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2015-04-07

Sacrifícios de louvor


Sacrifícios de louvor
// Lagoinha

Por isso, hoje, saberás e refletirás no teu coração que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há” (Deuteronômio 4.39)

Louvar a Deus faz com que seu dia comece da maneira certa. Comece agradecendo a Deus logo que você sair da cama pela manhã. Hebreus 13.15 (AMP), diz: “Vamos constantemente e em todos os momentos oferecer a Deus um sacrifício de louvor, o qual é o fruto dos lábios que graciosamente reconhecem, confessam e glorificam seu nome”.

Jesus disse: “Aquele que crê em mim, como dizem as Escrituras, de seu interior fluirão rios de água viva” (João 7.38). Reconheça ao Senhor e beba dessa água viva.

A bênção de ficar bom outra vez

Essa oração, feita com fé, salvará a pessoa doente. (Tg 5.15a)

Para quem se encontra gravemente enfermo e corre sério risco de morrer, nada é melhor do que a bênção da cura! Como é bom ouvir a promessa de que o Senhor o salvará e o porá de pé, que o Senhor o salvará e o aliviará, que o Senhor o salvará e o fará ficar bom. Essa foi a sensação do rei Ezequias, o 13º rei de Israel (a parte do sul), quando se viu curado de uma doença mortal, depois de ter orado ao Senhor (2Rs 20.5).

A mesma sensação de cura tomou conta de muitas outras pessoas, como os dez leprosos (Lc 17.14), a mulher por dez anos sofrendo de hemorragia (Mc 5.34) e o coxo de nascença (At 3.8). Em alguns casos, o Senhor não salva o doente da doença, mas salva o doente da morte já ocorrida, como o filho da viúva de Sarepta (1Rs 17.19-24) e o irmão de Maria e Marta (Jo 11.38-44).

A oração pedindo cura talvez seja a oração mais universalmente feita. Deus se reserva o direito de dizer sim ou não a essa oração. Se ele respondesse positivamente a todas as orações com fé feitas em favor da pessoa enferma, a igreja seria enorme, em termos de número.

Na verdade, a oração da fé não é o agente da cura, mas o seu instrumento. O agente da cura é o Senhor. A parte final do versículo 15 explica: “O Senhor lhe dará saúde e perdoará os pecados que tiver cometido”.
Sem dúvida, nessa passagem a oração que provoca a intervenção divina é a oração feita pelos presbíteros da igreja que foram chamados pela pessoa enferma. No entanto, poderia ser a oração do próprio doente, como aconteceu com o rei Ezequias (2Rs 20.2).

— É preciso contar com a graça de Deus além e acima da assistência médica!
>> Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Participando do mundo de Deus por meio da oração


Participando do mundo de Deus por meio da oração
// Lagoinha

A oração é o retrato da alma. É nossa identidade espiritual, a impressão digital do cristão. A maneira como oramos e o conteúdo de nossas orações revelam o que pensamos sobre Deus e o que pensamos sobre nós. A melhor forma de conhecer a teologia e o caráter de uma pessoa ou de uma igreja é observar sua oração. É por isso que gosto de meditar nas orações na Bíblia. Gosto também de observar a forma como oramos. As orações do apóstolo Paulo em sua Carta aos Efésios nos ajudam a perceber sua teologia e seu caráter. Meditando nelas, percebemos que existem duas formas de orar: a primeira é quando apresentamos nosso mundo a Deus. A segunda é quando participamos do mundo dele.

Na primeira forma de oração, que é mais comum entre nós, oramos por nossa família, trabalho, saúde, projetos e outras necessidades pessoais. Deus quase sempre é invocado para atender a essas necessidades e emergências. Elas constituem o centro das orações. São orações que dizem respeito mais a nós do que a Deus. Outra forma de orar é quando participamos do mundo de Deus. Oramos a partir daquilo que ele tem feito, das grandes realizações de sua graça em nosso favor. É o mundo de Deus, não o meu, que constitui o centro da oração.

É assim que Paulo ora. Ele começa agradecendo as bênçãos com que Deus nos têm abençoado nas regiões celestiais em Cristo. Ele é grato pelo fato de que Deus nos escolheu em Cristo, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis. Louva a Deus por nos ter adotado como filhos e filhas, por sua eterna bondade. Agradece pela redenção e libertação do pecado e reconhece a riqueza da graça de Jesus Cristo. É grato a Deus pela revelação de sua vontade e pela dádiva do seu Espírito, que sustenta nossa salvação.

Ele segue orando e suplicando para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo conceda à igreja espírito de sabedoria e revelação para o pleno conhecimento de Jesus Cristo. Para que Deus abra os olhos do seu povo para que compreendam a esperança da vida em Cristo, o poder da ressurreição pelo qual agora vivemos e a exaltação e glória de Cristo. Mais do que ser liberto da prisão, seu grande desejo é ver seus irmãos e irmãs tendo um conhecimento verdadeiro de Cristo e crescer em direção à sua real humanidade.

Ele coloca-se de joelhos diante do Pai e súplica para que Cristo habite nos corações do povo de Deus, transformando seu interior, para que possam, juntos, compreender a riqueza do amor de Cristo que transcende toda a compreensão humana e ser tomados de toda a plenitude de Deus. São esses os motivos de gratidão e as súplicas de Paulo. É uma oração na qual podemos perceber a teologia e também o caráter do apóstolo. Antes de apresentar seu mundo a Deus, ele busca participar do mundo de Deus. Sua preocupação não se limita às necessidades pessoais. Não são suas prisões ou reputação que têm prioridade em suas súplicas. Sua atenção não está em sua saúde ou bem-estar. O que ele revela em sua oração é a paixão pela obra de Cristo, o desejo de ver o povo de Deus crescendo em direção a Cristo.

Podemos e devemos apresentar nosso mundo a Deus por meio da oração. Interceder pela família, trabalho, saúde e outras necessidades pessoais e comunitárias é parte de nossa resposta ao chamado de Cristo. No entanto, se permanecemos apenas conosco, atrofiamos a alma. Concebemos a oração a partir do nosso mundo e não do mundo de Deus. Das nossas necessidades e não das gloriosas riquezas de Cristo. Nossa compreensão de Deus torna-se confusa e a experiência de oração, frustrante.

A oração sempre começa com Deus e não conosco. O que Deus fez por nós em Cristo precede o que ele faz por nós em nossas necessidades diárias. Participar do mundo de Deus nos ajuda a entender a forma como Deus participa do nosso mundo. Se permanecemos com aquilo que Deus fez e segue fazendo em Cristo, crescemos na medida da estatura de Cristo.

::Ricardo Barbosa de Sousa

2015-04-05

Páscoa: O Milagre da Cruz


Páscoa: O Milagre da Cruz
// Lagoinha

“A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas”.

Mas para que tivéssemos Páscoa, um sacrifício foi necessário e esse sacrifício gerou um milagre – sobre o qual faço uma pequena reflexão:

O MILAGRE DA CRUZ

Cruz, figura geométrica formada por duas linhas que se cruzam em um ângulo de 90º.

Símbolo da religião cristã, mas feia e vil quando observada como instrumento de morte.

Crucificação? Método romano de execução, reservado primariamente a escravos.

Elementos do ato: vergonha e tortura; flagelo e dor profunda.

Alguns criminosos foram atados a uma cruz; Jesus, o inocente, foi nela pregado.

Carregar sua própria ferramenta de execução, cair no caminho, afiar sua própria guilhotina não foi suficiente, faltava sofrer no madeiro.

E Ele sofreu. Os instrumentos desse momento? Cordas. Chicotes. Espinhos. Pregos. Vinagre. Tapas. Espada.

Suspiro final: “tudo está consumado”. A morte de Cristo torna-se a maior prova do amor de Deus – por mim e por você.

Naquela sexta feira Satanás impôs tortura e sofrimento em cada terminação nervosa do Filho de Deus.

E comemorou com seus anjos. O mal reinou absoluto por algumas horas.

Mas não era o fim. O mestre da morte ainda teria uma surpresa: descobriria que não conseguira destruir o Senhor da vida.

Deus pegou o melhor que tinha no céu – Seu Filho – e mostrou ao pior do inferno que ainda havia esperança para a humanidade.

No terceiro dia, a ressurreição de Cristo venceu o poder da morte e selou a aliança entre Deus e o homem.

Ele então transforma a Cruz no símbolo do milagre da vida.

A barra horizontal significa a morte. A barra vertical, a vontade de Deus.

