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2015-02-09

Crise ou oportunidade?


Crise ou oportunidade?
// Lagoinha

Em tempos de crise ouvimos muitos conselhos e também diversas frases positivas, tais como: “enquanto os pessimistas choram, os otimistas vendem lenços” ou “quando a vida lhe oferecer um limão, faça uma limonada”. Isso é oportunidade. Em tempos de crise, os cristãos mostram um caminho que não promete resolver os problemas financeiros ou políticos, mas traz um certo alívio: o da salvação em Cristo Jesus. A pessoa sai em busca de solução terrena e acaba encontrando solução eterna para a vida, que é coisa muito mais importante do que ser próspero na Terra. A mensagem da salvação em Cristo Jesus está acima de conquistas terrenas e muito abaixo do teto que lhe dão. A salvação é simples e clara: aceite Jesus como Senhor da sua vida e oriente-se pelos princípios que Ele ensinou e pronto, independente da crise que se está ou não passando. Aliás, ninguém precisaria chegar ao centro de uma crise para entender isso e mudar de vida.

Há alguns anos reencontrei um amigo de infância que estava interessado em conhecer mais de Deus. O curioso é que ele me disse que sua vida estava maravilhosa, seus relacionamentos, família, filhos, emprego, etc, estavam ótimos. Digo “curioso” porque normalmente as pessoas me procuram para ouvir de Jesus quando estão na lama, quase falindo ou perdendo o casamento, os filhos e a empresa. Esse amigo, não. Ele estava bem e desejou Deus enquanto estava bem, sem influência das necessidades que, por vezes, levam desesperados a procurarem saídas espirituais.

A História, no entanto, demonstra que as pessoas de fato procuram Deus quando estão em crise. Que seja. Independente do período, o mais importante é que elas estão procurando a Verdade. Nos evangelhos, os que procuraram Jesus, em geral, estavam em crise, uns na mente, outros no coração e outros no corpo. Felizmente, Jesus não desprezou (e nem despreza) quem o procurou durante o desespero, afinal, Ele mesmo disse que veio para dar vida aos que estão sem vida (Jo 10.9,10; 14.6).

Por outro lado, estamos nós, os cristãos, pregadores da Palavra, que também vivemos as crises, todavia, com a responsabilidade de não perdermos de vista a missão evangelística. O Brasil já passou por muitas crises financeiras, mas nessa tem os agravantes da falta d’água e energia, além da incapacidade para resolver de imediato inúmeros gigantescos problemas estruturais. Vivemos tempos de “vacas magras” pra todo mundo. Nesse contexto, então, como devem agir os pregadores?

Primeiramente, com o senso de oportunidade aguçado. Mais do que fazíamos no tempo das “vacas gordas”, este é o tempo de dividirmos nosso amor com as pessoas, compartilharmos amizade e repartirmos nossas coisas. Um dos maiores elogios dado aos militares do Exército Brasileiro que fazem parte do contingente da ONU no exterior é que eles dividem até suas marmitas de comida com os habitantes dos países por onde passam. Estão cumprindo o ensinamento de Jesus: “Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem, e quem tiver alimento faça da mesma forma” (Lc 3.11). Chegou a hora de praticar isso com os conterrâneos.

Em segundo lugar, é preciso compartilhar que existe esperança. Depois da tempestade, sempre vem a bonança. Mas é durante as crises que nascem as melhores ideias que simplificam e barateiam a vida. É durante as crises que as pessoas encaram a dura realidade de como, no coração, “as coisas” se tornaram mais importantes do que “as pessoas”, então, mudam de atitude. É tempo de se pregar os valores cristãos que podem dar sentido à vida: a simplicidade, o repartir, o cuidado mútuo, o amor, a compreensão e, claro, a salvação em Cristo Jesus, que nada mais é que a libertação completa da possibilidade do homem passar a eternidade longe de Deus.

Por fim, crise é a oportunidade de colocar em prática a solidariedade e seguir os conselhos de Paulo: “Alegrai-vos com os que se alegram, e chorai com os que choram” (Rm 12.5); e “Tenho vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário socorrer os enfermos, recordando as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (At 20.35). Pois, “tudo o que o homem semear, isso também colherá” (Gl 6.7). Sou otimista e nunca deixarei de ser. Não vendo lenços e nem limonadas, no entanto, gratuitamente distribuo conselhos da Bíblia, na certeza de que Deus está do lado daqueles que caminham segundo os Seus conselhos e que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que O amam (Rm 8.28). A propósito, aqui vão mais alguns conselhos: “abre os braços aos pobres, e estende as mãos aos necessitados, pois quem se compadece do pobre empresta ao Senhor, e ele lhe recompensará o beneficio” (Pv 31.20; 19.17). Quem assim não faz, terá consequências: “O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, também clamará e não será ouvido” (Pv 21.13). Crise é oportunidade para amar e servir aos nossos semelhantes.

Pr. Atilano Muradas

Pais e Filhos


Pais e Filhos
// Lagoinha

“Porque, se vocês perdoarem as pessoas que ofenderem vocês, o Pai de vocês, que está no Céu também perdoará vocês. Mas, se não perdoarem essas pessoas, o Pai de vocês também não perdoará as ofensas de vocês” (Mt 6.14,15)

Relacionamento é a capacidade que a pessoa tem de conviver com outras, de manter ligações de amizade. Conviver é viver com. A convivência entre pessoas sempre é um caminhar complicado. Na família, as coisas tornam-se mais sérias, pois é dentro de casa que se conhece melhor o outro, já que esta é uma relação sem máscaras. No lar, cada um é o que é. Não há necessidade de fingir. Todos se conhecem. Cada um sabe até onde pode falar ou calar-se com o pai, a mãe, o irmão, a irmã, etc. Um sabe do limite de resistência do outro, bem como seus pontos fortes e fracos. O relacionamento entre pais e filhos na família cristã deve seguir o modelo de Efésios 6.1-4. Se, por um lado, há dever dos filhos em honrar os pais, há dos pais em não provocar a ira dos filhos. É um relacionamento de parceria. É uma rua de mão dupla. A responsabilidade nesse relacionamento, como em qualquer outro, é sempre de troca. Não é quem manda mais, mas é o respeito pelo direito e espaço do outro, tanto dos pais quanto dos filhos. É um modelo saudável, em que todos crescem como pessoas. Além disso, num relacionamento desse grau, no dizer de Louise Hart, “(…) nossos filhos nos dão a oportunidade de sermos os pais que sempre quisemos ser”.

O texto de Efésios 6.1-4 foi escrito pelo apóstolo Paulo para demonstrar esse lado cristão. No Império Romano havia o pátrio poder (patria potestas). Esse era um direito que o pai romano tinha sobre a família toda – mulher e filhos – de poder absoluto sobre eles. Podia vender os filhos como escravos, exigir trabalho pesado, castigá-los até a morte, etc. Também havia o costume de abandonar o filho. Quando nascia um menino, ele era colocado aos pés do pai; se o pai inclinava-se e o levantava, significava o reconhecimento de que o desejava para si. Caso desse meia-volta e saísse, significava o não reconhecimento, e o filho era abandonado ou, às vezes, morto. Quando nascia um deficiente físico, ele tinha poucas esperanças de sobrevivência. A sociedade em geral era implacável com os enfermos e deficientes.

Sabemos que em nossa sociedade atual as regras são outras. A criança é desejada, é recebida e reconhecida com alegria, embora existam casos de rejeição por uma série de fatores, inclusive, por parte de pais crentes. Mesmo com a criança deficiente, a família consegue manter um relacionamento, considerando-se as dificuldades. Será que o texto bíblico de Paulo e seus conselhos são desnecessários hoje, já que vivemos em outro tipo de sociedade? Não. Eles também são atuais.

Não há como escapar. Toda família enfrenta, no relacionamento entre pais e filhos, o choque de gerações. Isso é um fato inegável, porque por mais jovem que você seja, quando começam a nascer os filhos, em geral, a diferença de idade entre você e eles é de 16 a 25 anos. Vamos tomar como média geral 20 anos. É claro que uma pessoa que já viveu esse tempo a mais está uma geração à frente, e sua visão de mundo também é diferente. No entanto, isso não deve servir de obstáculo para o relacionamento entre pais e filhos; pelo contrário, é um dado positivo e fundamental na interação de ambos os lados. A energia e a vitalidade dos filhos, somadas à experiência dos pais, podem dar um colorido especial à família toda. O importante é não subestimar o outro, mas reconhecer o que de bom o outro oferece. Nessa perspectiva, o ensino bíblico pode ser praticado sem problemas – filhos honrando pais / pais não provocando os filhos. Nessa diferença de gerações, podemos visualizar três tipos de relacionamento: 1. Pais x Filhos; 2. Pais = Filhos; 3. Filho = Pai.

O primeiro caso quando se mantém um de cada lado para saber quem ganha a partida, decididamente não é o modelo de Deus. Nessa situação ocorre a briga pelo poder. Quem manda: pais ou filhos? Há exemplos de famílias em que são os pais que mandam, e outras são os filhos. Essa luta pelo poder é uma manifestação doentia de relacionamento. Não há harmonia. Não há paz. O segundo caso é um relacionamento sem limites. Não se sabe quem é quem no lar. A hierarquia, o respeito, o lugar de cada um são importantes. O ideal do modelo cristão é o terceiro caso, pais = filhos. É a harmonia, o equilíbrio, e a Bíblia prima por modelos de equilíbrio para o ser humano.

:: Pr. Ivan Góes 

2015-02-08

“Dar e receber” sob a ótica de Jesus


"Dar e receber" sob a ótica de Jesus
// Lagoinha

ofertas

Foto: Internet

Jesus ensinou sobre a lei do dar e receber e revelou que ela não funciona somente em relação ao aspecto financeiro, mas também em todas as áreas das nossas vidas: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também" (Mt 7.1,2). Quem dá julgamento, recebe julgamento. Quem mede as pessoas, é medido na proporção com que mede os outros.

Não há mistérios na interpretação deste princípio, pois ele é muito claro e objetivo. Foi falando destas coisas que o Senhor Jesus nos ensinou de uma forma tão explícita a abrangência de "dar e receber": "Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também" (Lc 6.37,38). Quem condena, recebe condenação. Quem perdoa, recebe perdão. Quem dá, recebe dádivas de volta.

Dentro dessa explicação de Jesus acerca de "dar e receber" podemos fazer as seguintes reflexões: Tenho me dedicado a viver este princípio? O que eu quero que façam a mim eu também faço aos outros? Qual é a minha motivação em abençoar os meus irmãos em Cristo, a Casa de Deus e a minha família? A generosidade deve ser o que nos motiva a semear, a plantar, a investir no Reino de Deus. Em Provérbios 11.25, o Senhor nos mostra qual é a recompensa que recebemos por, desinteressadamente, agir com generosidade: "O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá".

A nossa generosidade faz com que prosperemos e o que semeamos, colhemos. Um dos textos mais citados, no que diz respeito à provisão divina, é Filipenses 4.19. Nesse versículo podemos ver a declaração de que Deus suprirá, em Cristo Jesus, cada uma das nossas necessidades, segundo as Suas riquezas em glória. Mas muitos não conseguem enxergar o fato de que esse texto não foi citado isoladamente, mas dentro de um contexto bem específico: dar e receber. Paulo disse àqueles irmãos filipenses que, por terem suprido as suas necessidades através dos donativos enviados, Deus certamente supriria as necessidades deles:

"Recebi tudo, e o que tenho é mais que suficiente. Estou amplamente suprido, agora que recebi de Epafrodito os donativos que vocês enviaram. São uma oferta de aroma suave, um sacrifício aceitável e agradável a Deus. O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus" (Fp 4.18,19).

Se quisermos ter as nossas necessidades supridas, devemos ser instrumentos de suprimento a outros. Muitos impedem que as bênçãos do Senhor cheguem até suas vidas por não agirem com generosidade. Irmãos, Deus estabeleceu a lei do dar e receber com propósito duplo: abençoar o Seu Reino e as nossas vidas. Portanto, andemos na visão do Senhor e aprendamos com Jesus a oferecer a melhor medida do que temos, sabendo que conforme medirmos seremos medidos.

Pr. Luciano Subirá





A oração que funciona


A oração que funciona
// Lagoinha

"Esforçai-vos, e Ele fortalecerá o vosso coração vós todos os que esperais no Senhor" (Salmos 31.24)

Foto: Internet

Foto: Internet

"Partindo dali, Jesus seguiu para a região de Tiro e Sidom. Uma mulher cananeia, vindo daquelas redondezas, pôs-se a gritar: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada. Contudo, ele não lhe respondeu. Seus discípulos aproximaram-se dele e rogaram-lhe: Manda-a embora, porque vem gritando atrás de nós. Ele lhes respondeu: Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então, ela veio e, prostrando-se diante dele, disse: Senhor, socorre-me! Ele, porém, respondeu: Não é justo tomar o pão dos filhos e jogá-lo para os cachorrinhos. Ao que ela disse: Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa do dono. Então Jesus respondeu: Mulher, grande é a tua fé! Seja feito a ti como queres. E desde aquela hora sua filha ficou boa" (Mt 15.21-28).

Atitude, humildade, oração e vitória foram algumas das atitudes da mulher cananeia. Ela possuía uma filha cativa por um demônio que a fazia sofrer miseravelmente. Jesus estava passando na região de Tiro e Sidom. Ela estava diante de uma única oportunidade e não a desperdiçou. Não sabemos quantos anos tinha a filha daquela senhora. Mas sabemos que sua mãe tinha um propósito: conseguir a liberdade da filha. Ela não era de Israel. Era estrangeira. Ela não tinha amigos entre os discípulos de Jesus, por isso gritava. Perturbava. E Jesus permanecia em silêncio. Era o Messias; o enviado de Deus exclusivo para Israel. Os estrangeiros, naquele tempo, não faziam parte da sua missão. A mulher insistia. E quem busca, acha. Quem pede, recebe. E quem bate, a porta abrir-se-lhe-á (Mt 7.7,8). Ela seguiu literalmente essa receita, sem nunca tê-la ouvido. Buscou, pediu, gritou e bateu. Humilhou-se. Insistiu. Até receber a admiração e o favor do Senhor e a libertação da filha. Chegou aflita, desesperada. Ouviu palavras duras, mas não desanimou. Saiu chorando, não de tristeza, mas de contentamento. Sua filha estava livre. Ninguém sabe como aquela mulher achou Jesus. Nem ficou evidente quem lhe falou sobre o poder do Senhor sobre os demônios. Também não está escrito como descobriu que a vida miserável da filha era causada por um demônio.

Aquela mulher estava no tempo e lugar certos. Disse Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (João 14.6). "Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jr 29.13). Como foi possível àquela mulher conseguir uma bênção tão grande com tão poucas palavras? Oração. Sim, oração sincera. Não aquela oração de desfiar as contas de um terço. Foi uma oração produzida por um espinho na alma, que a fazia gritar e clamar: "Senhor, filho de Davi, tem misericórdia de mim". Há muitos que oram, mas não recebem. Não recebem porque oram mal. A oração para ser respondida tem que estar em harmonia, em sintonia com a vontade do Pai Eterno. Bênçãos grandes vêm de grandes orações e não de orações grandes. Você está com um espinho na alma? Sua dor é muito grande? Insuportável? Medite nas atitudes da mulher cananeia. Deixe de lado seus preconceitos, seu status.

Para chegar ao dono das bênçãos é preciso se despojar da soberba, da presunção humana e do pensamento cartesiano. Abra seu coração e clame a Jesus. Entre no quarto e feche a porta. Ajoelhe-se ao pé da cama e fale com Jesus, como se Ele estivesse assentado nela. Insista. Ore hoje. Amanhã. E continue orando. Jesus não é uma lenda. Ele é real. É o filho do Deus vivo, que morreu na cruz, mas hoje está vivo, assentado à direita do Pai. Seus ouvidos estão atentos às orações dos que estão necessitados. Desesperados. De corações quebrantados. Mas não basta ser necessitado, estar desesperado ou apenas quebrantado de coração. É preciso ter atitude: buscar, pedir e bater à porta com um coração sincero. Não uma única batida na porta, mas várias. Não um pedido envergonhado, mas um clamor bem alto. Não uma busca de faz de contas, mas verdadeira.

A mulher cananeia não foi a Jesus achando que talvez Ele a atendesse. Ela foi disposta a ser ouvida de qualquer maneira. Não importava ser chamada de filhote de cachorro, desde que alcançasse o direito de comer das migalhas que caiam dos pratos dos seus senhores. E quando o Senhor ouviu essa resposta, se compadeceu da dor daquela mulher, porque viu nela uma grande fé. E fé é a certeza das coisas antes de vê-las (Hebreus 11.1).

:: João Cruzué 





A fé não é um cadáver desenterrado

Que adianta alguém dizer que tem fé se ela não vier acompanhada de ações? (Tg 2.14)

Que coisa mais esquisita! O marido vem, mas a esposa fica; o burro vem, mas a carroça fica; o pregador vem, mas a Bíblia fica; a fé vem, mas as obras ficam! Marido e mulher são inseparáveis (uma só carne), burro e carroça são inseparáveis, pregador e Bíblia são inseparáveis, fé e obras são inseparáveis. Por que separar o que é inseparável?

Tiago pergunta: "que adianta alguém dizer que tem fé se ela não vier acompanhada de ações?" Uma sem a outra, que proveito há? Que valor? Que vantagem? Nenhuma! Nenhuma! Nenhuma! Desacompanhada de ações visíveis, a fé é um cadáver e cheirando mal, como o de Lázaro (Jo 11.39).

Jesus já havia deixado bem claro que as pessoas que o chamam de Senhor, sem fazer a vontade do Pai, se não mudarem de atitude, vão ter uma decepção enorme no dia do juízo. O próprio Senhor lhes dirá com toda franqueza: "Eu nunca conheci vocês! Afastem-se de mim, vocês que só fazem o mal" (Mt 7.23).

Tiago não está criticando o sola fide (só pela fé) de Paulo e de Lutero. A salvação é e sempre será uma iniciativa de Deus da qual o pecador se apropria por meio da fé (Ef 2.8). Como sempre houve e sempre haverá aqueles que dispensam a si mesmo das obrigações que a fé salvadora produz ou impõe – Tiago condena aqui as chamadas consequências abusivas da graça. A fé está casada com as obras e se torna com elas um só corpo para todo o sempre. O próprio Paulo também previa profanação da fé salvadora e a exploração da graça de Deus, ao perguntar: "Continuaremos a pecar para que a graça de Deus aumente cada vez mais?" (Rm 6.1, NBV).

As tais ações ou obras que acompanham não são o instrumento da salvação. Mas mostram que a fé existe e é autêntica, e não um cadáver esticado no chão, totalmente imóvel. Tiago não está de mal com Paulo nem contra ele, mas totalmente a favor dele!

– Se for um cadáver, a fé precisa ressuscitar de entre os mortos!
>> Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.





Permaneça em Deus


Permaneça em Deus
// Lagoinha

"Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido" (João 15.7)

O versículo de hoje nos diz que podemos pedir o que quisermos e nos será concedido se permanecermos em Cristo. A única maneira de tornar isso possível é se ocorrer uma fusão entre os nossos desejos e os desejos de Deus, a medida que amadurecermos nele.

O objetivo de todo crente verdadeiro é ser um com Deus. Isso acontece espiritualmente, quando nascemos de novo, e acontece na nossa mente, na nossa vontade e nas nossas emoções a medida que continuamos a crescer e amadurecer nele. Ao fazermos isso, nossos desejos se tornam os Seus desejos e ficamos seguros em segui-los.

O chamado que Dave e eu temos para o nosso ministério é um bom exemplo disso. O desejo de Deus foi que estivéssemos no ministério e ajudássemos as pessoas da maneira que Ele nos preparou ao nos conceder dons para ajudá-las. Este também tem sido o desejo do nosso coração. Não poderíamos ter passado muitos anos viajando todos os finais de semana, ficando em hotéis e estando longe da nossa família, se o nosso desejo para o ministério não tivesse sido dado por Deus. Ele colocou em nós um desejo tão forte de ministrar que estamos dispostos a fazer qualquer sacrifício necessário ou a vencer qualquer oposição que possa se levantar contra nós para realizar a Sua vontade para nós.

Permanecer com Deus é "andar" com Ele, passar tempo com Ele, viver na Sua presença, e alimentar os desejos que Ele coloca no nosso coração, porque esta é a Sua vontade para nós. Ele fala conosco e coloca desejos em nosso coração para que possamos orar e pedir as coisas que Ele quer nos dar. Ele será fiel em nos conceder os nossos desejos desde que eles também sejam os desejos Dele e que permaneçamos nele.

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: "Ande" com Deus hoje; Ele é uma companhia maravilhosa.





2015-02-07

Permaneça como está

Entretanto, cada um continue vivendo na condição que o Senhor lhe designou e de acordo com o chamado de Deus. Esta é a minha ordem para todas as igrejas. [1 Coríntios 7.17]

Os cristãos têm liberdade. A fé e a vida cristã não estão restritas a uma determinada fase ou contexto de vida. Antes, estão acima de todos os contextos, estão em todos os contextos e perpassam completamente, do início ao fim, todos os contextos da vida. Portanto, não é necessário que você aceite ou desista de qualquer posição na vida para receber a salvação. Permaneça em qualquer lugar onde o evangelho o alcance. Você pode permanecer lá e ser salvo. Não é necessário que você abra mão do seu casamento e corra do seu cônjuge não cristão por amor à fé ou à salvação. Por outro lado, não é necessário que você se case por amor à fé ou à salvação. Se você é casado, seja com um cristão ou com um não cristão, seja com uma pessoa boa ou com uma pessoa ímpia, você não será salvo nem condenado por causa disso. Se você não estiver casado, você também não estará salvo nem condenado por estar solteiro. Isso tudo é livre – livre!

Como resultado, se for um cristão e permanecer assim, você será salvo e, se você continuar sendo um não cristão, será condenado. “Esta é a minha ordem para todas as igrejas”, o que significa: “Esta é a regra que ensino a todos os cristãos para os quais eu prego. Eu não os ensino a deixar suas posições na vida nem os ensino a incitar tumultos, mas sim a permanecer onde estão e viverem em paz”. Assim, você pode ver que Paulo não distingue ou identifica posição alguma na vida como sendo abençoada, exceto esta: a de ser cristão.

Quanto às outras, ele deixa as pessoas livres, visto que, em si mesmas e de si mesmas, elas não nos salvam nem nos condenam. Mas todas as posições na vida – não importa quão bem mantidas elas sejam – podem ser abençoadas por meio da fé ou amaldiçoadas por meio da falta de fé.

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.