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2015-07-16

Não corra atrás do vento


Não corra atrás do vento

Já ouvi dizer que a vida sem sonhos não faz sentido, que viver sem objetivos não tem graça. De uma certa forma, acredito nisso. A maioria das pessoas – ou talvez todas – tem desejos, seja de se casar, formar uma família, comprar a casa própria, um carro novo, ter um bom emprego e estabilidade financeira, fazer muitas viagens, adquirir novos bens, entre outras coisas. Isso é bom, até certo ponto.

Todas as pessoas deveriam ter sonhos, sim. Quando encontramos alguém que não tem desejos na vida – o que é raro – ficamos perplexos: como assim viver sem objetivos? Mas, para falar a verdade, não sei o que é pior: viver sem sonhos ou viver correndo louca e desesperadamente atrás da realização deles sem sequer pedir a opinião de Deus.

Como já disse, sou super a favor de sonhar e estabelecer objetivos, mas não pedir orientação a Deus e fazer de tudo, até mesmo abandonar princípios de amor a Ele, a si mesmo e ao próximo, para alcançá-los não vale a pena.

Infelizmente, para realizar os próprios desejos, algumas pessoas deixam coisas, hábitos e seres importantes de lado. Trabalham arduamente para alcançar seus objetivos, mas se esquecem de cuidar delas mesmas, da saúde do corpo, da alma e do espírito. Além disso, deixam que o relacionamento com Deus e com outras pessoas fique morno. Às vezes, estão tão cansadas correndo atrás dos sonhos que a vida real passa a não existir.

Confesso que eu era assim. Queria fazer mil e uma coisas, às vezes, ao mesmo tempo. Até que cheguei no meu limite. Então, percebi que, na busca pela realização dos meus sonhos, eu estava abusando da minha força física, mental e espiritual. Ou seja, correndo atrás do vento. Tive que avaliar quais eram as minhas prioridades.

Como minha mãe sempre diz: "Do que adianta estudar e trabalhar 'sem hora pra voltar' e depois não ter saúde para usufruir do que conquistou?" Então comecei a pedir a Deus ajuda. Não queria continuar do jeito que estava, mas também não queria agir sem a orientação dEle. E, depois que Ele me direcionou, pude tomar a decisão que precisava. Tive que renunciar, abrir mão de algumas coisas, mas fiquei em paz porque sabia que Deus estava no controle. E, como a Bíblia diz, o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa vem do Senhor (Provérbios 16.1).

Não adianta correr atrás dos sonhos sem pedir a opinião de Deus. Algumas pessoas tomam decisões, se esforçam, querem fazer as coisas por elas mesmas, sem dar a mínima para a vontade dEle, e acabam frustradas lá na frente. "Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nEle, e Ele agirá". (Salmos 37.5)

O melhor a se fazer é sonhar, ter objetivos, metas e planos, mas sempre orar: Deus, que seja feita a Tua vontade. E se for para eu perder tempo, me afastar de Ti, das pessoas e de tudo que provém do Senhor, não permita que eu faça ou alcance o que quero.

Passagem bíblica para reflexão

"Não me neguei nada que os meus olhos desejaram; não me recusei a dar prazer algum ao meu coração. Na verdade, eu me alegrei em todo o meu trabalho; essa foi a recompensa de todo o meu esforço. Contudo, quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçara para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento". (Eclesiastes 2.10-11)

:: Dayane Cristina

Nova perspectiva

O cristianismo afirma que cada ser humano viverá para sempre, e isso pode ser verdadeiro ou falso.

Agora, tenho uma grande quantidade de coisas com as quais não vale a pena me preocupar se eu for viver só setenta anos, mas com as quais eu devo me preocupar se penso em viver para sempre.

Talvez o meu mau humor ou a minha inveja estejam ficando gradativamente piores — de forma tão gradativa que o aumento durante esses setenta anos não será muito perceptível. Entretanto, isso pode vir a se tornar um inferno absoluto em um milhão de anos; de fato, se o cristianismo é verdade, inferno é o termo técnico mais correto para o que viria a ser. E a imortalidade gera essa outra diferença que tem algo a ver com a diferença entre o totalitarismo e a democracia.

Se os indivíduos vivessem somente setenta anos, então um estado, ou nação, ou civilização que talvez dure mil anos seria mais importante do que um indivíduo. Porém, se o cristianismo estiver correto, então o indivíduo não é apenas mais importante, mas incomparavelmente mais importante, pois ele é eterno, e a vida de um estado ou civilização, comparada com a sua, não passa de um momento.

>> Retirado de Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato.

Deus quer nosso coração


Deus quer nosso coração

"Porém, o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior; porém, o Senhor, o coração"(1 Samuel 16.7)

A religião nos ensina a voltar nossa atenção para a paciência exterior, mas isso não nos capacita purificar nossos pensamentos e intenções do coração. Jesus chamou os religiosos fariseus de "sepulcros caiado cheios de ossos humanos" (veja Mateus 23.27), pois eles se vangloriavam da sua perfeita obediência às leis hebraicas.

Mas Deus não os via como perfeitos, porque o coração deles não era misericordioso como o dEle. Deus prefere ter alguém com um coração doce e maravilhoso diante de Si, que cometa erros, do que alguém com um desempenho admirável, mas que seja corrompido interiormente.

Quando Deus olhar para o seu coração hoje, deixe-O vê-lo buscando intensamente a presença dEle.

2015-07-15

A noiva, o servo, o filho e o soldado


A noiva, o servo, o filho e o soldado

A Bíblia nos denomina de tantas maneiras diferentes que podem parecer contraditórias. Somos a noiva de Cristo, servos de Deus, seus filhos ou soldados? Somos tudo isso. Uma visão voltada exclusivamente para uma dessas facetas pode causar distorção no entendimento e na prática cristã. Todos esses termos referem-se à realidade espiritual, mas, em primeira análise, devem ser considerados como metáforas plenamente conciliáveis no que tange às lições transmitidas. Pensando assim, não perguntaremos como Jesus pode ser, ao mesmo tempo, o pastor e a porta das ovelhas, o cordeiro de Deus e o leão de Judá (João 10.7,11; João 1.29; Ap 5.5).

Jesus contou muitas parábolas relacionadas ao Reino de Deus, como se vê, por exemplo, nos capítulos 13 e 25 do evangelho de Mateus. Por que tantas? Não seria repetitivo? O que ocorre é que nenhuma parábola é suficiente para expressar toda a realidade espiritual. Então, o Mestre contou diversas. Cada uma demonstra diferentes aspectos, conceitos e valores do Reino.

Em Mateus 25, Jesus começou falando sobre dez virgens que esperavam o noivo, mas, desejando mostrar o outro lado da questão, ele falou, na sequência, sobre três servos que esperavam o seu senhor (Mt 25.14-30). Jesus deseja que tenhamos uma visão cada vez mais ampla sobre a sua pessoa, sobre o Pai, o Reino de Deus, a segunda vinda e sobre nós mesmos, nossa posição, privilégios, deveres e responsabilidades.

"Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se aprontou" (Ap 19.7).

A igreja é a noiva de Cristo. Esta figura nos lembra a pureza, o amor, o compromisso, a preparação, o casamento, a festa e a intimidade. O noivo não é uma pessoa estranha ou indiferente. Isso nos mostra que Cristo se importa conosco e nos ama profundamente. O amor é a base de tudo, mas não é o fim. Existe muito mais na nossa relação com Deus.

"Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna" (Rm 6.22).

Na parábola dos talentos somos representados pelos servos (Mt 25.14-30). É outra perspectiva que o cristão precisa ter acerca de si mesmo. Agora, não se fala em festa, mas em recursos, responsabilidades, trabalho e prestação de contas. O senhorio de Cristo está em evidência. Precisamos servi-lo de acordo com os dons que ele nos confiou. Contudo, não podemos ter apenas essa visão, transformando a vida cristã em ativismo mecânico ou meramente profissional. Precisamos servir por amor, ainda que haja uma recompensa.

"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" (João 1.12).

Quando nos trata como filhos, a Palavra nos lembra o novo nascimento, nosso vínculo com o Pai, a participação na família de Deus, uma nova natureza e uma herança incorruptível no céu. O que define a condição de filho não é o que ele faz ou possui, mas o que ele é.

Contudo, não podemos nos esquecer do nosso alistamento no exército de Deus. Somos soldados. Isso nos lembra disciplina, treinamento, armamento, inimigos, lutas, guerras e vitórias.

"Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo" (2Tm 2.3).

A percepção parcial da identidade cristã pode criar expectativas indevidas. Como filhos, esperamos benefícios, provisão, carinho e proteção. Não está errado, mas o que faremos quando Deus permitir dificuldades em nossas vidas? Quem não tem luta é soldado morto.

"Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse" (1Pe 4.12).

Portanto, a vida espiritual assemelha-se muito à vida natural quanto à diversidade de papéis, fases e situações. Queremos bênção sem compromisso? Vitória sem luta? Canaã sem deserto? Festa sem trabalho?

O Evangelho traz não apenas bênção e salvação, mas também transformação e missão. Não é algo apenas para mim, mas a partir de mim para o outro. Esta realidade interfere na nossa visão sobre nós mesmos, sobre o próprio Deus e sobre a Igreja.

Devemos confiar no Senhor e aceitar o que Ele tem para nós, certos de que "todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28).

:: Pr. Anísio Renato de Andrade

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A fé traz liberdade

Sabemos que ninguém é justificado pela prática da Lei, mas mediante a fé em Jesus Cristo. Assim, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pela prática da Lei, porque pela prática da Lei ninguém será justificado. (Gálatas 2.16)

Não cometa o erro de pensar que os cristãos são pessoas que nunca pecam nem se sentem pecadores. Em vez disso, por causa da sua fé em Cristo, Deus simplesmente não lhes atribui seus pecados. Esse ensino é confortador para aqueles que têm consciências aterrorizadas. Por uma boa razão, nós frequentemente tentamos causar a impressão nas pessoas de que os pecados são perdoados e a justiça é atribuída aos cristãos por amor a Cristo. De modo semelhante, os cristãos não devem ter relação alguma com a lei ou com o pecado.

Uma vez que somos cristãos, nós estamos acima da lei e do pecado. Cristo é o Senhor da lei. Ele está presente e "trancado" em nossos corações, assim como uma pedra preciosa está firmemente engastada em um anel. Quando a lei nos acusa e o pecado nos aterroriza, tudo o que precisamos fazer é olhar para Cristo. Quando nos apegamos a ele com fé, temos a vitória sobre a lei, o pecado, a morte e o Maligno. Em razão de Cristo reinar sobre tudo isso, não seremos prejudicados.

É por esse motivo que um cristão, corretamente definido, está livre de todas as leis e sujeito a ninguém, seja interna ou externamente. Porém observe que eu disse "uma vez que somos cristãos", não apenas por sermos humanos ou termos consciências. Somos livres quando temos consciências que foram transformadas e enriquecidas por meio da fé. Essa fé é um tesouro maravilhoso e imensurável – como Paulo diz, um "dom indescritível" (2Co 9.15), um dom que não pode ser elevado o suficiente nem louvado o bastante. Ele nos torna filhos e herdeiros de Deus.

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Desafiados a sermos diferentes


Desafiados a sermos diferentes

Para dar início ao plano de salvação da humanidade, Deus escolheu um povo: Israel. Aquela nação precisava se tornar diferente das outras nações. Se fosse igual, a escolha divina não teria efeito prático (Êx 19.4-6; Ml 3.18). Se Israel fosse um povo comum, ninguém saberia que aquele era o povo de Deus. Logo, sua missão de levar o conhecimento de Deus estaria comprometida.

A lei determinava um modo de vida, maneira de vestir, trabalhar, cultuar, relacionamento social, a alimentação, a higiene. Em tudo Israel demonstrava uma diretriz divina que o tornava especial. Da mesma forma, a Igreja hoje, no papel de povo de Deus, deve ser diferente do mundo. Não me refiro aos usos e costumes em geral, mas às questões morais, caráter, comportamento e espiritualidade.

Ter uma vida em santidade (separado) não quer dizer que somos melhores; mas, com certeza, nos levará a um nível mais profundo de comunhão com o Deus que servimos. Como Igreja de Cristo precisamos a cada dia manifestar a graça por meio de nossas atitudes cristãs. Os discípulos foram chamados pela primeira vez de cristãos em Antioquia porque eram parecidos com seu Mestre, ou, pelo menos, eram diferentes. Mostraram isso certamente em sua maneira de ser, de agir e de cultuar a Deus. Foram desafiados a ser diferentes dos religiosos de sua época.

Manifestar um princípio doutrinário é simples, e também, de certa forma, criar uma teologia e acostumar-se a ela não é muito difícil de se improvisar. Por assim definir, é fácil vermos muitos conceitos teológicos a respeito de Deus. Cada qual faz o que bem entende e diz ser de Deus.

Há tanto sincretismo, ecumenismo, misticismo religioso e algumas bobagens ditas como teológicas, servindo hoje de modelo para se tornar diferente. Porém, o modelo para Israel e para a Igreja é um só. Deus nos escolheu, não por sermos melhores, mas, tendo sido escolhidos, precisamos nos tornar melhores em função dessa escolha. Todo servo de Deus, não importa onde esteja, será confrontado com algum tipo de cultura, incluindo uma mentalidade, uma cosmovisão, um conjunto de crenças e costumes.

Embora toda cultura tenha seus valores legítimos e respeitáveis, também se incluem nesse conjunto muitas práticas pecaminosas que acabam sendo vistas como normais. Entretanto, ser normal não significa ser correto. Se "todo mundo faz", não significa que o cristão pode fazer.

Deus diz: "Sede santos porque Eu, o Senhor, sou Santo". Estamos desafiados por Deus a ser diferentes em nossa geração. Ser separados de tudo o que é normal para aqueles que vivem de maneira errada, fora do que diz a Palavra. Que o Senhor nos capacite e nos dê essa correta maneira de ser e de agir. Não é admissível diante de Deus que alguém, dizendo-se filho de Deus, viva como ímpio. Tem um lugar preparado por Deus para aqueles que o honram.

Vamos fazer a diferença!

:: Pr. Adélcio Ferreira

É legítimo um cristão ser dizimista?


É legítimo um cristão ser dizimista?

O dízimo está sendo atacado em nossos dias com rigor desmesurado. Em parte, porque muitos líderes inescrupulosos usam expedientes escusos e reprováveis para arrancar do povo o último vintém, a fim de viverem no fausto e no luxo. Outros, porque em muitas igrejas falta transparência na prestação de contas e o povo não sabe quanto entra nos cofres da igreja nem onde os recursos são aplicados. Há, ainda outros, que são contra o dízimo porque não estão convencidos de que este é o claro ensino das Escrituras.

O dízimo não é uma questão meramente financeira. Trata-se do reconhecimento de que tudo o que existe é de Deus. Não trouxemos nada para o mundo nem nada dele levaremos. Somos apenas mordomos de Deus e, no exercício dessa mordomia, devemos ser encontrados fiéis. O dízimo mais do que um valor, é um emblema. É um sinal de fidelidade a Deus e confiança em sua providência. A devolução dos dízimos é uma ordenança divina. Não temos licença para retê-lo, subtraí-lo nem administrá-lo.

De todas as críticas feitas à doutrina do dízimo, talvez a mais frequente seja esta: "O dízimo faz parte da lei cerimonial e esta foi abolida na cruz. Logo estou desobrigado de ser dizimista". À esta crítica, respondemos que a prática do dízimo está presente em toda a Bíblia. No Antigo Testamento está presente nos livros da lei, nos livros históricos, nos livros poéticos e nos livros proféticos. No Novo Testamento está presente tanto nos evangelhos como nas epístolas. É importante dizer que a prática do dízimo é anterior à lei cerimonial (Gn 14.20; 28.18-22). Abraão, quatrocentos anos antes de a lei ser instituída, pagou dízimo a Melquisedeque, tipo de Cristo (Hb 7.1-10). O dízimo foi incluído na lei, pois foi a maneira de Deus prover o sustento da tribo de Levi, aqueles que trabalhavam no ministério (Lv 27.30-33; Nm 18.21-32; Dt 14.22-29; 18.1-8).

Da mesma forma, os que estão no ministério hoje, na vigência da nova aliança, devem viver do ministério. Os mesmos princípios usados na antiga aliança são também usados na nova aliança para tratar do sustento dos obreiros (1Co 9.7-14). Embora a ordem levítica tenha cessado com o advento da nova aliança, os dízimos não cessaram, porque Abraão como pai da fé pagou o dízimo a Melquisedeque, tipo de Cristo, e nós, como filhos de Abraão, pagamos o dízimo a Cristo, sacerdote da ordem de Melquisedeque (Hb 7.4-10).

Aqueles que usam Mt 23.23 para dizer que Jesus sanciona o dízimo antes da inauguração da nova aliança, mas que depois de sua morte, essa sanção não era mais válida, esquecem-se de que junto ao dízimo Jesus menciona também outros preceitos da mesma lei (a justiça, a misericórdia e a fé): "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas" (Mt 23.23).

Se estamos desobrigados do dízimo, por ser da lei, deveríamos também estar desobrigados desses outros preceitos da lei, ou seja, a justiça, a misericórdia e a fé. Fica evidente que Jesus reprova os escribas e fariseus pela sua prática legalista e meritória do dízimo. Pensavam que o dízimo era uma espécie de salvo conduto. Imaginavam que por serem dizimistas tinham licença para negligenciar os outros preceitos da lei. Na verdade, os escribas e fariseus, besuntados de hipocrisia, estavam superestimando o valor do dízimo e menosprezando os principais preceitos da lei. Ao mesmo tempo, porém, que Jesus reprova a visão distorcida dos escribas e fariseus, que davam uma superênfase ao dízimo em detrimento da justiça, da misericórdia e da fé, referenda a prática do dízimo. Apesar dos desvios de uns e das críticas de outros, devemos continuar fiéis a Deus, na devolução dos dízimos, pois este é o claro ensino das Escrituras.

Reverendo Hernandes Dias Lopes