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2015-04-09

Dê algo


Dê algo
// Lagoinha

“Também o Senhor dará o que é bom, e a nossa terra produzirá o seu fruto. A justiça irá adiante dele, cujas pegadas ela transforma em caminhos” (Salmos 85.12-13)

Deus é o supremo ofertante. Ele espera nada menos que sigamos seu exemplo. Eu o desafio a dar algo cada dia em sua vida. Você pode pensar que ficará sem nada se fizer isso, mas, se você der de acordo com a orientação de Deus, logo receberá tanto que terá de resolver onde poderá guardar tudo.

Deus lhe dá pão para comer e semente para semear (veja 2 Coríntios 9.10). Algumas coisas que Deus lhe dá são como sementes para que você semeie na vida de outros. Peça a Deus que lhe mostre o que Ele quer que você semeie na vida de outros. Peça a Deus que lhe mostre o que Ele quer que você dê.

2015-04-08

Lutar, Fugir ou Amar?


Lutar, Fugir ou Amar?
// Blog Permanecer
 

Pense nas três palavras: lutar, fugir e amar. Que palavra descreve melhor o comportamento de Jesus, quando Ele viveu entre nós neste mundo cheio de perigo e maldade?

Esta é uma pergunta fácil para aqueles que conhecem a história de Jesus. Jesus foi, é e sempre será amor sem medo. Lutar ou fugir não combinam com Jesus porque o amor é maior e melhor.

Agora, pense em Jesus vivendo em você neste momento. Se existe em você o desejo de lutar ou fugir por causa das circunstâncias que cercam você, você entende que lutar ou fugir significa envolver Jesus no seu comportamento? É lutar ou fugir o que Ele quer? É o que você quer de verdade para Ele e você?

Será que a capacidade de amar sem medo pode ser sua opção como foi Dele? Será que a presença de Jesus em você pode vencer o seu desejo de lutar ou fugir? Sim, pode, se você vive além de somente imitar Jesus. Você precisará viver Jesus e não somente imitá-Lo.

Imitá-Lo ainda deixa nas suas mãos a opção de lutar ou fugir quando o medo chega. Viver Jesus deixa Ele viver o amor sem medo nas suas circunstâncias. Viver assim é ser uma manifestação da vida e amor Dele. Isto é mais do que imitação é encarnação.

A próxima vez que você sente o desejo de lutar ou fugir por causa das suas circunstâncias, pergunte para Jesus se Ele quer acompanhar você nestas atividades inspirados pelo medo. Ele vai responder a sua pergunta. Se quiser encarná-Lo em vez de, às vezes imitá-Lo, obedeça o que Ele responde e Ele vai expulsar o medo e transformar você numa demonstração do Seu amor sem medo.

“Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como Ele. No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.” I João 4:17-18

Carlos McCord

Até onde perdoar?


Até onde perdoar?
// Lagoinha

É comum ouvir pessoas dizerem que perdoariam alguém até certo ponto, mas que, dependendo da situação, não conseguiriam liberar perdão. Sem levar em consideração o tipo de injustiça, a Bíblia nos mostra a grande importância de perdoar o próximo.

Como está escrito nas Escrituras, Pedro queria tirar uma dúvida em relação à quantidade de vezes que deveria perdoar alguém, por isso, aproximou-se de Jesus e perguntou se seria até sete vezes. “Jesus respondeu: ‘Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete’” (Mateus 18.22).

Se devemos amar a Deus acima de todas as coisas, uma das formas de demonstrarmos isso é seguindo o que está escrito em Sua Palavra. E o que ela nos ensina é que devemos perdoar o próximo 490 vezes. É possível alguém pecar tanto assim contra o outro em um só dia? Se sim, também é preciso perdoar esse tanto.

Mas a Bíblia não especifica o tipo de pecado que deve ser perdoado. Portanto, para vivermos de maneira a agradar a Deus, devemos provar o amor que sentimos por Ele e pelos outros através do perdão. Isso significa que devemos perdoar aquele que fez uma fofoca com o nosso nome e, também, aquele que fez uma grande maldade contra nossa vida ou contra alguém que amamos. Dizer que isso é fácil seria uma heresia. Acredito que liberar perdão é uma das coisas mais difíceis de se fazer neste mundo. Mas é, também, uma das maiores provas de amor.

Por mais que, às vezes, a nossa vontade seja fazer justiça com as próprias mãos, o melhor a se fazer é perdoar a injustiça sofrida e deixar tudo nas mãos de Deus, pois a justiça dEle é perfeita e não falha.

Jesus morreu pelos pecados de toda a humanidade. “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” (João 19.30). Não liberar perdão e querer tomar a rédea da situação para tentar resolvê-la é como desconsiderar o sacrifício do Filho de Deus.

Mesmo com tanto sofrimento, Ele disse: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23.34). Se Jesus veio em carne, sofreu tanto e ainda teve misericórdia dos pecadores, por que não poderíamos fazer isso também?

Aquele que tem o Espírito Santo pode perdoar até onde Jesus perdoaria!

“O fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gálatas 5.22).

:: Dayane Cristina

Entre por suas portas


Entre por suas portas
// Lagoinha

Ao Senhor, teu Deus, temerás: a ele servirás, a ele te chegarás e, pelo seu nome, jurarás. Ele é o teu louvor e o teu Deus, que te fez estas grandes e temíveis coisas que os teus olhos têm visto (Deuteronômio 10.20-21)

Não é bom nos sentirmos irritados quando acordamos. Reclamar não nos levará à presença de Deus. O Salmos 100.4 diz que entramos em suas portas com ações de graças e em seus átrios com louvor. Sem ações de graça nem mesmo passamos pela porta! Se quisermos entrar na presença de Deus, termos de deixar de lado toda murmuração e lamentação.

Uma atitude irritada pode impedi-lo de desfrutar a presença de Deus. Toda manhã lembre-se de tudo o que você tem para agradecer a Deus e, então, comece seu dia louvando-o por tudo o que Ele tem feito em sua vida.

O pecado capital

A doutrina [cristã] tradicional alerta para um pecado contra Deus, um ato de desobediência, e não um pecado contra o próximo. E, se quisermos sustentar a doutrina da queda em qualquer sentido real, teremos de olhar para esse pecado central de forma mais profunda e mais eterna do que a da moralidade social.

Santo Agostinho se referia a esse pecado como o resultado do orgulho, processo pelo qual uma criatura (isto é, um ser essencialmente dependente, cujo princípio de existência não se encontra em si mesmo, e sim nos outros) tenta subsistir em si mesma, existir de forma totalmente autônoma. Um pecado assim não requer condições sociais complexas, nem alguma experiência prolongada, tampouco grande desenvolvimento intelectual.

Quando uma criatura se torna consciente de Deus como sendo Deus e de si mesma como um “eu”, a terrível questão de escolher colocar Deus ou o seu próprio “eu” no centro passa a existir. Esse pecado é cometido diariamente tanto por criancinhas e camponeses quanto por gente sofisticada; tanto por pessoas solitárias quanto pelas que vivem em sociedade. Estamos falando da queda na vida de cada indivíduo e em cada dia da vida de cada pessoa, do pecado básico que está por trás de todos os outros pecados.

Agora mesmo, neste momento, você e eu ou estamos cometendo este pecado, ou prestes a cometê-lo, ou nos arrependendo dele.

>> Retirado de Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato.

2015-04-07

O que Deus faz com os pecados confessados


O que Deus faz com os pecados confessados
// Lagoinha

A palavra “pecado” é abominável para algumas pessoas. Alguns acham que pecado é só um erro de conduta. Pecado é a única razão pela qual Jesus Cristo veio até nós. Ele veio por causa desta palavra chamada “pecado”. A Palavra de Deus revela que Jesus Cristo veio para nos outorgar o perdão de nossos pecados. Ao participarmos da Ceia temos a oportunidade de contemplarmos o corpo de Jesus Cristo que, na cruz, por causa dos nossos pecados, foi esmagado e seu sangue derramado. O sofrimento inimaginável de Jesus foi por nossa causa.

O ato de confessar a Deus não significa que Ele saberá dos nossos pecados apenas depois que os confessarmos, porque Deus sabe tudo. Confessar é falar a mesma coisa, e não fazer com que Deus conheça os nossos pecados. Confessar significa falarmos o que Deus fala. Confessar é nos colocarmos alinhados com a vontade plena e absoluta do Senhor.

Em 1 João, capítulo 1, verso 9 está escrito: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. O que são os pecados? Pecado é uma transgressão. Etimologicamente, a palavra pecado significa errar o alvo. Quando o flecheiro lançava a sua flecha e errava o alvo, ele pecava.

Deus nos deu um alvo para a nossa vida e este não é utópico. Quando Ele diz: “Sede santos porque eu sou santo”, quer dizer que podemos e temos que ser santos. Ser santo significa ser inteiro, completo. A palavra “santo” significa separado. Quando participamos da Ceia é como se declarássemos: “Eu sou santo, eu sou separado, eu tenho a vida de Deus em mim, a graça do Senhor é suficiente na minha vida. Eu tenho o Senhor”.

Pecado é quando quebramos toda a salvaguarda que Deus nos dá, transgredimos a lei e erramos o alvo; e quando erramos o alvo nós pecamos. Todo pecado não confessado permanece, o tempo não resolve. O tempo não purifica, o tempo não lava, o tempo não perdoa. É preciso arrependimento e confissão, um “banho” para que fiquemos limpos. Não precisamos viver com pecados não perdoados.

Como as nuvens estão constantemente se desfazendo, assim Deus faz com nossos pecados confessados. Em Isaías 44, verso 22, Deus fala assim: “Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi”.

Em Atos, capítulo 3, verso 19, lemos a mensagem que o Senhor tem para aqueles que escolhem o evangelho, diz assim: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados”.

Não existe um pecado maior do que o outro. Na lei do país existem crimes que são mais graves do que outros, mas na lei de Deus todos os pecados são da mesma gravidade. O flecheiro ao lançar sua flecha pode errar em 10 metros ou apenas em um centímetro distante do alvo, não faz diferença, ele pecou. Assim como tanto faz você roubar um real ou roubar mil reais, não há diferença.

Quando oramos e dizemos: “Senhor, eu me aproprio do teu perdão, pois a tua Palavra diz que se confessarmos os nossos pecados, o Senhor irá apagá-los. Senhor, eu tomo posse e abro o meu coração e confesso”, os nossos pecados são apagados, porque a promessa do Senhor é esta, é como se Ele cancelasse uma dívida nossa.

Quando confessamos os nossos pecados recebemos o perdão. O perdão do Senhor nos é outorgado por meio da obra de Jesus. Todo o Velho Testamento é como se fosse uma figura da obra de Jesus na cruz. A palavra final de Jesus na cruz foi “Tetelestai”, que quer dizer “está pago, está perdoado”.

Deus abençoe!

O contentamento vem de Deus

Ao homem que o agrada, Deus dá sabedoria, conhecimento e felicidade. Quanto ao pecador, Deus o encarrega de ajuntar e armazenar riquezas para entregá-las a quem o agrada. Isso também é inútil, é correr atrás do vento.
[Eclesiastes 2.26]

Sempre que uma pessoa é capaz de se sentir contente com o que tem, isso é uma dádiva de Deus. Deus dá àqueles que o agradam o contentamento sem que eles tenham que lutar por isso. Deus vê somente dois tipos de pessoas: aquelas que são fiéis e as que são pecadoras. Além das dádivas que ele dá a todas as pessoas, Deus dá sabedoria e discernimento àquele que é fiel. Mais que isso, ele dá alegria. Os fiéis são pessoas contentes com o que têm e não são atormentados pelos mesmos tipos de pensamentos e desejos que os pecadores têm. Eles cuidam da própria vida com alegria e paz.

Por outro lado, os pecadores estão sempre perturbados. Estão sempre preocupados em ajuntar e armazenar riquezas, mas nunca se satisfazem. Mesmo que tenham recebido sabedoria e habilidades, haverá tantas dificuldades misturadas a essas dádivas que eles sentirão mais como se fosse um castigo. Os pecadores não se deleitam no seu trabalho, seja a agricultura ou a construção, mesmo havendo pessoas que têm prazer em fazer essas coisas e que encontram felicidade nelas.

O que os pecadores produzem só pode ser usado da maneira correta por aqueles que têm a aprovação de Deus. Assim, aquilo que os pecadores acumulam pertence àqueles que são aprovados por Deus. O fiel sabe como usar os dons de Deus com alegria e gratidão, mesmo quando tem muito pouco.

Mas os pecadores nem mesmo usam o que têm, apesar de todas as dificuldades pelas quais passaram para acumular suas posses. No final, as pessoas fiéis realmente possuem todo o mundo, porque o apreciam com felicidade e contentamento. Os pecadores, entretanto, mesmo quando possuem muito, nada têm. A vida deles é sem sentido nesse ponto.

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato