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2015-05-11

Vivendo em guetos cristãos


Vivendo em guetos cristãos
// Lagoinha

O plano de Deus era que nós fôssemos sal diluído no mundo e luz brilhando em meio às trevas. Mas, por vezes, parece que muitos de nós fizemos opção por ser luz no clarão do meio dia e sal em meio a tanto sal amontoado. Nos orgulhamos de não ter deixado o "mundo" nos acometer (e ainda chamam isso de santidade), mas não percebemos que também não invadimos o mundo para que vissem nossa luz e cressem n'Ele.

O evangelho que vivemos parece mais um "gueto cristão". Somos os autores e os consumidores de todo tipo de cultura que produzimos. Nós escrevemos para evangélicos e lemos livros evangélicos comprados em livrarias evangélicas. Nós fazemos músicas evangélicas, escutamos músicas evangélicas e cantamos canções evangélicas. Fato é que a forma com que muitos de nós escolhemos viver o Cristianismo nos transformou em um "gueto cristão".

A igreja, há algumas décadas, foi para a mídia de rádio fazer programa para evangélicos, para a televisão fazer programas para evangélicos, para a internet fazer sites e blogs para evangélicos, e cada vez menos nossa luz brilha no mundo, e cada vez mais nos tornamos um "reduto cristão".

Empreendedores fizeram escolas evangélicas, hospitais evangélicos, pensando no público evangélico. Cineastas (americanos) evangélicos produzem filmes para evangélicos.

Poderia citar tantos outros exemplos, para você perceber que somos autores e consumidores de toda expressão de arte ou forma de cultura que produzimos e tudo isso só fez aumentar os muros que nos tornam separados do mundo e assim acabamos sendo luz em meio a luz e sal empilhado.

Muitas pessoas são cercadas na sua grande maioria apenas por amigos evangélicos, as últimas comemorações (aniversários, casamentos…) que tivemos oportunidade de participar foram de evangélicos, e as últimas pessoas que vieram em nossa casa almoçar conosco também foram evangélicas.

Nada disso é ruim, pelo contrário, é ótimo! Mas, desta forma, como verão nossa luz? Há alguns meses, fui almoçar com um amigo pastor em sua cidade no interior. Como não conhecia a região, falei para ele escolher o restaurante, ao que ele respondeu: "Vamos no restaurante de um pastor amigo meu, eu só almoço por lá".

Fiquei pensando como seriam fortes o testemunho e a influência desse pastor se ele só almoçasse no mesmo restaurante de um não evangélico.

O projeto de Deus é nos tirar do mundo, nos transformar – em sal e em luz – e depois nos devolver para ele, transformados, a fim de que creiam no poder transformador do evangelho de Cristo. Porém, nós construímos um gueto e não voltamos para o mundo de onde fomos resgatados.

Adaptação: Lagoinha.com

:: Alan Corrêa

2015-05-10

Seja humilde


Seja humilde
// Lagoinha

"Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso (refrigério, alívio, tranquilidade, recreação e uma abençoada quietude) para a vossa alma" (Mateus 11.29)

Pessoas barulhentas não ouvem a Deus. Não ouvimos Sua voz quando fazemos muito barulho ou tudo ao nosso redor é barulhento. O único barulho que você pode ter pela manhã é o meu programa de TV! (estou brincando!). Mas não ligue o rádio e a TV apenas para obter algum barulho.

Aprenda como se sentir confortável aquietando-se. A Bíblia diz: "Mas o que der ouvidos a mim [à sabedoria] habitará seguro, em segura confiança, tranquilidade e sem medo ou temor do mal" (Provérbios 1.33 – AMP).

2015-05-09

Diminua a velocidade


Diminua a velocidade
// Lagoinha

"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize (não se permitam serem agitados e perturbados; e nem estarem amedrontados, intimidados, acovardados e inquietos)" (João 14.27)

A pressa afeta sua vida espiritual. Jesus não era apressado. Não podemos imaginá-lo correndo e dizendo a seus discípulos: "Vamos, rapazes, levantem-se! Rápido, rápido, apressem-se! Deixem este acampamento limpo. Vamos para a próxima cidade, temos algumas pregações a fazer. Aprontem os camelos, depressa, vamos, vamos"! Quando pensamos em Jesus, o que nos vem à mente é paz. Ele detinha-se o suficiente para ouvir a Deus durante todo o dia. Devemos sintonizar nossos passos com os dEle hoje.

2015-05-08

Nossa ignorância. Nosso conhecimento


Nossa ignorância. Nosso conhecimento
// Lagoinha

O espírito de nossa era é hostil às pessoas que expressam suas opiniões com clareza e se apegam firmemente a elas. É provável que uma pessoa de convicção, por mais inteligente, sincera e humilde que possa ser, seja vista como fanática. Em nossos dias, considera-se realmente brilhante a mente que é ampla e aberta – ampla o suficiente para absorver toda ideia nova que lhe é apresentada e aberta o suficiente para continuar a fazer isso sempre.

Em resposta a isso, é preciso dizer que a fé cristã é, em essência, dogmática, pois declara ser uma fé revelada. Se o cristianismo fosse apenas uma coletânea de ideias humanas, então a convicção dogmática não teria propósito. Contudo, se (como alegam os cristãos) Deus falou – tanto há muito tempo por meio dos profetas como nestes últimos dias por meio de seu Filho –, qual é o problema de crer no que ele disse e de insistir para que outras pessoas também creiam? Afinal, se há uma Palavra de Deus que pode ser lida e recebida hoje, seria tolice e um erro ignorá-la.

Naturalmente, o fato de Deus ter falado e de sua Palavra estar regis­trada em um livro não significa que os cristãos sabem tudo. Podemos, às vezes, dar a impressão de que pensamos isso – neste caso, precisamos ser perdoados por nossa arrogância. Como deixa claro o apóstolo João em sua primeira carta, "ainda não se manifestou o que havemos de ser". No Antigo Testamento, Moisés foi um homem a quem Deus se revelou de forma extraordinária. Contudo, ele tinha plena certeza de que Deus só havia começado a "mostrar ao teu servo a tua grandeza…". Nesse mesmo sentido, o apóstolo Paulo comparou nosso presente conhecimento parcial ao balbucio incoerente de uma criança.

Se Moisés, no Antigo Testamento, e João e Paulo, no Novo, admitem humildemente sua ignorância sobre tantos aspectos da verdade, quem somos nós para dizer que sabemos tudo? Precisamos ouvir novamente as duras palavras de Jesus: "Não lhes compete saber…". Ele estava se referindo aos tempos e datas "que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade". Contudo, o mesmo princípio se aplica a outros aspectos da verdade.

Os limites de nosso conhecimento não são determinados pelo que decidimos que queremos saber, mas pelo que Deus decidiu nos revelar. Talvez a afirmação mais equilibrada nesse sentido esteja no final do livro de Deuteronômio, no Antigo Testamento: "As coisas encobertas pertencem ao Senhor, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre…". Aqui a verdade como um todo está dividida em duas partes: "as coisas encobertas" e "as reveladas". A Bíblia diz que as coisas encobertas pertencem a Deus. E, uma vez que ele não quis transmiti-las a nós, não devemos tentar arrancá-las dele à força, mas nos contentar em deixá-las com ele. As coisas reveladas, por outro lado, "pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre". Ou seja, uma vez que Deus as deu para nós, ele deseja que nós mesmos as tenhamos e as passemos para a próxima geração. O propósito de Deus, portanto, é que desfrutemos do que é nosso (porque ele o revelou) e que não nos preocupemos com o que é só dele (porque ele não o revelou).

Devemos entender o que foi claramente revelado e admitir nossa ignorância com relação ao que não foi revelado; e é esta combinação cristã de dogmatismo e agnosticismo que, para nós, é tão difícil entender. Os problemas surgem quando permitimos que nosso dogmatismo invada o terreno das "coisas encobertas" ou que nosso agnosticismo ofusque "as reveladas". Precisamos ter a capacidade de dizer a diferença entre essas duas áreas da verdade. É sinal de maturidade dizer "não sei" sobre um assunto, assim como dizer "eu sei" sobre outro – desde que nossa admissão de ignorância esteja relacionada a algo encoberto, e nossa afirmação de conhecimento, a algo revelado.

::Trecho de As Controvérsias de Jesus, Editora Ultimato.

Seja feita a tua vontade


Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua. — Lucas 22.42

Algumas pessoas têm vontades perversas facilmente identificáveis porque não toleram oposição. Outras têm um outro tipo de vontade que parece ser boa, mas é maligna e pode ser reconhecida por seu fruto – impaciência. Se uma vontade verdadeiramente boa for obstruída, diz: "Ó Deus, eu pensei que o que eu queria fosse bom. Se não deve acontecer, estou satisfeito. Que a tua vontade seja feita". Onde há conflito e impaciência não há nada bom – não importa quão bom possa parecer.

