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2014-09-07

O grito! O sussurro...


O grito! O sussurro…
// Lagoinha

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” (João 19.30)

Um grito foi dado há muitos anos à beira do Ipiranga, desde então paramos para lembrar e comemorar esse feito. Lembro-me de minha mãe levando sua prole para ver o desfile de Sete de Setembro na Avenida Afonso Pena, em BH. Ela se desdobrava para nos ensinar o valor da história. Na época achava tudo lindo e grande. Enfiava-me entre as pernas dos adultos e admirava os carros, tanques e os soldados marchando em um alinhamento perfeito ao som da banda. Voltávamos para casa marchando e tremulando as bandeirinhas com o sentimento da grandeza e força da pátria. Era criança e aprendi com a história que aquele grito outorgava a liberdade, a independência da opressão.

O tempo foi passando e eu descobri que aquele grito não foi suficiente para promover a libertação que eu realmente precisava. Aquele grito não tinha a força necessária para por as cadeias, que insistiam em atormentar, abaixo.

Há dez anos conheci um homem que deu apenas um sussurro. Ele estava muito fraco, pois havia sido espancado sistematicamente por muitas horas. Ele não estava bonito, seu rosto revelava a dor mais profunda que alguém poderia suportar, mas nem mesmo essa dor conseguiu apagar a pureza do seu olhar. Ele arrastou uma cruz, nela foi pregado e ali ficou por mais algumas horas. Seu silêncio era constrangedor, até que Ele abriu sua boca e declarou: “Está consumado”. Ele não precisou gritar, mas aquelas palavras tiveram o poder de quebrar a dureza da minha incredulidade e rasgar o véu da distância que nos separava. Liberdade enfim!

Desde então sigo, às vezes gritando, às vezes falando e às vezes escrevendo na tentativa de fazer ecoar o som da verdadeira liberdade que um dia consegui ouvir: a voz de Jesus. Todos os anos temos o dia Sete de Setembro para lembrarmos o grito da Independência. É a nossa história e devemos prestar atenção nela. Mas a voz da liberdade eterna deve ser repercutida todos os dias, até que não haja mais quem não saiba dela. A voz que realmente liberta está dentro de nós e cabe a nós emiti-la.

Fale!

E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação (2 Coríntios 5.18)


::Nilma Gracia Araujo

As exigências da religião: fazer tudo para a glória de Deus

As exigências da religião: fazer tudo para a glória de Deus

domingo
domingo

É por uma razão bem diferente que a religião não pode ocupar a totalidade da vida no sentido de excluir todas as nossas atividades naturais.

É claro que, em certo sentido, ela deve ocupar a nossa vida toda. Não há dúvida quanto ao compromisso que há entre as exigências de Deus e as da cultura, ou da política, ou de qualquer outra coisa. A exigência de Deus é infinita e inexorável. Você pode recusá-la ou começar a tentar aceitá-la. Não há meio-termo. Entretanto, apesar disso, está claro que o cristianismo não exclui nenhuma das atividades humanas ordinárias.

Paulo recomenda às pessoas que continuem nos seus empregos. Ele até admite que os cristãos frequentem festas noturnas; e mais, festas oferecidas por pagãos. Nosso Senhor participou de uma festa de casamento e até providenciou o milagre do vinho. O conhecimento e as artes floresceram sob a égide da sua Igreja e ao longo da maioria das eras cristãs. É claro que a solução desse paradoxo é bastante conhecida: "Quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, faça tudo para a glória de Deus".

Todas as nossas atividades simplesmente naturais — até a mais humilde de todas —, serão aceitáveis se forem ofertadas a Deus, e todas elas, até a mais nobre, serão pecaminosas se não forem ofertadas a Deus. O que o cristianismo faz não é apenas substituir a nossa vida natural por uma nova; ele é, antes, uma nova organização que explora esses materiais naturais para os seus próprios fins sobrenaturais.

>> Retirado de Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato.


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As exigências da religião: fazer tudo para a glória de Deus | Devocional diária
http://ultimato.com.br/sites/devocional-diaria/2014/09/07/autor/c-s-lewis/as-exigencias-da-religiao-fazer-tudo-para-a-gloria-de-deus-2/
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A amargura nos impede de ouvir


A amargura nos impede de ouvir
// Lagoinha

"Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade" (Efésios 4.31)

Ficar amargurado com Deus é um impedimento certo a ouvir a Sua voz. Toda vez que a amargura tentar se apossar de você, não permita. Muitas vezes, o diabo tenta nos fazer pensar que somos os únicos que temos dificuldades. Não quero parecer alguém sem compaixão, mas por pior que sejam os nossos problemas, alguém tem sempre um problema pior.

O marido de uma mulher que trabalhava para mim a abandonou depois de 39 anos de casamento. Ele simplesmente deixou um bilhete e partiu. Aquilo foi uma tragédia para ela! Fiquei muito orgulhosa dela quando me procurou depois de algumas semanas e disse: "Joyce, por favor, ore por mim para que eu não fique irada com Deus. Satanás está me tentando terrivelmente para fazer com que eu fique irada com Ele. Não posso ficar irada com Deus. Ele é o único amigo que tenho. Eu preciso Dele!".

A amargura estava tentando criar raízes no coração da minha amiga porque a vida dela não havia saído da maneira que ela desejou. Quando somos magoados, precisamos entender que todas as pessoas têm o livre arbítrio e que não podemos controlar esse livre arbítrio – nem mesmo por meio da oração. Podemos orar para que Deus fale com as pessoas que nos magoaram; podemos pedir-lhes que as conduza a fazer o que é certo em vez do que é errado, mas o ponto principal é que Ele precisa deixá-las fazer suas próprias escolhas. Se alguém faz uma escolha que nos fere, não devemos colocar a culpa em Deus e ficar amargurados com Ele.

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: Se você foi magoado, nunca culpe a Deus. Ele é o melhor amigo que você tem.






2014-09-06

Uma vocação bucólica


Uma vocação bucólica

sábado
sábado

Enquanto eu viver, é justo que faça com que vocês se lembrem dessas coisas. (2Pe 1.13)

Numa carta mais informal e um pouco mais longa, Pedro escreveria assim:

"Não quero ser chato, não quero amofinar vocês, não quero cansá-los. Pelo contrário, o que eu desejo é pastorear vocês. Considero-me pescador e pastor de almas e, como tal, tenho uma grande responsabilidade diante de Deus. Foi Jesus que me escolheu e me vocacionou. Deixem-me contar um pouco de como, onde e quando ocorreu essa vocação.

"Nós éramos uma família de pescadores (inicialmente só de peixes). Certo dia, há muito tempo, eu e meu irmão André estávamos pescando no mar da Galileia e vimos, na praia, um aglomerado de pessoas ao redor de um homem ainda jovem (30 anos no máximo). Como não tínhamos apanhado nada durante a noite toda nem naquela manhã, voltamos para a praia exatamente onde se encontrava a multidão. Para minha surpresa, aquele homem entrou no meu barco, pediu-me que o afastasse um pouco da praia, sentou-se naquele travessão que amarra os dois lados do barco e continuou a falar. Era o nosso Senhor, o Nazareno. Quando terminou, ele ordenou que eu e os outros pescadores da empresa de pesca levássemos o barco para onde as águas fossem mais profundas e voltássemos a pescar. Pescamos tanto peixe que as redes estavam se rebentando! Quando voltamos, eu me ajoelhei diante de Jesus, e, sentindo o peso dos meus pecados, pedi que ele se afastasse de mim. Eu estava muito admirado, bem como André, Tiago e João. Em vez de fazer o que eu havia pedido, Jesus me disse: 'Não tenha medo! De agora em diante você vai pescar gente' (Lc 5.1-11). Então, deixei as redes e me tornei sucessivamente discípulo, apóstolo e pregador do evangelho. É por causa dessa vocação bucólica que eu lhes escrevo: enquanto eu viver, considero justo pastoreá-los".

– Há muitas ovelhas sem pastores precisando de cuidado!
>> Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.


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Uma vocação bucólica | Devocional diária
http://ultimato.com.br/sites/devocional-diaria/2014/09/06/autor/elben-cesar/uma-vocacao-bucolica/
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Abra o seu coração


Abra o seu coração
// Lagoinha

"Jesus chorou" (João 11.35)

Muitas pessoas não sentem emoções de piedade porque passaram por tanta dor no passado que simplesmente "desligaram" seus pensamentos. As pessoas que se recusaram sentir qualquer coisa por um longo período têm medo de começar a sentir de novo, porque tudo que elas conseguem se lembrar sobre os sentimentos é da dor.

Com o tempo, a dor emocional precisa ser encarada a fim de permitir que as emoções divinas fluam em nossas vidas outra vez. Permitir a nós mesmos sentir outra vez, transformará um coração duro em um coração sensível, mas isso requer paciência e a disposição de trabalhar com Deus para fazer com que esses sentimentos sejam "ligados" novamente.

Independentemente, do que causou a sua dor ou do quanto ela foi terrível, não fique no cativeiro da dureza de coração. Isso apenas tratará dos sintomas e não das raízes da sua dor. Isso não protegerá você contra mais dor, mais impedirá sua capacidade de ouvir a voz de Deus. A dureza de coração não provém de Deus; Ele nos criou para termos sentimentos. De acordo com o versículo de hoje, até Jesus chorou.

Toda vez que você se permitir sentir, estará vulnerável à dor, mas será diferente quando você tem Jesus, aquele que cura, vivendo dentro de você. Toda vez que você for ferido, Ele estará bem ali para cuidar da ferida.

Se você "desligou" as suas emoções, por favor, entenda que comprometeu a sua capacidade de ouvir a voz de Deus. Abra o seu coração para Ele; peça-lhe para colocar ternura no seu coração e curá-lo para que você possa ouvir a Sua voz e desfrutar uma comunhão íntima com Ele.

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: Se construir muros para manter as pessoas fora de sua vida, você viverá atrás desses muros em uma prisão construída por você mesmo.






2014-09-05

Conselhos a um jovem líder

Conselhos a um jovem líder

sexta-feira
sexta-feira

Ordene e ensine estas coisas. Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem. [1 Timóteo 4.11-12]

Devo confessar que considero a personalidade de Timóteo bastante parecida com a nossa. Ele era semelhante a nós em toda a nossa fragilidade humana. Não se parecia nem um pouco com as figuras de santos pintadas nos vitrais das igrejas, e uma auréola não se ajustaria à sua cabeça. Ao contrário, ele era um autêntico ser humano, com toda a vulnerabilidade que essa condição encerra. Ele era ainda muito jovem e inexperiente. Por causa de seu temperamento tímido, Paulo teve que pedir aos coríntios que o tratassem bem para que ele se sentisse à vontade entre eles. Ele era fisicamente frágil. Sofria de um problema gástrico crônico, para o qual o apóstolo prescreveu um pouco de álcool medicinal. Timóteo era assim: jovem, tímido e frágil. O perigo é que essas coisas poderiam comprometer seu ministério. Esse é um problema a que todos os jovens estão sujeitos. Qual a solução? O apóstolo Paulo tem a resposta: "Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas …". A seguir ele apresenta seis razões para que isso aconteça.

1. Timóteo deveria ser um exemplo (v. 12). As pessoas não desprezariam sua juventude se admirassem sua vida e seu caráter.

2. Deveria dedicar-se à leitura pública das Escrituras, extraindo delas o seu ensino e mostrando, assim, de onde vinha a sua autoridade (v. 13).

3. Não deveria negligenciar o dom que lhe havia sido dado quando de sua ordenação (v. 14). As pessoas não desprezariam os dons de Deus.

4. Deveria ser diligente e dedicado a fim de que todos pudessem ver o seu progresso (v. 15).

5. Deveria observar atentamente sua vida e seu ensino para verificar se eram consistentes (v. 16).

6. Deveria demonstrar sensibilidade em seus relacionamentos, tratando as pessoas de forma condizente. Deveria tratar os idosos com respeito, os jovens com igualdade, o sexo oposto com moderação e todos com aquela afeição que une os membros da família da igreja (5.1-2).

Essas seis instruções também podem ser expressas na forma de ordens: Observe seu exemplo! Identifique sua autoridade! Exerça o seu dom! Mostre o seu progresso! Mantenha a sua coerência! Acerte os seus relacionamentos! Se os jovens líderes observarem essas instruções, as outras pessoas estarão prontas a aceitar seu ministério com gratidão e alegria.

Para saber mais: 1 Timóteo 4.11–5.2
>> Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.



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Conselhos a um jovem líder | Devocional diária
http://ultimato.com.br/sites/devocional-diaria/2014/09/05/autor/john-stott/conselhos-a-um-jovem-lider-2/
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Estamos no mundo, mas não somos do mundo


Estamos no mundo, mas não somos do mundo
// Lagoinha

"Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os adiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou" (João 17.14)

 O versículo de hoje nos ensina que como crentes, estamos no mundo, mas não somos do mundo, o que significa que não podemos ter uma visão mundana das coisas. Precisamos de vigilância constante para não nos tornar como o mundo nos nossos caminhos e atitudes. Assistir a imagens de violência excessiva como entretenimento, como acontece com o mundo, pode cauterizar ou endurecer a nossa consciência e reduzir a nossa sensibilidade à voz de Deus. Muitas pessoas no mundo estão insensíveis às agonias que as pessoas reais sofrem porque assistem a tragédias retratadas com muita frequência na televisão.

A mídia frequentemente transmite relatos negativos ou histórias trágicas de uma forma direta e sem emoção, e costumamos ver e ouvir estas coisas sem sentir. Ouvimos falar sobre tantas coisas terríveis que não reagimos mais à tragédia com as emoções adequadas de compaixão ou indignação que deveríamos demonstrar.

Creio que estas coisas são parte do plano geral de Satanás para o mundo. Ele quer que o nosso coração se endureça e que não nos envolvamos, emocionalmente, quando tomamos ciência dos acontecimentos terríveis que ocorrem à nossa volta. Ele não quer que nos importemos com as pessoas que são afetadas por essas coisas. Mas como cristãos devemos nos importar, devemos sentir e devemos orar. Sempre que ouvimos falar do que está acontecendo no mundo, devemos perguntar a Deus qual é a perspectiva Dele e procurar saber como Ele quer que reajamos. Então, precisamos ouvir a Sua resposta e agir de acordo com ela. Esta é uma maneira de estarmos no mundo, mas não sermos do mundo.

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: Tome uma posição a favor dos valores divinos e nunca faça concessões.