O cruzamento dessas barras simboliza a morte do nosso “eu” para que reine a vontade soberana do Criador.

A Cruz passa a ser símbolo de esperança, de alegria e conquista.

Então, no encontro do pecador com Seu Criador, é revelado o milagre da Cruz:

Salvação e Vida Eterna Com Cristo!

Sim, no domingo de Páscoa você pode saborear um chocolate e desfrutar de um almoço em família, mas jamais esqueça o verdadeiro significado do sacrifício de Cristo! Agradeça ao Pai e comemore com alegria a salvação, graça e favor imerecidos que Ele concede por meio de Seu Filho.

Que a partir de hoje, ao contemplar uma cruz, você possa entender que o fato de ela estar vazia tem um significado de vitória – a vitória que Cristo conquistou a fim de marcar não apenas a geração dos discípulos, mas todas as gerações – perpetuamente.

::Denise Tomaz de Souza

Ofereça-se a si mesmo livremente


Ofereça-se a si mesmo livremente
// Lagoinha

Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo (2 Coríntios 2.15)

A Bíblia diz que toda manhã o povo de Deus trazia-Lhe ofertas voluntárias. Eles ofereciam vários sacrifícios, tais como animais, grãos e cereais (veja Êxodo 35). Deus quer que o ofereçamos nossa vida num dedicado serviço a Ele.

A Bíblia diz que Deus se agrada com nosso sacrifício de louvor (veja Hebreus 13.15) e que nossas orações sobem diante dEle como um sacrifício de aroma suave. Ele quer que cheguemos diante dEle toda manhã e digamos: “Senhor, aqui estou, quero ser um sacrifício vivo”.

2015-04-04

Deus o ajudará


Deus o ajudará
// Lagoinha

“O Senhor dá força [inabalável impenetrável] ao seu povo, o Senhor abençoa com paz ao seu povo” (Salmos 29.11)

Deus tem me mostrado que precisamos estar conscientes da presente provisão dEle agora, e não no futuro. No Salmos 28.7, Davi disse a respeito de Deus: “Nele sou socorrido; por isso, o meu coração exulta, e com o meu cântico o louvarei”. Ele não disse: “Serei socorrido”.

Espere no Senhor, poque a ajuda dEle o fortalecerá para que você se comporte de maneira agradável a Ele durante todo o dia, se você confiar nEle. Mesmo enquanto aguarda até que Deus manifeste seu plano, seu coração pode se alegrar muito na presença dEle. Diga a alguém algo de bom que Deus tem feito por você e, então, veja Deus mover-se em meio ao seu louvor.

Desejos fracos


Se você perguntasse a vinte pessoas de boa índole qual elas consideram ser a maior das virtudes, dezenove diriam ser o desprendimento.

Porém, se perguntasse a qualquer um dos grandes cristãos da antiguidade, a resposta seria o amor.

Viu só o que aconteceu? Um termo negativo substituiu um positivo e isso é mais do que filologicamente importante. A ideia negativa de desprendimento carrega em si não a sugestão básica de se reservar as coisas boas da vida para os outros, mas sim de abdicar delas como se a nossa abstinência e, não a alegria dos outros, fosse o ponto importante.

Não acredito que essa seja a verdadeira virtude cristã do amor. O Novo Testamento tem muito a dizer sobre autonegação, mas não sobre a autonegação como um fim em si mesma. Ele diz que devemos negar a nós mesmos e tomar a nossa cruz, para que possamos seguir a Cristo. E praticamente toda a descrição do que acabaremos encontrando se agirmos assim contém um apelo ao desejo.

Se a noção existente na maioria das mentes modernas de que desejar nosso próprio bem e sinceramente esperar encontrar contentamento nele é errada, presumo que essa noção veio de Kant e dos estoicos, e não faz parte da fé cristã. De fato, se considerarmos as inapagáveis promessas de recompensa e a admirável natureza das recompensas prometidas nos Evangelhos, poderíamos até achar que o nosso Senhor não considera nossos desejos muito fortes, e sim fracos demais.

Somos criaturas de coração partido, tentando nos divertir com drinques, sexo e ambições enquanto nos é oferecida uma alegria infinita; somos como uma criança ignorante, desejosa de continuar a fazer bolos de barro na favela, porque não consegue imaginar o significado do convite para umas férias na praia. Nos contentamos fácil demais.

>> Retirado de Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato