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2015-10-07

Jesus sabe como você se sente


Jesus sabe como você se sente
// irmaos.com - Artigos

Você se lembra de quando buscou uma noite de descanso e ganhou um bebê com cólica? De quando você tentou acompanhar o trabalho no escritório e ficou ainda mais para trás? E você consegue adicionar à lista de interrupções tristeza, emoção e confusão. Soa familiar? Conforte-se - isso aconteceu com Jesus também. Você pode ter dificuldade para acreditar nisso. Você provavelmente acredita que Jesus sabe o que significa suportar tragédias pesadas. Você está convencido sem dúvida de que Jesus está familiarizado com tristeza e que lutou com medo. A maioria das pessoas aceita isso. Mas Deus pode se identificar com os aborrecimentos e com as dores de cabeça da minha vida? Da sua vida? Por alguma razão é mais difícil de acreditar nisso. Mas Jesus sabe como você se sente. Os Seus olhos ficaram cansados. O Seu coração ficou pesado. Ele teve que sair da cama com dor de garganta. Ele ficou acordado até tarde e levantou cedo. Jesus sabe como você se sente!
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2015-10-06

A midiotização da família


A midiotização da família
// Lagoinha
Um

Em um domingo destes, estava almoçando com minha esposa em um restaurante e na mesa ao lado sentou-se uma família — um casal com dois filhos adolescentes. Como sou observador, reparei que rapidamente todos se assentaram e cada qual puxou do bolso um smartphone e começou a teclar. Só se deram conta de ler o cardápio muito tempo depois e, logo que fizeram os pedidos, voltaram a seus aparelhos, permanecendo envoltos em seus próprios mundos virtuais durante toda a refeição.

Essa cena me fez pensar sobre o impacto da mídia — refiro-me a todas as expressões midiáticas: redes sociais, internet, televisão etc. — nos relacionamentos familiares. Não são poucas as queixas que nos chegam ao consultório a respeito de filhos que já não interagem com a família em momento algum do dia, pois, ao chegarem da escola, logo se envolvem com seus eletrônicos e neles ficam absortos, algumas vezes madrugada adentro. Também há queixas de cônjuges que veem o companheiro disperso em um mundo virtual ou televisivo e resumem o diálogo conjugal a expressões monossilábicas.

Esta era eletrônica é, sem sombra de dúvida, sedutora, pois veicula a informação a uma velocidade espantosa. Aguça a curiosidade das pessoas para quererem saber sempre mais, inclusive saber mais detalhes da vida dos outros. Posta-se uma informação ou foto e, em poucos minutos, a rede social — algumas vezes, até mesmo pessoas desconhecidas — está se manifestando com um "curtir" ou comentários na novíssima gramática "internética": blz; wow; d+ etc.

De que forma esse modelo interacional virtual pós-moderno afeta os relacionamentos familiares? Por que existe a necessidade de tanta informação superficial em tempos quase instantâneos? Por que existe a necessidade de exposição de detalhes da vida pessoal para um público cada vez mais impessoal?

Creio que essa necessidade de tornar público cada detalhe da própria vida, tirando selfies a cada momento ou postando fotos do que está comendo, traz em si o desejo de se sentir amado. Afinal, se as pessoas "curtem" o que estou fazendo, é porque elas gostam de mim. Um dos maiores desesperos das pessoas hoje em dia é serem bloqueadas por alguém de uma rede social, pois no fundo não se sentem mais amadas por aquela pessoa.

A necessidade de informação vem da fantasia de que informação é sinônimo de poder. Em alguns âmbitos, como na política, essa premissa é verdadeira, mas, no cotidiano, ter muita informação, especialmente a superficial, não empodera ninguém, apenas leva facilmente ao estresse por sobrecarga mental. Definitivamente não precisamos saber tudo da vida de todos, antes o importante é saber menos e com mais qualidade da vida daqueles a quem realmente amamos.

Por fim, o maior impacto deste modelo interacional dentro da família é que ele leva os membros da família a um ensimesmamento, um mundo paradoxalmente fechado aos que estão próximo e aberto ao público em geral. Esta superexposição da vida de forma tão superficial também traz consigo o descompromisso com o outro — se um amigo postar uma foto em que aparece embriagado, eu posso apenas curtir ou dizer "wow". Mas não tenho o compromisso do diálogo sério e profundo a respeito das consequências daquela conduta para a vida dele. Afinal, no modelo individualista, cada um é autossuficiente e não existe a ideia de comunidade!

De forma alguma sou contra a tecnologia, mas penso que a moderação em todas as coisas é padrão de saúde. Pais devem, desde cedo, estimular os filhos a um processo familiar interativo, suplantando seus cansaços diários e brincando com os filhos, e nesse brincar promover o diálogo. De igual forma, cônjuges devem aprender a "relaxar" no acolhimento da intimidade com o outro e não diante da enxurrada de informações vazias dos eletrônicos. É preciso resistir à sedutora proposta midiática, que nos isola e egocentriza, aprendendo a usar a tecnologia com sabedoria e prudência, lembrando que o domínio próprio é fruto do Espírito Santo (Gl 5.22).

:: Carlos "Catito" e Dagmar

Aja agora


Aja agora
// Lagoinha

"O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu [o Ungido, o Messias] para evangelizar (das boas novas) os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos [aqueles que são afligidos, feridos, esmagados e fragilizados pela calamidade)". (Lucas 4.18)

Boas intenções não são atos de obediência, e a procrastinação ou adiamento devora as oportunidades de viver com propósitos. Faça hoje o que Deus o inspira a fazer.

Apenas faça o que precisa ser feito, mesmo se a primeira coisa que tiver de resolver seja a louça suja na pia da cozinha ou uma garagem que precisa ser limpa. Se Deus lhe diz especificamente para abençoar alguém e você pretendeu fazê-lo, lembre-se de que hoje é o tempo aceitável, este é o dia da salvação (veja 2 Coríntios 6.2).

Um clamor para que os céus se fendam


Um clamor para que os céus se fendam
// Lagoinha

O profeta Isaías, num profundo clamor pela intervenção sobrenatural de Deus na vida do seu povo, clamou: "Oh! Se fendesses os céus e descesses!" (Is 64.1). Isaías está sedento pela presença manifesta de Deus. Isaías estava plenamente consciente de que nenhum poder da terra e nenhum recurso dos homens poderia trazer alento para o seu povo a não ser a presença de Deus. Essa é também a necessidade da igreja hoje. Não nos contentamos com templos bonitos. Não nos satisfaz termos um bom orçamento financeiro. Não é suficiente termos pessoas influentes na sociedade, frequentando a igreja. Somente a presença manifesta de Deus pode levantar-nos para uma vida maiúscula e superlativa. Somente a presença de Deus pode encher-nos de entusiasmo espiritual. Precisamos desesperadamente de uma visitação extraordinária de Deus em nossa vida, em nossa família, em nossa igreja. Destacaremos, aqui, três verdades importantes:

1. o clamor pela presença de Deus só pode partir de corações sedentos por Deus.

A igreja contemporânea tem sede de muitas coisas, mas está apática pelas coisas de Deus. Substituímos o Deus das bênçãos pelas bênçãos de Deus; o criador pela criatura; o doador pela dádiva. Construímos nossa própria torre de Babel. Celebramos o nosso próprio nome e contentamo-nos com as glórias da terra em vez de buscarmos com sofreguidão a glória do Deus eterno. O avivamento da igreja é a nossa maior e mais urgente necessidade. O avivamento, porém, acontece quando os céus se fendem e Deus desce com sua presença manifesta. O avivamento acontece quando a igreja anseia por Deus como um sedento clama por água e como a terra seca anseia pelas chuvas torrenciais. Ah, que Deus desperte nosso coração dessa letargia espiritual! Que Deus nos acorde desse sono da morte! É tempo de buscarmos o Senhor! É tempo de voltarmo-nos para Deus de todo o nosso coração!

2. o clamor pela presença de Deus tem o propósito de sermos inflamados pelo fogo divino.

O profeta Isaías clama pela presença de Deus porque tem consciência da necessidade de ser aquecido pela presença manifesta de Deus como os gravetos são inflamados pelo fogo. Quando o Espírito Santo desceu no Pentecostes pousou sobre cada um deles como línguas de fogo. O fogo ilumina, aquece, purifica e alastra. Precisamos urgentemente rogar a Deus para que ele fenda os céus e venha sobre nós nos inflamar, aquecer e despertar para uma vida de entusiasmo espiritual. Não basta fazer a obra de Deus; é preciso fazê-la com entusiasmo. Não basta frequentar a casa de Deus; é preciso ter o coração aquecido. Não basta honrar a Deus com os lábios; é preciso ter o coração derramado na presença de Deus. Ah, falta vitalidade espiritual em nossa vida; falta vida em nossos cultos; falta aquela alegria indizível e cheia de glória em nossa adoração; falta calor espiritual em nossas orações. Que Deus tenha misericórdia de nós e fenda os céus e desça para nos despertar!

3. o clamor pela presença de Deus tem como propósito a vindicação da própria glória de Deus.

Isaías ora para que os céus se fendam e clama pela presença manifesta de Deus não apenas para que o povo de Deus seja despertado, mas também, para que as nações reconheçam a glória de Deus e temam o seu nome. O avivamento é uma vindicação pela glória de Deus. Quando Deus fende os céus e desce para inflamar a igreja, a glória de Deus se manifesta entre as nações e os inimigos de Deus temem o seu glorioso nome. Quando a igreja perde seu vigor espiritual, quando seus cultos se tornam apáticos e cheios de formalidade; quando as brasas vivas se cobrem de cinzas e os crentes se tornam apáticos, abandonando o seu primeiro amor, o mundo se insurge contra Deus para zombar de seu santo nome. Ah, é tempo de clamar pela visitação extraordinária de Deus, para que ele fenda os céus e desça a fim de que os inimigos de Deus temam o seu santo nome. O avivamento acontece na igreja, mas transborda para o mundo. Quando Deus inflama o seu povo, o mundo reconhece que o nosso Deus é o único Senhor e teme o seu nome.

::Hernandes Dias Lopes

2015-10-04

A providência de Deus

Espero visitá-los [em Roma] de passagem e dar-lhes a oportunidade de me ajudarem em minha viagem para lá [Espanha].Romanos 15.24

Os capítulos 27 e 28 de Atos são importantes porque nos falam da providência de Deus e ilustram a seguinte verdade: "Não há sabedoria alguma, nem discernimento algum, nem plano algum que possa opor-se ao Senhor" (Pv 21.30). A providência de Deus pode ser constatada nestes capítulos de duas maneiras: ao trazer Paulo a Roma e ao fazê-lo prisioneiro, em uma combinação inesperada de circunstâncias.

Primeiramente, Lucas pretende nos deixar tão admirados quanto ele com o salvo-conduto obtido por Paulo para ir a Roma. Jesus havia dito a ele, em Jerusalém: "Coragem! Assim como você testemunhou a meu respeito em Jerusalém, deverá testemunhar também em Roma" (At 23.11). Contudo, as circunstâncias pareciam indicar que isso seria impossível. Paulo foi arrastado para a prisão, ameaçado de morte, quase se afogou no Mediterrâneo, quase foi executado pelos soldados e foi picado por uma serpente. Por trás de todos esses incidentes, havia a ação de forças demoníacas (representadas pelo mar bravio) tentando evitar que Paulo realizasse o propósito de Deus, o plano que Deus havia reservado para ele. Mas Deus impediu que o diabo obstruísse seu plano. A cena é empolgante! Conseguirá Paulo realizar o propósito de Deus? Sim, ele vai conseguir! Mas como? Paulo chegou a Roma como um prisioneiro. Como isso poderia ser compatível com a providência de Deus? Deus havia dito a Paulo que ele testemunharia em Roma, diante de César (At 27.24), e isso seria impossível, a não ser que Paulo chegasse a Roma como prisioneiro, para ser julgado.

Entretanto, a prisão de Paulo também contribuiu para enriquecer seu testemunho de uma outra forma. Enquanto ele estava na prisão ele escreveu três importantes cartas, Filipenses, Efésios e Colossenses, como um legado à posteridade. Não que ele precisasse passar um tempo na prisão para escrever! Mas, na providência de Deus, há algo de notável nessas cartas da prisão. Elas expressam de forma mais poderosa que qualquer outro texto o senhorio supremo, soberano, inigualável e incomparável de Jesus Cristo. A pessoa e a obra de Cristo passam a ter uma dimensão cósmica, pois, através de Cristo, Deus criou e redimiu todas as coisas. Além disso, tendo se humilhado até a cruz, ele foi exaltado por Deus ao mais alto lugar, e Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés. A experiência de Paulo na prisão ajustou sua perspectiva, ampliou seus horizontes, esclareceu sua visão e enriqueceu seu testemunho.

Para saber mais: Colossenses 1.15-18

>> Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Mantenha-se alerta


Mantenha-se alerta
// Lagoinha

"Bem-aventurados (felizes, afortunados, admiráveis) aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá" (Lucas 12.37)

Em Efésios 6.10 (AMP), A Palavra de Deus ensina: "Sejam fortes no Senhor [fortalecidos mediante sua união com Ele); e extraiam suas forças dele [essa força, a qual Ele ilimitadamente provê)". Devemos colocar a armadura de Deus para que não sejamos enganados pelo diabo. O versículo 16 diz: "[...] embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno".

No versículo 18, lemos: "[...] com toda oração e súplica, orando em todo tempo (em cada ocasião, cada momento) no Espírito e para isto vigiando (mantendo-nos alertas) com toda perseverança e súplica por todos os santos (intercedendo a favor de todo o povo consagrado de Deus)" (grifo da autora).

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2015-10-03

A fonte do sofrimento

A fonte do sofrimento

A possibilidade do sofrimento é inerente a própria existência de um mundo em que as almas tenham chance de se encontrar. Quando se pervertem, essas almas podem aproveitar essa possibilidade para se machucarem. Isso, quem sabe, seja a explicação para quase todos os sofrimentos humanos. Foi o homem, e não Deus, que inventou a tortura, os chicotes, as prisões, a escravidão, as armas, as baionetas e as bombas; é devido à covardia ou estupidez humana, e não à crueldade da natureza, que temos a pobreza e a exploração do trabalho. Em todo caso, contudo, resta ainda muito sofrimento que não pode ser atribuído a nós dessa maneira. Mesmo se todo o sofrimento tivesse sido produzido pelo ser humano, iríamos querer saber a razão por que Deus dá permissão para o pior tipo de gente torturar seus companheiros. Supor que… o bem, para as criaturas que somos hoje, signifique, antes de tudo, um bem corretivo ou medicinal, não é uma resposta satisfatória. Nem todo medicamento tem um gosto horrível; ou, se tivesse, esse seria daqueles fatos desagradáveis cuja razão gostaríamos muito de entender.

>> Retirado de Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato