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2015-06-16

Dando a volta por cima


Dando a volta por cima

"Não andeis ansiosos por motivo algum; pelo contrário, sejam todas as vossas solicitações declaradas na presença de Deus por meio de oração e súplicas com ações de graça" (Filipenses 4.6)

Em tempos de crise, para todos os lados que olhamos, observamos pessoas desesperadas, inseguras, ansiosas. Até mesmo dentro das nossas igrejas há uma inquietação crescente e incômoda. Não quero dizer com isso que os cristãos e a igreja deveriam estar imunes às provações; afinal, ainda não fomos tirados do mundo e aqui passaremos por aflições. Isso é certo.

Quero apenas dizer que temos um Grande Mestre inspirador e um exemplo de alguém que deu a maior 'volta por cima' de toda história. Alguém que vivia no trono de Glória junto ao Pai e deixou tudo para viver entre nós, pecadores sem salvação e esperança. Alguém que suportou humilhações e afrontas, sofreu até a morte para apagar os pecados da humanidade e reconciliar a criatura com o Criador. E, se Ele tivesse apenas morrido, esse seria o nosso fim. Mas Jesus ressuscitou para nos garantir salvação.

Essa salvação é a nossa chance de também dar a volta por cima. É a nossa oportunidade de vencer o pecado, desfrutar da vida abundante e da presença poderosa do Espírito Santo em meio às provações. Oportunidade de ter a certeza de que, em breve, deixaremos para sempre esse mundo.

Por isso, se as provações têm tentado roubar sua fé e esperança ou se as humilhações tentam lhe fazer desistir, olhe para a Cruz e contemple Jesus. Ele deu a volta por cima, venceu a morte e com Ele nós também podemos vencer.

Ele o ajudará a dar a volta por cima e lhe sustentará na jornada até o Grande Dia em que todos os salvos triunfarão com Cristo em Glória. Que busquemos ao Senhor em oração e súplicas para que Ele aumente nossa fé e nos ajude a a vencer dia após dia. Com Ele nós podemos!

Deus nos abençoe com paz e confiança!

::Denise Tomaz de Souza

Confusão

Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos. I Co. 14:33 

Confusão tira de nós e do amor a energia e a vida. Uma mente sem foco e confusa nos deixa exautos e sem a capacidade de viver as nossas boas intenções.

Somente estes dois pensamentos sobre a confusão deixam bem claro o fato que o autor da confusão não é Deus.

Se o autor da confusão não é Deus, então quem é? Às vezes, eu. Às vezes, você. Às vezes, o maligno. Não importa quem seja, temos que resistir à confusão e submeter a Deus a nós mesmos e a nossa confusão.

Quantas boas intenções, amor e vida perdemos cada dia por causa da nossa confusão?Quantas pessoas passam o dia sem ser amadas por causa da confusão? Ó Jesus, nos livre da confusão e traga a luz da sua presença!

Carlos McCord

O Caminho Luz


Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. João 8:12

O simples ato de andar sem dor no nosso próprio lar pode ser transformado num momento de dor intensa se a luz se apaga. O que deveria ser um passeio calmo pela casa pode se tornar uma dor chocante quando certas partes do nosso corpo, como os dedos dos pés, fazem contato contra objetos imóveis e temporariamente invisíveis.

Qualquer pessoa que já acordou durante a noite e na escuridão e tentou achar o caminho para um outro lugar na casa, sem acordar as outras pessoas, sabe o que é a mistura dolorosa de dor e escuridão. Parece que a dor na escuridão é de um poder multiplicado por 10!

Nada pode substituir a luz. Fomos criados para achar o Caminho pela luz. Precisamos do apoio contínuo da luz até para andar em lugares bem conhecidos. Pessoas sem luz podem fazer adaptações e aprender a viver uma certa qualidade de vida sem luz, mas as limitações não podem ser ignoradas ou negadas. A luz é amiga de todos.

Quando Jesus diz que Ele é a luz do mundo, Ele se declara o amigo da humanidade. Ele está dizendo que Ele é essencial para quem quer andar em paz por aqui. Ele sabe que temos a tendência de acordar na escuridão e tentar achar o caminho até com boas intenções. Ele não insiste que a gente ande na luz, mas logo todos perceberão que a dor de andar sem luz acordará todos que vivem perto de nós.

Quando acordamos num momento de escuridão profunda, Jesus já está acordado e oferecendo a sua luz. Quando insistimos em andar sem a luz de Jesus certamente experimentaremos da dor multiplicada por 10. Assim, todos na nossa casa vão compartilhar a nossa dor e perder a paz.

Andar na luz de Jesus é o caminho que deixará todos que amamos em paz e descansando bem.

Carlos McCord

Encorajar e ser encorajado


Encorajar e ser encorajado

Viver em comunhão é ter também a oportunidade de encorajar e ser encorajado. O termo "encorajai-vos" veio da palavra grega parakaleo, que quer dizer: aquele que vai ao lado, aquele que está junto; é aquele que está ao lado para encorajar. São sinônimos dessa palavra: animar uns aos outros, ajudar, aconselhar, sustentar, apoiar e consolar uns aos outros.

A igreja não é o que muitos imaginam, lugar somente para ir aos cultos, orar, cantar, ouvir a pregação e quando tudo isso terminar, voltar para a casa. Igreja não é aquilo que muitas vezes vemos anunciado pela televisão e pelo rádio; igreja é família. Não existe crente avulso, não existe um crente no Senhor Jesus, sozinho; nós somos um corpo e queremos ver o desabrochar da comunhão, não no sentido intelectual, mas na prática.

A vontade do Senhor é que cada um tenha a oportunidade de viver a fé. A nossa fé não é simplesmente para ser estudada, mas para ser praticada...

Parakaleo é chamar ao lado, praticamente, para exercer três coisas: exercer uma pressão positiva, para amar e para consolar.  O que isso significa? Em Romanos, capítulo 15, versículo 30, Paulo faz um apelo aos irmãos. O apóstolo Paulo nunca vivia sozinho, ele tinha sempre a compreensão de estar no Corpo; a Igreja é o corpo, a Igreja é a família do Senhor aqui na Terra. Por isso, ele orou dizendo: "Rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas vossas orações a Deus a meu favor".

Um homem encorajador nas Escrituras foi Barnabé, que em certa ocasião foi enviado para Antioquia. Então, quando chegou a Antioquia, esse homem encontrou algo novo para ele, diferente, e não foram os judeus que se tornaram cristãos, mas os gentios, e aí ele viu a graça de Deus. Muitas vezes queremos ver a mesma doutrina, os mesmos costumes em outras igrejas. Em Antioquia, o modo das mulheres se vestirem era bem diferente do das mulheres de Jerusalém, era tudo diferente, mas Barnabé viu a graça de Deus e exortava a todos a, com firmeza de coração, permanecerem no Senhor. E de maneira semelhante todo aquele que é encorajador sempre falará: "Permaneça no Senhor".

Algumas pessoas têm uma visão tão errada do que seja a fé, acham que ao escolherem seguir a Jesus Cristo, a vida será um mar de rosas, e não mais terão lutas e dificuldades. Isso não é verdade e muito menos está registrado na Bíblia. O Senhor não nos prometeu isso, mas sim que estaria conosco todos os dias (Mateus 28.20).

A nossa fé é a nossa paixão pelo Senhor. Ou Jesus é tudo na nossa vida ou Ele jamais será alguma coisa. Ele é o primeiro ou nunca será o segundo. No momento que entregamos nossa vida a Jesus, Ele passou a ser o nosso Senhor, o nosso dono. Somos apaixonados por Ele, e quando somos apaixonados nada é sacrifício. Você entrou no Reino quando foi salvo, mas não pense que a vida parou ali, existem tantas coisas no Reino; o Reino de Deus não é comida nem bebida, é justiça, é paz, é alegria no Espírito Santo. O Reino de Deus se manifestou na pessoa do Rei, que é Jesus. Nós temos que viver essa realidade e animar o irmão. Aquilo que nossos olhos nunca viram, nem nossos ouvidos nunca ouviram, nem tampouco chegou ao nosso coração é o que Ele tem preparado para aqueles que O amam, para aqueles que O servem, para aqueles que O buscam (1Co 2.9). É essa a realidade.

Deus abençoe!

Não tire os olhos da arca


Não tire os olhos da arca

(2 Samuel 6)

Não poderia ser de outro jeito senão fazendo uma grande festa! Afinal, a arca da aliança estava fora a tanto tempo que festejar sua volta era indispensável. Todos vibravam com o esforço empenhado para trazê-la de volta.

Todo o povo adorava ao Senhor com danças e cânticos comemorando com Davi, seu rei, aquela conquista. Todo o povo se alegrava com o retorno de uma das maiores representações da presença de Deus, considerando a imparidade daquele momento. Todo o povo se abraçava entre saltos de júbilo.

Todo o povo focava quase sem piscar para a grandeza e o resplendor da arca sendo carregada de forma solene. Ninguém queria perder aquele momento, que era único.

