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2015-09-19

Deus e o seu destino


Deus e o seu destino

Cada evento do seu dia é projetado para levá-lo na direção de Deus e do seu destino. Na medida em que acreditamos e aceitamos a visão de Deus para as nossas vidas, passaremos pela vida. Quando as pessoas nos abandonarem, ficaremos em pé. Deus pode usar isto para o bem. Quando os membros da família nos traírem, nós nos levantaremos. Deus reciclará esta dor. Nós podemos tropeçar, mas não caímos. Por quê? Efésios 1:11 nos diz que Deus faz todas as coisas segundo o propósito da Sua vontade. Todas as coisas quer dizer todas as coisas. Sem exceções. Todas as coisas na sua vida estão conduzindo a um momento culminante no qual Colossenses 1:20 diz, "E por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz". Você sairá desta. Deus lhe dará uma esperança e um futuro! Deus usará isto para o bem.
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2015-09-18

Audição, visão e tato


Nós a ouvimos [a Palavra da vida] e com os nossos próprios olhos a vimos. (1Jo 1.1c)

Nunca a audição, a visão e o tato foram tão importantes. Por meio dos ouvidos, eles ouviram as palavras de Jesus; por meio dos olhos, eles viram a glória de Jesus; e por meio dos dedos, eles tocaram o corpo ressuscitado de Jesus.

A assimilação da primazia do Verbo não podia permanecer só na memória dos discípulos. Ela era elevada demais, comprida demais, larga demais e profunda demais para caber na memória deles. Ela transbordou e foi enchendo todos os buracos do céu, todos os vazios da terra e todos os abismos das regiões inferiores da terra. Ela foi derramada em Jerusalém, na Judeia e Samaria, na Ásia Menor, na Grécia, em Roma, e chegou aos confins do mundo. Ela foi repassada de boca em boca, de mão em mão, de ouvido em ouvido, de memória em memória, de alma em alma. Ela foi escrita, foi falada, foi gravada, foi visualizada, foi proclamada. Nesse afã incontrolável de testemunhos de Jesus, alguns foram apedrejados, mortos à espada, decapitados, queimados, esmagados, trucidados, devorados por leões, serrados pelo meio, fuzilados, jogados ao mar e crucificados de cabeça para baixo nas praias dos confins do mundo um pouco antes da maré alta.

Toda essa história começou quando os discípulos viram com seus próprios olhos aquele que existe desde a criação do mundo, quando ouviram com seus próprios ouvidos a Palavra da vida, quando apalparam com seus próprios dedos aquele que é a imagem visível do Deus invisível. Não sobrou uma dúvida sequer depois que ele foi visto, ouvido e tocado. A igreja começou aí. As missões começaram aí. A esperança começou aí. A ressurreição começou aí!

Não há outra história tão verdadeira, tão revolucionária e tão bela quanto a história do Verbo que se fez carne!

>> Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Ignore as distrações


Ignore as distrações

"Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus" (Mateus 17.8)

Nossas próprias falhas podem nos distrair de mantermos nossos olhos em Jesus. Se pensarmos muito a respeito do que está errado conosco, nos esqueceremos do que Deus pode fazer por nosso intermédio. Se olharmos muito para o que nos falta, esqueceremos de agradecer por aquilo que já temos.

A Bíblia diz que devemos nos desvencilhar de tudo aquilo que nos distrai e fixar os olhos em Jesus (veja Hebreus 12.2). Se sua fé começa a oscilar, coloque rapidamente seus olhos em Jesus, que é a fonte e o incentivo para sua fé. Lembre-se de como Ele enfrentou a cruz, desprezando e ignorando a vergonha pela alegria de ganhar você para Si mesmo. Ele promete levar sua fé à maturidade e à perfeição.

Você Crê De Fato Na RessurreiçãO De Cristo?


Você Crê De Fato Na RessurreiçãO De Cristo?

Pois quê? julga-se coisa incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos? (Atos 26:8). Há certo tom de surpresa na pergunta que o apóstolo Paulo fez ao rei Agripa. Para ele, Paulo, a ressurreição era algo tão real e fundamental e ele se surpreendia quando os outros duvidavam disso. Ele mesmo tinha visto Cristo, o Ressurreto, sobreexcelente em glória, e este encontro se tornou a base de seu serviço e da comissão divina que recebeu. Por que ainda hoje se considera incrível que Deus possa ressuscitar os mortos, mesmo entre os que carregam o Nome daquele que ressuscitou dentre os mortos? Talvez porque seja algo totalmente alheio a nossa própria experiência. Observação e experimentação são as bases de nosso conhecimento humano. Tais fatores caracterizam e também limitam nosso pensamento. Para transcender esse horizonte temos de conhecer Deus e ter em mente que ele é o Criador de tudo o que vemos e do que não vemos. A ressurreição do Senhor Jesus Cristo é, de fato, um dos eventos históricos mais bem testificados que existem. A maioria dos eventos reconhecidos da História antiga baseia-se na tradição de alguns historiadores. A ressurreição de Cristo foi testemunhada por grande número de pessoas! Paulo escreveu aos Coríntios: "Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também" (1 Coríntios 15:6). E Paulo vai além: "Se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé- Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (1 Coríntios 15: 13-14 e 19). Porém, glórias a Deus!, "de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem" (1 Coríntios 15:20).
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2015-09-17

Onde NãO Há EspaçO Para A Cruz?


Onde não há espaço para a Cruz?

Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo (Gálatas 6:14). Havia influências e forças agindo na igreja da Galácia que tentavam acrescentar à cruz de Cristo a observação da lei de Moisés como requisito para a salvação. O apóstolo Paulo lhes advertiu seriamente contra as pessoas que afirmavam isso. E revelou os verdadeiros motivos desses falsos mestres: eles não queriam ser "perseguidos por causa da cruz de Cristo" (Gálatas 6:12). Se os gálatas procurassem refúgio no judaísmo para escaparem da perseguição, então os falsos mestres poderiam se orgulhar de terem atingido seu alvo. O apóstolo se opõe a isso afirmando: "Longe esteja de mim gloriar-me". De fato, quem conhece o Senhor Jesus como Salvador e contempla a grandeza da sua obra de redenção não tem possibilidade alguma de se gloriar, a não ser nele. O apóstolo também acrescenta: "a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo", coroando seu argumento declarando exatamente a mesma coisa que os falsos mestres procuravam tirar da fé cristã. Quem se glória na cruz de Cristo não encontra a aprovação do mundo. Isso é uma ofensa para os incrédulos, pois os condena. A cruz é um lugar onde o "velho homem", nossa natureza pecaminosa, encontra sua sentença de morte (Romanos 6:6). O processo da autocrucificação não é fácil muito menos indolor. É por isso que as mentes religiosas sempre inventaram todo tipo de artifício para evitar a cruz. Aí se incluem as boas obras, os "sacrifícios" pela fé, as febris atividades supostamente feitas em nome de Deus, e tantos outros recursos da religião. Tudo isso provém da mesma fonte que fez Pedro repreender o Senhor Jesus: "E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso". E qual foi a resposta do Senhor? "ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens" (Mateus 16:22-23). Nas "coisas dos homens", e de Satanás também, não há espaço para a cruz de Cristo!
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A decisão das decisões


A decisão das decisões

Concordo com aqueles que dizem que não decidir é também uma decisão, a "decisão de não decidir", ou seja, indecisão. Porém, não é muito fácil tomar decisões. Como a própria palavra (decisão) aponta, pressupõe-se rupturas que na maioria das vezes são tensas e dramáticas. No entanto, por mais duras, tensas e difíceis, não temos como fugir, a vida requer que tomemos decisões!

Quero partilhar com vocês uma decisão que tive que tomar em meados de 1998, para ser mais exato, no dia 28 de julho de 1998. Encontrava-me muito deprimido, uma angústia horrorosa se apossara de minha alma, gerando em mim um desejo intenso pela morte. Não conseguia ver graça em absolutamente nada, as minhas noites eram insones. Eu já havia passado por vários psiquiatras, psicólogos e terapeutas sem ou com muito pouco sucesso.

Naquela época, com 28 anos, casado, pai de três filhos, me sentia a personificação do fracasso. Foi quando chegou em minhas mãos um livro que relatava histórias de várias pessoas que tiveram as suas vidas transformadas pelo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Eram atrizes, modelos, jogadores de futebol, políticos, profissionais liberais, entre tantos. Porém, um em especial me atraiu a atenção: o caso de um rapaz que se chamava Mário e que nascera com uma deficiência física de grande proporção, mas era feliz, cheio de sonhos e uma alma aguerrida. Entre tantos sonhos que habitava a alma de Mário, um em especial me chamou muito a atenção: ter e dirigir o seu próprio carro. Mas como isso era possível? Eram tantas as limitações! Mário tomou uma decisão depois de muita oração. Matriculou-se no Curso de Engenharia Mecânica em uma Universidade Norte Americana, formou-se e projetou o seu próprio carro.

Após ler essa história, era a minha vez de tomar uma decisão; não era uma mera decisão, mas a "decisão das decisões". Ajoelhei-me rente à cama de uma das minhas filhas e disse ao Senhor: "De hoje em diante eu me rendo totalmente ao Senhor. Entrego tudo que tenho e tudo que sou em Tuas mãos".

Lembro-me como se fosse hoje, ajoelhei-me angustiado, temeroso, inquieto, com um sentimento de culpa que me consumia como cupins na madeira. Mas levantei-me leve, com aquela sensação de que um fardo fora tirado de minha alma. A vontade de morrer deu lugar a uma vontade de viver em Cristo e para Cristo.

Eu, que até então tinha sérios problemas com alcoolismo, tabaco e esporadicamente com drogas, vi-me liberto pela graça de nosso Bom Deus. O casamento que ia de mal a pior foi restaurado, o relacionamento com os filhos se tornou uma bênção.

Caros irmãos e irmãs, quero, com este pequeno testemunho, encorajá-los e encorajá-las a tomarem decisões. A vida passa, e muito depressa. Não podemos ficar postergando, adiando aquilo que é inadiável. Não estou querendo dizer que será fácil, mas, sim, que é necessário. Tome a decisão que precisa ser tomada, mas não faça sem antes colocá-la diante do Senhor em oração.

Tiago nos diz em sua carta que as demandas da vida precisam de ser apresentadas a Deus para que tomemos a decisão certa:

"Se algum de vocês necessita de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida" (Tg 1.5).

Os grandes homens e as grandes mulheres de Deus do passado e do presente nunca abriram mão desse expediente: oração precede uma grande decisão. Não se esqueçam: de hoje em diante.

:: Geraldo Márcio

Quando os mundos se chocam

A palavra fé parece assumir dois sentidos para os cristãos. […] No primeiro, ela significa simplesmente crença — aceitar ou considerar verdadeiras as doutrinas do cristianismo. Isso não tem nada de complicado. Porém, o que intriga as pessoas — ou pelo menos é o que costumava me intrigar — é o fato de que os cristãos se referem à fé, nesse sentido, como uma virtude. Eu costumava me perguntar o que podia haver de virtuoso nisso — o que tem de moral ou amoral em acreditar ou não em certo conjunto de afirmações? Eu costumava dizer que uma pessoa em sã consciência não poderia aceitar ou rejeitar qualquer afirmativa só porque desejava ou não aceitá-la, e sim porque as evidências lhe pareciam boas ou más. […]

Bem, acho que continuo adepto a essa visão. No entanto, o que eu não conseguia ver na época — e o que muitas pessoas continuam não enxergando — é o seguinte: eu supunha que, uma vez que a mente humana aceita algo como verdadeiro, ela continua acreditando nisso até que surja um bom motivo para reconsiderar tudo. Eu estava supondo que a mente humana é completamente regida pela razão. Mas isso não é verdade. Por exemplo, minha mente está perfeitamente convencida, por boas evidências, de que os anestésicos não me sufocam e que os cirurgiões bem treinados não começam a me operar até que eu esteja totalmente anestesiado. Mas isso não impede que, depois que eles tiverem me posto na mesa, e colocado aquela máscara horrível no meu rosto, eu seja tomado por um pânico infantil. Eu começo a imaginar que posso morrer sufocado e fico com medo de eles começarem a me cortar antes de eu estar preparado. Em outras palavras, eu perco minha fé nos anestésicos. Porém, não é minha razão que está minando minha fé; pelo contrário, minha fé está baseada na razão. São minhas emoções e minha imaginação. A batalha é entre fé e razão, de um lado, e emoções e imaginação, do outro.

>> Retirado de Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato.