campos; Deus não está.

>> Retirado de Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato.

2015-06-14

Homens de princípios


Homens de princípios

O homem que deseja ter uma vida que agrade a Deus deve se basear nos princípios contidos na Palavra de Deus. Do contrário, sua saúde espiritual declinará. Pelo fato de exercer o papel de líder a família é também responsabilidade dele ensinar-lhes as Escrituras, permitindo que Deus transforme a vida dele como também a família. Homens que aprendem, vivem e ensinam a Palavra passam por uma grande transformação e a vida deles influencia a de várias pessoas. Jesus nos mostra isso em sua parábola bem conhecida dos quatro tipos de terreno (Mt 13.3-9, 18-23).

Um semeador saiu e dispersou a semente em quatro tipos de terreno: À beira do caminho, no terreno rochoso, no terreno cheio de espinhos e no bom terreno. Muitos homens, hoje, vivem nos três primeiros terrenos. O que está mantendo a vida deles no terreno à beira do caminho, duro, pedregoso, e cheio de espinhos, quando Deus planejou algo completamente diferente? Deus criou nos para mais, muito mais. Jesus respondeu: Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus (Mt 22.29). Jesus fez uma conexão direta entre conhecer a Palavra e desfrutar de uma vida poderosa.

Os homens erram porque "não conhecem as Escrituras" e, portanto, não conhecem o poder de Deus. Não conseguem colocar em prática os ensinamentos do Senhor, fazendo com que o seu terreno permaneça vazio, pedregoso e cheio de ervas daninhas. Ao dizer "conhecer as Escrituras" Jesus estava falando muito mais do que mero de conhecimento intelectual. Homens transformados, realmente ouvem e entendem e praticam o que está escrito na Bíblia e isto produz uma colheita. Deixar a Palavra de Deus penetrar em nosso coração, colocá-la em prática, é facilmente o fator número um que diferencia homens que têm aproveitado o poder de Deus.

O nosso propósito é levar uma vida poderosa e transformada por Cristo, não sem oposição. Vamos sendo equipados e treinados para poder prevalecer, para vencer cada obstáculo que surgir, não na nossa força, mas no Poder de Deus que opera em nós. A Palavra de Deus tem uma grande promessa para todos os homens. "(…) eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente" (Jo 10.10). Jesus está nos dizendo: O meu propósito é dar-lhes uma vida rica (não está falando de dinheiro) e gratificante. Não temos que nos contentar em ser apenas homens comuns, mas podemos ser transformados a cada dia pela Palavra de Deus.

::Pr. Newton Rodrigues

Só por causa do Senhor


Por causa do Senhor, sejam obedientes a toda autoridade humana: ao Imperador, que é a mais alta autoridade. (1Pe 2.13)

Embora não tenham escrito suas cartas no mesmo gabinete de trabalho e na mesma ocasião nem sob a direção de um mesmo editor-geral, Pedro, Tiago, Paulo, João e Judas não se contradizem. No que diz respeito às autoridades constituídas, por exemplo, Paulo assinaria embaixo de tudo o que Pedro escreveu sobre o assunto.

O que Pedro ensina é o respeito, a obediência, a submissão, a subordinação dos cristãos, tanto ao Imperador romano, a mais alta autoridade debaixo de Deus, como aos governantes menores. O que causa impacto é que, na época, Nero, o cruel e incansável perseguidor dos cristãos, era o imperador romano (de 54 a 68 d.C.). Tanto Pedro como Paulo sofreram prisão (caso de Paulo) e martírio (caso de Pedro) sob a dominação de Nero, que foi chefe supremo do vasto Império Romano por quatorze anos.

Pedro começa a sua exortação com as palavras "por causa do Senhor" ou "em atenção ao Senhor". Nem sempre a submissão aos chefes do Estado é algo fácil e compensador. Quase todo governo, além de não oferecer a segurança necessária, é omisso na recompensa daqueles que são cidadãos corretos e responsáveis.

A informação de Paulo de que "nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus" (Rm 13.1) ajuda os cristãos a se sujeitarem a ela com mais segurança. Não há nenhuma passagem explícita recomendando ou autorizando a desobediência civil. No entanto, essa possibilidade existe e é até mesmo galardoada por Deus caso haja de fato choque entre a autoridade divina e a autoridade humana. Foi em atenção a Deus que as parteiras Sifrá e Puá não obedeceram à ordem do rei do Egito para matar todo bebê do sexo masculino das mulheres israelitas (Êx 2.15-21). Graças a essa desobediência civil, Moisés não foi morto ao nascer e tornou-se o grande servo de Deus. O próprio Pedro não obedeceu às autoridades civis e religiosas quando elas não queriam que ele fizesse o que Deus lhe mandou fazer.

Obediência às autoridades pode ser virtude ou covardia!

>> Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Algumas coisas nunca acontecem


Algumas coisas nunca acontecem

Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente (Salmos 16.11)

Muitas vezes ficamos preocupados com coisas que nunca acontecem. Satanás gosta de nos manter ansiosos sobre coisas que nem mesmo são problemas reais. Jesus disse: "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham e desfrutem a vida, e a tenham em abundância (até a plenitude, até transbordar)" (João 10.10)

A Bíblia diz que o Reino de Deus é justiça, paz e alegria interior no Espírito Santo (veja Romanos 17.14). Quando fazemos de Jesus o Senhor do nosso coração, temos alegria em nossa vida. Satanás não tem o direito de roubá-la; portanto, desfrute a boa vida que Jesus pagou o preço para que você tenha.

2015-06-13

Alimento eterno

Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem lhes dará. Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovação. João 6.27

Nesta passagem, Cristo compara o que perece com o que permanece para sempre. Se nós fôssemos verdadeiramente interessados nesta diferença, continuaríamos nos apegando ao que é eterno e deixaríamos de abraçar o que é temporário. Cristo está dizendo aqui: "Se fosse para eu dar a você agora mesmo o tipo de coisa que você já tem, tal como o pão que você obtém do padeiro, e se fosse para eu dar-lhe o suficiente dele para satisfazer todo o mundo, quanto isso realmente o ajudaria? Se eu tivesse mais trigo, cevada, aveia, dinheiro e propriedade do que a pessoa mais rica no mundo para lhe dar, qual seria o ganho? Eu teria comida para dar a você, mas esta comida seria perecível e não duraria para sempre".

Não existe um fazendeiro que seria tolo a ponto de dar cem alqueires de grão por um pedaço de papel amassado. Não há um mercador que trocaria cem garrafas de cerveja por um copo de água. Ambos prefeririam vender os seus bens a um preço recompensador.

Cristo, contudo, está dizendo que tudo o que possuímos é perecível e que devemos nos desfazer de tudo de boa vontade para recebermos o alimento eterno. Mas, neste mundo, temos a tendência de sermos mais interessados no que é passageiro do que no que dura para sempre. Nós nos agarramos a um punhado de comida e acabamos deixando o evangelho escapar.

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.