Bem, quase ninguém, pois Mical, do alto da janela real, resolveu olhar para outro ponto. Preferiu deixar passar um dos momentos marcantes da vida de seu povo e olhar para seu marido, o rei Davi, que festejava de forma extravagante. Ele estava extasiado com a grandeza daquele momento e decidiu vivê-lo intensamente. Mas a alegria de Davi durou até o momento em que pisou em casa, pois Mical o recebeu com afrontas chamando-o de vadio e sem vergonha.

Mical conseguiu transformar a alegria do rei em ira. Conseguiu uma briga com seu marido e ganhou uma maldição de esterilidade: ela jamais teve filhos. Infelizmente, Mical não olhou para o lugar certo e isso gerou nela as ações que definiram o fracasso de toda a sua vida. Ela escolheu pousar seus olhos no lugar errado e teve que arcar com as consequências.

Todos os dias, temos as falhas dos nossos irmãos entre muitas ações que não concordamos para olhar. Mas temos também, bem à nossa frente, a cruz de Cristo. Para onde olhar? Não temos que concordar com tudo o que vemos; contudo, devemos considerar todas as coisas por meio do ponto de vista da cruz e agir segundo a Palavra de Deus. Caso contrário, estaremos predispostos a improdutividade assim como Mical.

Não perca o foco, continue olhando para Cristo e siga gerando O Seu amor!

::Nilma Gracia Araujo

Relacione-se bem com outros


Relacione-se bem com outros

Mas os mansos (no final) herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz (Salmos 37.11)

Podemos aprender a nos relacionar bem com as pessoas. É especialmente importante aprender a lidar com os familiares mais próximos e colegas de trabalho. Há muitos livros informativos sobre diferenças de personalidade para nos ajudar a compreender por que as pessoas sentem e reagem da maneira que o fazem. Esse entendimento ajuda a remover as barreiras de relacionamentos estremecidos.

Pessoas tomam decisões de formas diferentes. Alguns dão uma resposta imediata, enquanto outros, primeiramente, querem ter tempo para pensar sobre as coisas. Tente compreender as pessoas que você encontrar hoje. Peça a Deus que lhe mostre formas de relacionar-se bem com elas. Deus lhe concederá graça à medida que você confiar nEle.

A oração cristã

Não sejam iguais a eles [os pagãos], porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem.Mateus 6.8

A razão pela qual os cristãos não devem orar como os pagãos é que cremos no Deus vivo e verdadeiro. Não devemos fazer como eles fazem porque não devemos pensar como eles pensam. Pelo contrário, "o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem". Ele não é nem ignorante acerca de suas necessidades nem hesitante em atendê-las. Por que, então, devemos orar? Qual a utilidade da oração? Deixemos Calvino responder às nossas perguntas com sua costumeira clareza:

Crentes não oram com o objetivo de informar a Deus sobre coisas que lhe sejam desconhecidas, ou de instigá-lo a cumprir sua obrigação, ou de conclamá-lo, como se estivesse relutante. Pelo contrário, eles oram a fim de que possam despertar a si mesmos com o intuito de buscá-lo, exercitar sua fé na meditação em suas promessas, aliviar-se de suas ansiedades ao derramar-se em seu seio; em uma palavra, que possam declarar que têm esperança e esperam dele somente, para si mesmos e para os outros, todas as coisas boas.

Se a oração dos fariseus era hipócrita e a dos pagãos mecânica, a oração dos cristãos por sua vez deve ser verdadeira — sincera em oposição à hipocrisia, reflexiva em oposição à mecânica.

A chamada oração do Pai-Nosso foi dada por Jesus como um modelo de como deve ser a oração genuína do cristão. De acordo com Mateus, ele a deu como um padrão a ser copiado ("Vocês, orem assim…", v. 9); de acordo com Lucas, como uma forma a ser usada ("Quando vocês orarem, digam…, Lc 11.2). Na verdade, podemos usar a oração de ambas as maneiras.

Jesus nos ensinou a nos dirigirmos a Deus como "Pai nosso, que estás nos céus" (v. 9). Isso implica, primeiramente, que ele é pessoal. Ele talvez esteja na famosa expressão de C. S. Lewis, "para além da personalidade", mas, com certeza, não se encontra aquém. Em segundo lugar, ele é amoroso. Não é o tipo de pai de que ouvimos às vezes — autocrata, playboy, beberrão — mas alguém que preenche os ideais de paternidade no cuidado amoroso para com seus filhos. Em terceiro lugar, ele é poderoso. Aquilo que o seu amor indica, seu poder é capaz de realizar. É sempre sábio, antes de orarmos, passar um tempo lembrando quem é aquele a quem estamos nos dirigindo.

Para saber mais: Mateus 6.7-13

>> Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo[John Stott]. Editora Ultimato.