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2014-05-07

Nossas palavras


Nossas palavras
// Lagoinha

“… pois a boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12.34).

Muitas vezes nos envolvemos em situações com as quais não gostaríamos de nos deparar. As discussões de modo geral podem sim nos fazer pecar com os nossos lábios, assim como nos advertiu o Senhor. E é por esse motivo que fazemos a seguinte pergunta: Com o que temos preenchido o nosso coração? Estamos prontos para mostrarmos, por meio de nossas palavras, o que está dentro de nós?

Se não nos revestirmos diariamente com a palavra de Deus pela leitura, da participação em estudos bíblicos, dos cultos de adoração e oração, será difícil ficarmos cheios da presença do Senhor, e por meio dela alimentarmos a nossa alma e o nosso coração.

Quando investimos nosso tempo em coisas supérfluas, que não nos trazem nenhum crescimento espiritual, ficaremos firmes e inabaláveis nos dias maus? Como saberemos responder às ofensas sem ofender? As provocações sem revidar? Não será fácil e certamente seremos reprovados. E era sobre isso que o Senhor nos alertou.

É fácil percebermos como anda a nossa comunhão com o Pai. É só observarmos como anda o nosso modo de agir e reagir; a nossa paciência para saber ouvir e disposição para servir; o nosso amar e perdoar e finalmente o nosso falar, porque certamente dele, mostraremos do que temos nos enchido, com o que temos nos alimentado.

Servir ao Senhor significa renúncia, a “morte do eu”, do velho homem, para o renascimento e a vida plena em Cristo. E por esse motivo necessitamos pensar mais nas coisas celestiais e buscá-las, pois, do contrário, que testemunho daremos? Seremos como espelhos defeituosos, que refletem imagens distorcidas, e não foi para isso que o Senhor nos chamou.

Será que alguém dará crédito às palavras de um crente amargurado, resmungão, respondão e fofoqueiro? Certamente não! Deus espera que em nós haja disposição para mudar. Não somos perfeitos e Ele bem o sabe. Porém, ao coração quebrantado, que reconhece os próprios erros, o Senhor se afeiçoa e estende a mão e renova, pois Ele quer nos aprovar.

Revistamo-nos, pois do Senhor Jesus para que dos nossos lábios possam brotar palavras de vida, cheias da graça e da unção do Pai.

:: Ana Lúcia Lemos

2014-05-06

As consequências do pecado

  
As consequências do pecado
// Lagoinha

Estava no seminário quando li um livro de certo autor que dizia: “Senhor, faça-me santo, tão santo quanto um pecador perdoado por ti, pode ser santo”. Deus lhe deu sensibilidade. Muitas vezes participamos de uma celebração ao Senhor e saímos dali muito alegres, com um propósito, mas outras vezes saímos como entramos.

A Palavra diz“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8). A maneira de ele devorar é nos levando a pecar; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. O salário do pecado é a morte.

Viva uma vida santa, uma vida leve. Não há nada melhor do que viver de maneira leve. Quem é cheio do Espírito é como o vento, tão leve, não sabe para onde vai, não sabe de onde vem. Por isso, se una ao Senhor. A vida é bela para aqueles que têm o Senhor.

Amado (a), tudo na vida é uma escolha, então, escolha viver em santidade. Podemos passar um dia inteiro sem pecar, uma semana, um mês sem pecar. Tudo é uma escolha. O santo não é aquele que não se suja, o santo é aquele que sempre se limpa.

Pecar é basicamente errar o alvo. Muitas vezes as pessoas acham que pecado é somente aquele que é grande, uma mentira enorme, que existe “pecadão” e “pecadinho”. Porém, não existe um único pecado que não tenha sido a causa de Jesus ser crucificado. E não existe um único pecado que o sangue que Ele derramou não tenha o poder de purificar, perdoar e restaurar.

Todo pecado não confessado e abandonado traz consequências. Arrependimento não é desculpa, é uma mudança de atitude. É experimentar o avivamento. Muitos imaginam que avivamento é algo epidérmico, ou seja, ir a um culto e pular, chorar. Mas avivamento, basicamente, é sermos a cada dia mais santos, mais parecidos com Jesus. Avivamento é viver e permitir que a vida do Senhor se manifeste na nossa vida de um modo intenso. Avivamento é vivermos o sonho de Deus aqui na Terra. É trazermos a glória do Senhor em tudo o que fizermos. É vivermos todos os princípios de uma família, sermos testemunhas da verdade das Escrituras. Avivamento é tomarmos posse das promessas de Deus. É encarnarmos os mandamentos do Senhor. No avivamento repousa esta verdade: não pecar. Nossa autoridade vem da nossa santidade.

Todo pecado traz consequências que destroem, como podemos ver na oração de Davi, Salmo 51. Arrependimento não é sentir tristeza pelo pecado, arrependimento é mudança. É como uma pessoa que caminha em uma direção e dá meia volta, abandona aquele caminho e toma outra direção. A vontade do Senhor é que cada um possa viver uma vida santa, pura, leve.

O pecado é um peso, a pessoa perde a alegria, a saúde, o prazer. Quando alguém peca passa a viver numa situação de carnalidade e por conta disso, perde o próprio sentido de existir.

O Salmo 51 é uma oração de agonia, oração de um homem que experimentou tanto a graça do Pai, mas, logo depois de um pecado terrível, perdeu a alegria. Davi, vivendo um momento delicado, clamou quando o peso, a angústia e as lágrimas o dominavam. Ele dizia: “Restitui-me a alegria da tua salvação”. Uma pessoa vivendo em pecado não sente alegria e sempre achará desculpa para o seu pecado. A nossa força está na alegria, sabermos que o nosso nome está escrito no Livro da Vida, e que somos filhos do Senhor. Na sua angústia Davi pediu: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, renova dentro de mim um espírito inabalável”. Que nada possa tirar, roubar esta convicção do nosso coração.

Deus abençoe!

Ansiedade? Pra quê?


Ansiedade? Pra quê?
// Lagoinha

“… Não andeis ansiosos pela vossa vida…” (Lucas 12.22). A Palavra diz para não ficarmos ansiosos, mas confiarmos em Deus, porque Ele cuida de nós, conhece as nossas necessidades e nos sustenta.

Grande parte da ansiedade provém de pensamentos condicionais: E se eu perder o emprego? E se eu não conseguir pagar as contas? E se nunca me casar? E se eu fracassar? E se meu relacionamento acabar? E se eu adoecer? E se as coisas não melhorarem? E se… E se… E se…

Além desses pensamentos temos a televisão, os jornais, e as revistas que nos dão muitas razões para sentirmos ansiosos e insatisfeitos com nós mesmos. Os meios de comunicação se tornaram um grande risco, pois nos bombardeiam com pré-conceitos. Sentimo-nos fortemente pressionados a adotar estilos de vida, aspectos e a realizar atitudes para sermos aceitos na sociedade em que estamos inseridos.

Estamos constantemente sendo lembrados de como não correspondemos ao que se espera de nós. Perdemos a liberdade de ser apenas quem somos, olhamos todos os dias no espelho, para ver se o que se reflete combina com o estilo aceito pela sociedade em que estamos inseridos!

Sentimos-nos ansiosos por algo que Deus ainda não fez. Pensamos: E se ele não me sustentar? E se Ele não me proteger? Por que Ele não me curou? E se Ele não me der o que quero ou preciso?

Quando fazemos previsões precipitadas, ficamos angustiados, geramos a ansiedade e stress mental, que prejudicam nossa capacidade de agir. Torna-se um fardo que não nos cabe carregar, a ansiedade pode nos tornar infelizes e pode nos fazer adoecer mentalmente, emocionalmente e até fisicamente.

No entanto, ela só pode ser aquietada com a paz de Deus. No momento em que recebemos Jesus, temos acesso à sua paz, que excede todo entendimento. Quando você se volta para o Senhor, Ele traz paz a quem você é, aos seus temores, e ao caminho que está seguindo. Ele traz paz quanto às circunstâncias, estejam elas em seu passado, presente e futuro!

Embora a vida seja imprevisível, e com tantos desafios, Deus nos mostra que não devemos temer, mas descansar nele.

Ao primeiro sinal de ansiedade podemos buscar paz, orando, na certeza de que Deus é conosco e que Ele sempre virá ao encontro às nossas necessidades, trazendo o Seu melhor para nós.

:: Por Paula Fortunato

2014-05-04

Deus quer nos abençoar


Deus quer nos abençoar
// Lagoinha

O Senhor é sol e escudo; o Senhor concede favor e honra; não recusa nenhum bem aos que vivem com integridade. (Salmos 84.11)

Por intermédio da nossa consciência, o Espírito Santo nos diz se estamos fazendo alguma coisa de errado, algo que o entristece, interfere na nossa comunhão com Ele ou que faria com que não sentíssemos a Sua presença em nossa vida. Ele também nos ajuda a voltar ao lugar onde precisamos estar. Ele nos convence e nos dá convicção dos pecados que cometemos, mas nunca nos condena.

Deus nos ama ainda mais do que nós amamos nossos próprios filhos e Ele nos disciplina. Lembro-me de como eu odiava tirar privilégios dos meus filhos quando eles eram pequenos. Mas eu sabia que eles estavam fadados a ter problemas se não aprendessem a me ouvir. Deus tem o mesmo tipo de preocupação conosco, mas Ele é paciente. Ele nos diz, repetindo sempre, o que devemos fazer.  Deus pode nos dizer a mesma coisa de quinze maneiras diferentes, tentando chamar a nossa atenção e querendo que obedeçamos a Ele para o nosso próprio bem.

A mensagem convincente do amor de Deus está em toda parte. Ele quer que o ouçamos porque nos ama. Se persistirmos nos nossos caminhos, o Senhor retira os privilégios e as bênçãos de nós, mas faz isso apenar porque quer que amadureçamos e que cheguemos a um lugar onde Ele possa derramar a plenitude das Suas bênçãos sobre nós. Se Deus nos deu seu filho Jesus liberalmente, com certeza não reteria mais do que necessitamos. Podemos contar com Ele para suprir as nossas necessidades e para nos abençoar abundantemente.

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: lembre-se de que Deus quer abençoá-lo, mesmo quando Ele o disciplina.







2014-05-03

Não resista; Receba o que Deus diz


Não resista; Receba o que Deus diz
// Lagoinha

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se há em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno. (Salmos 139.23-24)

Em geral, quando somos convencidos do pecado, ficamos irritados porque Deus está tratando conosco. Até admitirmos nosso pecado, estarmos prontos a nos desviar dele e pedir perdão, sentimos uma pressão que nos deixa aflitos. Mas assim que entramos em acordo com Deus a nossa paz volta e o nosso comportamento melhora.

O diabo nos ataca com condenação e vergonha para nos impedir de nos aproximarmos de Deus com confiança em oração e evitar que as nossas necessidades sejam atendidas e possamos novamente desfrutar da comunhão com Deus. Quando nos sentimos mal com nós mesmos ou pensamos que Deus está zangado conosco, isso nos separa da Sua presença. Ele nunca nos abandona, mas os nossos medos podem nos fazer duvidar da Sua presença.

É por isso que discernir a verdade e saber a diferença entre convicção e condenação é tão importante. Se você prestar atenção à sua convicção, ela o tira do pecado; a condenação só faz com que você se sinta mal consigo mesmo  e com muita frequencia faz com que o problema piore.

Quando você orar, peça a Deus regularmente para falar com você e convencê-lo do seu pecado, entendendo que a convicção é uma bênção e não um problema. Quando começo o meu tempo de oração, quase sempre peço ao meu pai celestial para me revelar qualquer coisa que eu esteja fazendo de errado e para me purificar do pecado e injustiça. A convicção é extremamente necessária para andarmos com Deus adequadamente. O dom da convicção é uma forma de ouvir a Deus. Não cometa o erro de deixar que ele o condene, mas deixe que o erga a um novo lugar de liberdade e intimidade com Deus. Não resista a Ele; receba-o.

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: deixe Deus levantar você.

2014-05-02

Antes que peçamos Deus já tem a resposta


Antes que peçamos Deus já tem a resposta
// Lagoinha

Clamo ao Senhor, que é digno de louvor, e sou salvo dos meus inimigos. (2 Samuel 22.4)

Diante de uma batalha assustadora, Josafá se aproximou de Deus primeiramente louvando-o e dizendo o quanto Ele era grande, tremendo, poderoso e maravilhoso. Então ele começou a recontar os atos poderosos específicos que o Senhor havia realizado no passado para proteger Seu povo e manter Suas promessas. Depois disso tudo, ele apresentou o seu pedido a Deus. Josafá começou expressando sua total confiança de que o Senhor  cuidaria do problema, e, em seguida, disse simplesmente: “Ah, por falar nisso, Deus, nossos inimigos estão vindo contra nós para nos tirar as propriedades que o Senhor nos deu por herança. Eu simplesmente pensei em mencionar este pequeno problema. Mas o Senhor é tão grande: sei que já tem essa situação sob controle”.

Quando pedimos ajuda a Deus, devemos entender que Ele nos ouve na primeira vez que pedimos. Não precisamos passar o nosso tempo de oração pedindo a mesma coisa sem parar. Creio que é melhor pedirmos a Deus o que queremos ou necessitamos e depois, quando aquilo vier à nossa mente, agradecer a Ele por estar trabalhando. Precisamos dizer a Ele que confiamos nele e sabemos que o Seu tempo é perfeito.

Deus já tem um plano para o seu livramento antes mesmo que os problemas surjam. Deus nunca é surpreendido! Continue colocando o foco nele; adore, louve e agradeça a Ele porque a ajuda está a caminho; e continue procurando ouvir Sua voz enquanto Ele o conduz através das batalhas até o caminho da vitória.

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: Deus não precisa dos nossos lembretes, mas Ele precisa do nosso louvor.

2014-05-01

O trabalho para a glória de Deus


O trabalho para a glória de Deus

trabalho 2

Deus organizou deliberadamente a vida de tal maneira que ele precisa da cooperação dos seres humanos para o cumprimento dos seus propósitos. Ele não criou o planeta terra para ser produtivo por si mesmo; os seres humanos tinham que subjugá-lo e desenvolvê-lo. Ele não fez um jardim cujas flores se abririam e os frutos amadureceriam por conta própria; ele designou um jardineiro para cultivar a terra. Chamamos isso de "mandato cultural" que Deus deu à raça humana. "Natureza" é o que Deus nos dá; "cultura" é o que nós fazemos com ela. Sem um agricultor humano, todo jardim ou campo se degeneraria rapidamente, transformando-se num deserto.

Na verdade, Deus fornece o solo, a semente, o sol e a chuva, mas nós temos que arar, plantar e colher. Deus fornece as árvores frutíferas, mas nós temos que podá-las e apanhar os frutos. Como Lutero disse certa vez num sermão sobre Gênesis, "Pois por seu intermédio Deus trabalhará todas as coisas; ele vai ordenhar as vacas e desempenhar as tarefas mais humildes por meio de você, e todas as tarefas, da maior até a menor, serão agradáveis a ele". De que valeria a provisão que Deus faz para nós de uma vaca cheia de leite se nós não estivéssemos lá para ordenhá-la?
Assim, há cooperação, na qual nós realmente dependemos de Deus, mas na qual (acrescentamos reverentemente) ele também depende de nós. Deus é o Criador; o homem é o agricultor. Cada um necessita do outro. No bom propósito de Deus, criação e cultivo, natureza e criação, matéria-prima e perícia profissional humana são indissociáveis.
Esse conceito de colaboração divino-humana é aplicável a todas as tarefas honrosas. Deus se humilhou e nos honrou ao fazer-se dependente da nossa cooperação. Observe o bebê humano, talvez a mais desamparada de todas as criaturas de Deus. As crianças são, sem dúvida, "presentes do Senhor", embora a procriação seja, em si mesma, uma forma de cooperação. Depois do nascimento, é como se Deus lançasse o recém-nascido nos braços da mãe e dissesse: "Agora você cuida". Ele confia aos seres humanos a criação de cada criança. Nos primeiros dias o bebê parece até ser parte da mãe, de tão próximos que os dois estão. E por muitos anos as crianças são dependentes de seus pais e professores.

Até mesmo na idade adulta, apesar de dependermos de Deus para a própria vida, dependemos uns dos outros para as necessidades da vida. Isso inclui não apenas as necessidades básicas da vida física (alimento, vestuário, habitação, afeto, segurança e cuidados médicos), mas também tudo que engloba a riqueza da vida humana (educação, recreação, esportes, viagens, cultura, música, literatura e as artes), para não mencionar a nutrição espiritual. Assim, qualquer que seja nosso trabalho – em uma das profissões (ensino, medicina, leis, serviços sociais, arquitetura ou construção), nas políticas nacional ou local ou no serviço civil, na indústria, no comércio, no cultivo do solo ou na mídia, em pesquisa, na administração, no serviço público ou nas artes, ou em casa – devemos vê-lo como sendo cooperação com Deus. As palavras de Ambroise Paré, o cirurgião francês do século 16 que algumas vezes foi descrito como "fundador da cirurgia moderna", estão inscritas no muro da École de Médicine em Paris: "Eu fiz o curativo no ferido; Deus o curou".
• Trecho retirado de Os cristãos e os desafios contemporâneos, de John Stott.

Texto: Ultimato