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2015-06-18

Pedro, nosso fiel retrato

Pedro, nosso fiel retrato

Pedro é o personagem mais contraditório da história. Oscilava como  uma gangorra desde os picos mais altos da coragem até às profundezas da covardia mais vil. Com a mesma velocidade que avançava rumo à devoção mais fiel, dava marcha ré e tropeçava em suas próprias palavras. Pedro é mais do que um homem paradoxal; é um emblema. Pedro é o nosso fiel retrato. É a síntese da nossa biografia. O sangue de Pedro corre em nossas veias e o coração de Pedro pulsa em nosso peito. Temos o DNA de Pedro. Oscilamos também entre a devoção e a apostasia. Subimos aos píncaros e caímos nas profundezas. Falamos coisas lindas para Deus e depois tropeçamos em nossa língua e blasfemamos contra ele. Prometemos inabalável fidelidade e depois revelamos vergonhosa covardia. Revelamos uma fé robusta num momento e em seguida naufragamos nas águas revolta da incredulidade. É isso que somos, Pedro!

Quem era Pedro? Pedro era filho de Jonas e irmão de André. Nasceu em Betsaida, bucólica cidade às margens do mar da Galiléia. Pedro era um pescador rude e iletrado, mas detentor de uma personalidade forte. Era notório seu dom de liderança. Pedro era casado. Fixou residência em Cafarnaum, quartel general de Jesus em seu ministério. Nessa cidade tinha uma empresa de pesca em sociedade com Tiago e João, os filhos de Zebedeu.

Pedro foi levado a Cristo pelo seu irmão André. Desde que foi chamado por Cristo para ser um pescador de homens, ocupou naturalmente a liderança do grupo apostólico. Seu nome figura em primeiro lugar em todas as listas neo-testamentárias que apresentam os nomes dos apóstolos. Foi o líder inconteste dos apóstolos antes da morte de Cristo e o destacado líder depois da ressurreição de Cristo. Ele foi o homem que abriu as portas do evangelho tanto para os judeus como para os gentios.

Seu ministério foi direcionado especialmente aos judeus, aos da circuncisão. Foi o grande pregador da igreja primitiva em Jerusalém, aquele que levou a Cristo cerca de três mil pessoas em seu primeiro sermão depois do Pentecostes. Também foi dotado pelo Espírito Santo para operar grandes milagres. Até mesmo sua sombra era instrumento poderoso nas mãos de Deus para curar os enfermos.

Pedro foi como uma pedra bruta burilada pelo Espírito Santo. De um homem violento, tornou-se um homem manso. De um homem afoito e precipitado, tornou-se um homem ponderado. De um homem explosivo, tornou-se um homem controlado e paciente. De um homem covarde tornou-se um gigante, que enfrentou prisões, açoites e a própria morte com indômita coragem.

Pedro foi um homem de oração. Tinha intimidade com Deus. Porque prevalecia secretamente diante de Deus em oração, levantava-se com poder diante dos homens para pregar. Pedro foi um pescador de homens e um presbítero entre outros presbíteros. Jesus colocou em sua mão o cajado de pastor e ordenou-lhe a apascentar seus cordeiros e a pastorear suas ovelhas. Pedro foi um homem que encorajou a igreja a enfrentar o sofrimento da perseguição e também denunciou com inabalável coragem os falsos mestres que perturbavam a igreja. Esse foi o teor respectivo de suas duas epístolas.

Pedro foi um missionário que, juntamente com sua esposa, anunciou o evangelho em muitos redutos do império romano. Pedro exaltou a Cristo em sua vida e glorificou a Deus através de sua morte. Que você e eu, sigamos as pegadas desse homem de Deus e que em nossa geração, Cristo seja conhecido em nós e através de nós!

::Hernandes Dias Lopes

Mais alvo do que a neve

Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e mais branco do que a neve serei. (Salmos 51.7)

Como podemos nos tornar mais alvos do que a neve quando o pecado permanece em nós e se apega a nós? Por causa dos nossos pecados nunca somos tão limpos e santos como deveríamos ser. Mas nós recebemos o batismo, que é puro. Nós recebemos a Palavra de Deus, que também é pura. E por meio do batismo e da Palavra de Deus nós recebemos o sangue de Cristo, que é absolutamente puro. Por causa da pureza que recebemos na fé por meio de Cristo, certamente podemos dizer que somos mais alvos do que a neve. Nós somos mais puros do que o sol e as estrelas, mesmo que o pecado ainda permaneça em nós. Nosso pecado é coberto pela pureza e inocência de Cristo, a qual nós recebemos quando ouvimos e cremos na Palavra de Deus. Entretanto, devemos lembrar que esta pureza vem completamente de fora de nós mesmos. Em outras palavras, Cristo nos veste com sua própria perfeição.

Se olhássemos para os cristãos separados de Cristo e os víssemos como eles realmente são, nós perceberíamos quanto eles são contaminados pelo pecado. Mesmo se fossem boas pessoas, nós veríamos não somente que eles são completamente contaminados, mas também que eles estão cobertos com uma película grossa e negra de pecado. Se alguém tentasse nos separar de Cristo e tirar nosso batismo e as promessas de Deus, nós não teríamos mais a pureza de Cristo. Nós seríamos deixados com nada mais do que o pecado.

Assim, quando alguém lhe perguntar: "Se o pecado sempre se fixa às pessoas, como elas podem ser lavadas a ponto de ficarem tão limpas que são mais alvas do que a neve?", você pode responder: "Nós devemos ver as pessoas não como elas são por si mesmas, mas como são em Cristo".

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Viva hoje em seu pleno potencial


Viva hoje em seu pleno potencial

…pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo (sua bondade, sua generosidade graciosa, seu imerecido favor e bênçãos espirituais), que, sendo [tão] rico, se fez [tão] pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza vos tornásseis ricos (abundantemente supridos) (2 Coríntios 8.9)

Eu costumava acordar sentindo-me culpada e condenada. Estava cheia de acusações e críticas por cada pequeno erro que cometia. Mas esse tipo de procedimento cria uma pressão interna em nós que fica prestes a explodir diante da primeira pessoa que se aproxima.

Se você sofre com isso, comece o dia lendo a Palavra. Conhecer a misericórdia e o perdão de Deus é vital para aprender a amar a si mesmo, para que você possa amar os outros. Viva o dia de hoje em seu pleno potencial.

2015-06-17

Aprendendo a não reclamar

Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis

(Filipenses 2:14-15).

APRENDENDO A NÃO RECLAMAR

Se olharmos à nossa volta veremos que a maioria esmagadora das pessoas nunca estão satisfeitas com a vida, o trabalho ou as circunstâncias. Isso jamais deveria acontecer com os cristãos.

Lembremos do apóstolo Paulo que, das profundezas das prisões romanas, expressou sua alegria e exortou os filipenses a se alegrarem com ele por pertencerem ao Senhor. Que nosso comportamento reflita a alegria que temos de pertencer à família cujo todo-poderoso Pai sempre age com perfeita sabedoria para o bem de seus filhos.

Sem murmurações. Por que não? Porque sabemos que Deus nos colocou no lugar em que estamos e nos designou para fazer o trabalho que fazemos. Isso pode parecer uma tarefa ingrata e monótona, mas o que importa? "Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8:28). Até o que julgamos monótono, enfadonho e pesado nos foi dado para que o caráter de Cristo se desenvolva em nós. Por exemplo, se nosso salário não é o que desejamos ou imaginamos que merecemos, não temos de reclamar e amaldiçoar nosso emprego; temos de procurar fazer o nosso melhor no trabalho e confiar no Deus que alimenta os pardais e que sabe exatamente de tudo o que realmente precisamos.

Nem contendas. Contendas surgem quando nossa mente está focada em nós mesmos e em nossos problemas. Ela nos engana e nos leva a questionar o modo pelo qual Deus lida com seus filhos. O resultado disso é sempre a rebeldia: ou tentamos "ajudar Deus" a atingirmos os planos que achamos que ele tem para nós, ou caímos na amargura devido à frustração.

Queridos cristãos, lembremos que o contentamento e a gratidão são testemunhos poderosos para o mundo do agir de Deus em nós.

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Livres ou escravos?

Vivam como pessoas livres. Não usem a liberdade para encobrir o mal, mas vivam como escravos de Deus. (1Pe 2.16)

Pedro está ordenando a seus leitores que "vivam como pessoas livres", de cabeça erguida, sem qualquer sentimento de inferioridade, sem timidez, sem medo, sem o peso da tirania de alguma coisa ou alguma pessoa. É assim que deve ser a vida de quem acaba de nascer do Espírito. Esse pecador salvo agora é filho de Deus e, como filho de Deus e irmão de Jesus Cristo, é também herdeiro de Deus e coerdeiro com Cristo (Rm 8.17).

Na mesma frase, porém, Pedro também ordena: "Vivam como escravos de Deus". Talvez os irmãos da Ásia Menor tenham ficado confusos: somos livres ou somos escravos? Os mais espertos, os mais experientes devem ter dado toda razão a Pedro, raciocinando: "Se não formos escravos de Deus, seremos escravos das tais paixões carnais das quais Pedro manda que nos afastemos". É a obediência ao Senhor que torna possível a desobediência ao demônio. A verdade nua e crua é que o ser humano não tem a liberdade de comer ou não comer da árvore do bem e do mal. Desde a Queda, ele é obrigado a comer desse maldito fruto, a não ser que ele mude de patrão, por meio de uma conversão autêntica. Aí ele deixa de ser escravo da serpente para ser escravo de Cristo. Enquanto o compromisso com a carne machuca, humilha, rebaixa, adoece e mata, o compromisso com Cristo acaba com a dor de consciência, com a dominação "estrangeira" (não somos deste mundo), com a necessidade de uma eterna fuga, com o rebaixamento moral, com o desespero.

A pouquíssima liberdade que o ser humano tem é a de sair da dominação das trevas e ir para a dominação da luz. É aquela que Moisés propôs ao povo de Israel no fim do êxodo: "Eu lhes dou a oportunidade de escolherem entre a vida e a morte, entre a bênção e a maldição" (Dt 30.19). Na versão de Jesus, a escolha é entre a porta estreita e a porta larga, entre o caminho fácil e o caminho difícil, entre a casa sobre a rocha e a casa sobre a areia (Mt 7.13-14, 24-27).

É raro o privilégio de ser escravo de Deus!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Mudança positiva


Mudança positiva
// Lagoinha

Levai (suportai e carregai) as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo (o Messias) (Gálatas 6.2).

Nossa felicidade e alegria não dependem das outras pessoas fazerem ou não o que queremos. Podemos não conseguir influenciar alguém a fazer o que pensamos ser certo, mas, com a ajuda de Deus, podemos mudar a nós mesmos para obtermos os resultados que queremos na vida.

Descobri que, se eu mudar de forma positiva e se for uma mudança, permanente, isso quase sempre provocará mudança nas pessoas ao meu redor. Se você quer que sua vida seja diferente, peça a Deus que lhe mostre em que você precisa mudar. Aceite os outros como são e veja como Deus trabalha em sua vida para completar sua alegria

Davi, as dificuldades e a oração


Davi, as dificuldades e a oração
// LPC Comunicações

Salmo 3:1-2: Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim. Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus (Selá). 
O termo hebraico para a palavra salmo é mizmowr e o seu significado é canção ou uma melodia com palavras. Davi compôs esse salmo depois de fugir de Jerusalém, quando seu filho Absalão tomou o trono (2 Sm 15-18).

Você pode imaginar o que se passava no coração desse pai? Ele e os membros de sua corte, haviam atravessado o rio Jordão e acampado em Mannaim. Davi, em meio a conflitos e dificuldades, clama a Deus. Sua oração começa de forma bastante abrupta, com "Senhor" . Como Pedro afundando no mar (Mt 14.30), Davi não tem muito tempo. Sua vida está em perigo, bem como o futuro do reino. Ele sabe que Deus é "socorro bem presente nas tribulações" (46.1).

Absalão havia demorado a formar um grupo para apoiá-lo em seu golpe, e o número de partidários do usurpador crescia a cada dia (2 Sm 15.12, 13; 17.11). Absalão era bem apessoado, cheio de palavras agradáveis e um hábil mentiroso que sabia agradar o povo e conquistar seu coração (2 Sm 15:1-6). Não apenas o número de inimigos de Davi aumentou, como também as notícias pioraram.

O povo diz: "Não há mais salvação para o rei" (verso 2; 71.10,11). Por que Deus permitiu essa rebelião infame e perigosa? Fazia parte da disciplina de Davi por seus pecados de adultério e homicídio (2 Sm 12.1-12). Em sua graça, Deus perdoou Davi quando o rei confessou seus pecados (2 Sm 12.13, 14; Sl 32 e 51), mas, em sua soberania, permitiu que Davi colhesse as consequências amargas desses pecados. Davi teve problemas familiares que acarretaram grande sofrimento (2 Sm 12-14), inclusive a morte de seu filho com Bate-Seba, o estupro de sua filha Tamar e o assassinato de seus filhos Amnom, Absalão e Adonias.

Essa é a primeira vez que o termo "Selá" aparece nas Escrituras (2, 4, 8), sendo usado várias vezes nos Salmos e três vezes em Habacuque 3. Os estudiosos não apresentam um consenso quanto às origens desse termo, mas recorrendo ao dicionário de Strong's a palavra no original é "celah" que significa "elevar, exaltar" ou ainda um termo técnico musical mostrando ênfase, pausa ou interrupção.

Por que isso é importante? No primeiro caso, trata-se de um sinal para que o cântico seja entoado em voz bem alta, ou para que sejam erguidas e tocadas as trombetas, ou, ainda, para que as mãos sejam levantadas ao Senhor. No segundo caso, pode ser um sinal para uma pausa, um momento de silêncio e de meditação. Versos 3-4: Mas tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória e o que exalta a minha cabeça. Com a minha voz clamei ao Senhor; ele ouviu-me desde o seu santo monte (Selá).

Davi afirma sua confiança no Senhor. Mesmo diante de uma situação complicada, Davi não se deixa abater com facilidade. Sem ignorar os problemas, ergue os seus olhos da situação ameaçadora e olha para o Senhor, pela fé. Davi sabe que está em perigo, mas Deus é seu escudo (Gn 15.1). Ele se encontra numa situação vergonhosa por causa de seus próprios pecados e da traição de seu filho, mas Deus é a fonte da glória de Davi.

Absalão transformou a "glória de Davi em vexame" (4:2), mas um dia essa glória seria restaurada. A situação é desanimadora, mas o rei sabia que Deus levantaria sua cabeça e lhe restauraria seu trono (27.6). Confiava nas promessas que Deus lhe fez na aliança relatada em 2 Samuel 7 e sabia que Deus não o abandonaria. Davi podia ter sido forçado a deixar Jerusalém, mas Jeová ainda estava assentado no trono e continuava no controle. Absalão havia atacado o rei ungido de Deus (2.2), algo perigoso de se fazer.

Davi continua clamando ao Senhor em oração, sabendo que Deus não o havia abandonado no passado e que não o abandonaria agora. "Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações" (Sl 34.6). 

Para refletir: Paulo diz em Romanos 15.4: " Pois tudo quanto, outrora, foi escrito, para o nosso ensino foi escrito…" O que aprendemos hoje? Davi reconhece os problemas e as dificuldades, mas o caminho é o clamor a Deus. Em sua oração, Davi declara sua confiança no Senhor e se firma nessa base. Em segundo lugar, vimos que o pecado pode ser perdoado, mas as suas consequências ficam. Quantos estão atentos? 

Pastor Natanael Gonçalves
Igreja Batista das Nações – Bournemouth – Inglaterra