Além desses dois tipos de vontades malignas, há ainda uma vontade boa que Deus não quer que realizemos. Essa é a vontade de Davi quando quis construir um templo para Deus. Deus o louvou por isso, porém não permitiu que acontecesse (2Sm 7.2-29). Esse tipo de vontade é, também, o que Cristo teve no Jardim do Getsêmani. Apesar de boa, sua vontade precisou ser deixada de lado (Lc 22.42). Assim, se você quiser salvar o mundo inteiro, ressuscitar os mortos, enviar a si mesmo e a outros para o céu e realizar milagres, precisa, primeiro, procurar a vontade de Deus e submeter a sua própria vontade à dele. Você deve orar: "Querido Deus, isso ou aquilo me parece bom. Se agrada a ti, que seja feito. Se não, que permaneça sem acontecer".

Frequentemente Deus quebra uma boa vontade para que uma vontade falsa, maligna, não penetre furtivamente, parecendo ser boa. Ele o faz para que aprendamos que mesmo que nossa vontade seja muito boa, ainda é imensuravelmente inferior à dele. Assim, nossa vontade boa inferior deve dar preferência à vontade infinitamente boa de Deus.

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Vá para o seu quarto


Vá para o seu quarto
// Lagoinha

"E o enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento, em todo artifício" (Êxodo 31.3)

Meus filhos não gostaram quando comecei a passar tempo sozinha buscando a Deus. Eles diziam: "Você está sempre nesse quarto".

Um dia eu lhes disse: "Vocês fariam melhor em agradecer por me ver no quarto, porque isso tornará a vida de vocês muito melhor. Se vocês forem espertos, pedirão que eu vá para o quarto em vez de me pedirem que saia dali".

Dá próxima vez em que você se encontrar gritando, reclamando, brigando ou esbravejando com seus filhos (ou qualquer outra pessoa), desculpe-se e diga: "Vou para o meu quarto". Passe um tempo perguntando a Deus o que Ele pensa de tudo o que está acontecendo. Você rapidamente endireitará seu dia.

Milionário, jogador mora numa Kombi e glorifica a Deus


Milionário, jogador mora numa Kombi e glorifica a Deus
// LPC Comunicações

O jogador de baseball Daniel Norris, atleta do Toronto Blue Jays, que disputa a Major League Baseball (MLB) dos Estados Unidos, é milionário. Mas não exibe o que ganha e também não se prende às cifras. Morando numa Kombi, que fica estacionada próxima a uma loja de departamentos, Norris vive com 736 dólares por mês, o equivalente a aproximadamente R$ 2.400, mesmo tendo um contrato que garante US$ 2 milhões por ano (R$ 6,5 milhões). Por quê? O jogador, que é cristão declarado, responde:

"Pode ser pouco convencional, mas me sinto bem com meu estilo de vida. Na verdade, estou mais confortável sendo pobre", afirmou, numa entrevista à ESPN.

Para quem acha que a decisão tem motivos ocultos, Norris garante que não se trata de voto de pobreza ou trauma.

"Não precisamos de muito para viver". O jogador cresceu em Johnson City (Tennessee), passou a infância ajudando na loja de bicicletas que seu pai tinha herdado de seu avô, aprendeu o ofício e os nomes das ferramentas antes de ser descoberto como atleta.

"Eu jogo beisebol, porque eu amo, mas amo a Deus mais do que qualquer coisa, mais que o jogo de beisebol", diz Norris acrescentando: "Se não fosse por ele, eu entendo que não teria esta oportunidade de jogar com o Blue Jays. Como eu sempre digo, eu sou um cristão que dobra os joelhos como um jogador de beisebol".

Antes de se tornar um milionário, Norris adquiriu sua "casa" por US$ 9.200: a Volkswagen Westfalia 1978, veículo que no Brasil se chama Kombi. Lá ele tem tudo: "cama, cozinha portátil para fazer ovos fritos no início da manhã e um banco, onde passa o dia. Com ela, vai treinar nas instalações de seu time.

Aos 21 anos, sua mensagem é clara: embora receba 2 milhões por ano, determinou aos seus agentes que depositem apenas 736 dólares por mês, e o resto é guardado numa poupança. Norris admite que as pessoas demonstram preocupação de que seu estilo de vida como jogador de beisebol enfraqueça sua fé. "Mesmo antes de sair para o treinamento de primavera, as pessoas me dizem para permanecer fiel", diz o atleta, que acrescenta:

"Meus pais especialmente diriam, 'eu sei quem você é. Não mude por ninguém', e eu sempre mantenho isso em mente".

Fonte: Gospel +
Adaptação: Milton Alves