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2015-09-03

O Evangelho de Jesus é completo e não parcial


O Evangelho de Jesus é completo e não parcial

Não consigo mais ver a fé cristã dissociada da realidade de nosso cotidiano. Como proclamar Jesus às pessoas e fechar os olhos para as necessidades humanas básicas que elas sofrem?

Graças a Jesus e seu ministério pastoral (Mateus 9.35-38), posso compreender melhor que a vida cristã não está divorciada da vida secular, mas está a ela intrinsecamente ligada, portanto, anunciar um Evangelho que só cuida "da alma" e que só fala de "espiritualidade", deixando de lado uma série de fatores essenciais à vida humana, é anunciar qualquer coisa, menos o Evangelho de Jesus, pois o mesmo se preocupa com a Criação em todas as dimensionalidades de sua existência (Mateus 25.31-46).

Precisamos anunciar o Evangelho do Reino em sua integralidade e não de forma parcial ou fragmentada, isso implica tornar o "Verbo" em "Carne", ou seja, fazer com que nossas palavras acerca do Evangelho se tornem ações práticas e vivas do Evangelho para com todos.

Um Evangelho que vive só de palavra, é como uma fé sem obras, porém, quando o Evangelho de Jesus é encarnado em nossa vida, torna-se real e, assim, salva, cura e liberta as pessoas de suas cadeias existenciais, sejam elas quais forem!

"Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, e algum de vós lhes disser: 'Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos', e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma" (Tiago 2.14-17).

:: Fagner Pereira (Ultimato)

2015-09-02

Não fazemos missão, vivemos em missão!


Não fazemos missão, vivemos em missão!

Ainda hoje muitos cristãos acham que um missionário é apenas alguém que vai para uma estação com a mala cheia, com muita fé, e se manda para outra cultura (povo) a fim de comunicar a Cristo. Para quem pensa assim, missão é uma ação que executamos, ou seja, um missionário só é missionário se estiver no que chamam de "campo missionário". Dentro desta mesma maneira de pensar, um missionário que retorna à igreja local não tem o status do missionário que saiu, nem está mais "fazendo missão". Essa ideia ainda está impregnada dentro de muitas igrejas e precisa ser desconstruída.

A missão não pode ser limitada em uma agenda e muito menos a um lugar. A missão deve ser em todo o tempo e em todo o lugar. Não fazemos missão; vivemos em missão. A proposta de Jesus para missão está muito mais relacionada a um estilo de vida do que uma atividade (por exemplo, uma viagem) que realizamos.

Devemos ir por todo o mundo e pregar o evangelho ("confins da terra"), mas há uma maioria que não irá, ou seja, permanecerá onde está e também pregará o evangelho ("Jerusalém"). Sendo assim, todos somos missionários, todos estamos em missão. Não é o lugar aonde vamos ou estamos que nos torna missionário, mas o chamado que enche o coração ("Grande Comissão").

O trabalho que está sendo feito por um missionário na Síria é tão importante quanto a obra missionária que fazemos em nosso bairro, empresa, condomínio, rua, escola ou cidade. Afinal, nenhum trabalho missionário pode glorificar a Deus mais ou menos que outro. Todos o glorificam de igual modo.

Não existe mais honra em falar de Deus em uma igreja recém-plantada entre os hindus do que em uma conversa de amigos na mesa de um restaurante, pois a honra não está no lugar, mas em poder falar no nome de Jesus.

Façamos então de todos nossos caminhos uma forma de comunicar Cristo. Que todos os lugares por onde passamos sejam campos missionários. Que todo o nosso tempo seja em missão.

Abandonemos aquela ânsia de fazer missão, e vivamos em missão, seja anunciando claramente o plano de salvação bíblico, seja nos gestos do partir o pão ("Emaús"). Não se comunica Cristo só de um púlpito, ou quando abrimos (citamos) as Escrituras em uma discussão religiosa. Até mesmo porque, se só assim for, muito pouco revelamos de Jesus, pois por mais que falamos claramente do plano de salvação de Deus, o tempo (oportunidade) que temos nessas conversas é relativamente curto, se o compararmos com ao tempo que podemos revelar Cristo com nossa maneira simples e cotidiana de levar a vida cristã. Como, por exemplo, quando esperamos na fila de uma padaria, quando buscamos nossos filhos na escola, quando fazemos um negócio no trabalho, quando tratamos nossa família, quando desfrutamos de alguma forma de lazer.

Se anunciamos Cristo verbalmente, que vivamos o que pregamos e façamos tudo para a glória de Deus. Os povos ouvirão a nossa voz e validarão nosso discurso vendo a nossa forma de viver. E, vendo as nossas obras, as pessoas também serão convidadas a glorificarem a Deus.

::Alan Corrêa – Ultimato

Deus, sara a nossa terra!


Deus, sara a nossa terra!

O rei Salomão estava consagrando o templo de Jerusalém ao Senhor. Na festa de inauguração, a glória de Deus encheu o templo. O povo ao ver a gloriosa manifestação de Deus, prostrou-se e o adorou. Deus, então, apareceu a Salomão e fez-lhe uma promessa, dizendo que, em caso de crise e juízo sobre a nação, se o seu povo se voltasse para ele, então seus pecados seriam perdoados e sua terra seria curada. (2Cr 7.14). Quatro verdades devem ser destacadas à luz do texto.

Em primeiro lugar, em tempos de crise, o povo de Deus deve se humilhar perante a face do Senhor (2Cr 7.14). "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar…". Na mesma medida que a obediência produz bênçãos, a desobediência atrai maldição. Quando a nação vira as costas para Deus, rejeitando sua lei, escarnecendo de sua palavra, entregando-se a toda sorte de aberrações morais, promovendo o mal e refreando o bem, o juízo divino torna-se inevitável. A humilhação ante a poderosa mão de Deus é o caminho da restauração. Enquanto o povo endurecer sua cerviz, sofrerá as consequências irremediáveis de sua desobediência. O juízo deve começar pela casa de Deus. Por isso, só uma igreja quebrantada pode chamar a nação ao arrependimento. Só quando a igreja se humilha é que Deus visita a terra com cura.

Em segundo lugar, em tempos de crise, o povo de Deus deve orar com fervor (2Cr 7.14). "Se o meu povo, que se chama pelo nome […] orar, e me buscar…". O pecado produz sofrimento para a nação, mas a oração abre o caminho da restauração. Quando a igreja se prostra para orar, Deus restaura a nação. Quando a igreja ora, o braço de Deus se move para restaurar o povo. A oração é a maior arma da igreja, pois Deus age por intermédio da oração. A oração é revolucionária, pois orar é conectar o altar com o trono, é unir a fraqueza humana com a onipotência divina. Quando a igreja se prostra em oração diante de Deus para buscar sua face, o caminho da restauração e do avivamento é aberto.

Em terceiro lugar, em tempos de crise, o povo de Deus deve abandonar seus maus caminhos (2Cr 7.14). "Se o meu povo […] se converter dos seus maus caminhos…". Os pecados do povo de Deus são mais graves do que os pecados das demais pessoas. Isso, porque, o povo de Deus peca contra um maior conhecimento. O povo de Deus denuncia o pecado em público e, não poucas vezes, o pratica em secreto. Quanto um cristão cai, sua queda torna-se pedra de tropeço para os incrédulos. O caminho da restauração passa pela confissão e pelo abandono do pecado. Uma igreja mundana e secularizada é sal que perdeu o sabor. É luz debaixo do alqueire. Seu testemunho é ineficaz, sua voz é confusa e sua influência é pífia. O povo de Deus é convocado pelo próprio Deus a se converter de seus maus caminhos. Quando isso acontece, então sua cura brota sem detença e a nação toda é abençoada.

Em quarto lugar, em tempos de crise, quando o povo de Deus se volta para Deus, ele se volta para seu povo para sarar a nação (2Cr 7.15). "… então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra". O povo de Deus precisa passar pela porta do arrependimento para ser perdoado e curado. Nosso país está doente e caído pelos seus pecados. Desde o palácio às choupanas, desde o parlamento às cortes, desde a igreja às famílias, desde a indústria ao comércio, desde as salas das escolas às ruas, nossa nação tem multiplicado seus pecados contra Deus. O descalabro moral que feriu com golpes profundos nossa classe política e importantes setores da sociedade é consequência desse descaso com as coisas de Deus. A solução para o Brasil não está apenas nas decisões de nossas cortes nem apenas no escrutínio do voto popular. A solução para o Brasil está em Deus. Se nos voltarmos para Deus em arrependimento, ele se voltará para nós em graça e misericórdia!

Reverendo Hernandes Dias Lopes

Alegria indizível


Alegria indizível

Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços (desvios e quedas) e para vos apresentar com exultação [com prazer extasiante e alegria indizível], imaculados (irrepreensíveis e inculpáveis) (Judas 1.24)

Eu costumava me sentir tão miserável quando ia me deitar que desejava que chegasse logo o momento de levantar. Quando me levantava, sentia-me tão miserável que desejava que chegasse logo o momento de deitar. Eu estava sob a maldição de não obedecer à voz do Senhor ou servi-Lo com plena alegria (veja Deuteronômio 28.15-48)

A obediência a Deus enche nossa vida com tanta alegria que nem mesmo sabemos falar a respeito. A Bíblia chama esse sentimento de "alegria indizível e cheia de glória" (1 Pedro 1.8). Experimente a alegria de estar na grandiosa presença de Deus. Comece seu dia louvando-O pelas bênçãos e adorando-o com um coração pronto a servi-lo.

2015-09-01

Livres da culpa


Livres da culpa

"Se tu, Senhor, observares as iniquidades, Senhor, quem subsistirá? Mas contigo está o perdão, para que sejas temido" (Salmo 130.3,4)

Em Cristo somos livres de toda culpa! Essa foi a frase que Deus me deu no início de um devocional dias atrás, enquanto o Espírito Santo ministrava ao meu coração sobre o peso de culpa que muitos de nós carregamos.

É necessário entendermos que Deus não mantém um registro dos nossos pecados e culpas, mas nós, seres humanos, sim. Mesmo sabendo que, por meio de Cristo, todas as nossas dívidas e pecados foram perdoados. Nossa dimensão de pecado é muito limitada, talvez por isso temos tanta dificuldade em nos livrarmos da culpa. Deus perdoa e esquece, já o homem diz que perdoa, mas não perde oportunidades de ficar relembrando o passado e trazendo à tona erros já 'perdoados'.

Naturalmente que os erros e pecados têm consequências, mas essas não vêm para nos fazer sentir culpados ou indignos diante de Deus o tempo todo. As consequências existem para nos fazer lembrar da misericórdia do Senhor, do quanto Ele nos ama e por isso nos corrige. Quantas vezes julgamos e consideramos pessoas como 'casos perdidos' por causa de erros e falhas, mas não é dessa forma que Deus nos trata. Ele nos perdoa e nos faz livres.

Podemos sentir liberdade diante de Deus e devemos permitir que outras pessoas também se sintam livres e amadas por meio do perdão que liberamos. Será que as pessoas que nos magoam e que perdoamos podem realmente se sentir livres quando estão diante de nós?

Para a liberdade fomos chamados, resgatados do engano e do pecado. Somos livres em Cristo. E, quando perdoamos, nos aproximamos de Deus e das pessoas. Por isso, receba o perdão de Deus para sua vida, seja livre da culpa e permita que as pessoas à sua volta também sejam transformadas pela vida de Cristo fluindo por meio de você!

"Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou" (Colossenses 3.13)

 

::Denise Tomaz de Souza

Desembarace-se


Desembarace-se

Desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus. (Hebreus 12.1-2)

Você já teve de fazer um alvoroço para limpar sua casa ou seu escritório? Você já sentiu prazer em jogar fora lixo, consertar objetos e organizar materiais para que pudesse encontrá-lo sempre que precisar?

Talvez precise de um alvoroço do Espírito Santo para que seja feita uma arrumação em sua própria vida. Diga: "Já vive durante muito tempo nesta escravidão. Já tive pensamentos negativos por tempo suficiente, já tive de enfrentar durante muito tempo as mentiras do diabo. Não vou continuar mais com esses dias ruins, não irei mais sentir-me desencorajado, deprimido ou desanimado. Vou desfrutar minha vida"!

Jesus está pronto a ajudá-lo a viver em sua vida em plenitude!

A morte sob a ótica das escrituras


A morte sob a ótica das escrituras

Ah, a morte! Quem gosta de falar dela? Mas não temos como fugir. Um dia ela chega, ela vem. E vem sem avisar, e vem para todos: rico, pobre, preto, branco, pardo, de qualquer nação, povo, língua. Estamos todos na fila e cada um tem a sua senha. Só não sabe quando será chamado.

A morte não é e nem nunca foi o plano primeiro de Deus para o homem. Ela nada mais é que uma consequência de uma escolha errada do homem pelo pecado, ainda no jardim do Éden, depois de o Pai tê-lo criado. A partir então dessa escolha errada do homem, como que uma espada foi colocada sobre sua cabeça. Ele foi sentenciado. E morte aqui a qual me refiro não é a física, mas a eterna. Só duas pessoas apenas não enfrentaram a morte: Elias, que fora arrebatado, transladado, e Jesus, que ainda que sepultado, não pôde ser contido pela sepultura, pois ressuscitara. Mas cada um de nós, mais cedo ou mais tarde, partiremos. A menos que sejamos recolhidos pelo Senhor por ocasião do arrebatamento, se já somos salvos em Cristo Jesus.

Muitas são as visões e teorias sobre a morte e cada religião, cada pessoa, tem a sua. Mas o que as Escrituras têm a dizer a respeito? Minha oração ao Pai é que não só compreenda, mas que seu coração seja consolado com a verdade de que a morte não é o término de todas as coisas. Não é ela que tem a palavra final. Jesus venceu a morte. É dele a palavra final.

O que a Bíblia fala a respeito da morte? Jesus Cristo falou muito sobre a morte. Em João, capítulo 11, verso 25, houve um momento quando, de uma forma bem clara, Jesus abriu o coração e fez uma declaração, dizendo: "Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá".

Jesus não é só o abençoador, não é só o que perdoa e que escreveu o nosso nome no Livro da Vida. Ele é a ressurreição e a vida. Jesus venceu o nosso maior inimigo, que é a morte.

Foi no primeiro dia da semana que ele ressuscitou, e no momento que ressuscitou, ele quebrou o poder e o domínio da morte, outorgando a todos os que O recebem o dom maravilhoso da vida eterna. Por isso disse: "Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá".

A morte aqui mencionada não é a física – tanto que Adão e Eva não morreram instantaneamente quando comeram do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. A morte, portanto, não foi a queda do corpo, mas o aniquilamento, a separação eterna. Foi uma morte espiritual. O pecado separou o homem de Deus.

A morte vem não só para aqueles que são muito pecadores; ela vem para todos. Fica claro, portanto, que a morte veio para todos, todos estão sob a sentença, sob o juízo da morte. A partir do momento quando nascemos, estamos como que numa contagem regressiva até a morte. Só não sabemos quando, onde, como, mas que ela virá. É uma sentença irrevogável. A menos do ponto de vista espiritual. Mas a história não termina aí…

A morte é inevitável. Mas não é o fim definitivo. Repare o que Paulo escreveu ao seu filho na fé, Timóteo, em sua segunda carta, capítulo 1, verso 10: "E manifestado agora pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte como trouxe à luz a vida e a imortalidade mediante o evangelho".

Tão interessante! A morte, sim, é dolorosa, difícil de aceitar, algo incompreensível. Mas para nós que temos o Senhor ela não é tão terrível; para aqueles que têm o Senhor, a morte é uma porta que se abre. Por isso, o Senhor disse: "Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim…"

Jesus venceu a morte. A morte morreu por que Jesus a venceu. Ele a venceu. Ele a aniquilou. Tragada ela foi. Ele tem as suas chaves, as chaves da morte. Não temos, portanto, que temê-la. Porque ela não representa o fim, mas o início.

Deus abençoe!