Páginas

2015-02-18

Precisamos de um guia


Precisamos de um guia
// Lagoinha

Este Deus é o nosso Deus para todo o sempre; ele será o nosso guia até o fim. (Salmos 48:14)

Fico entusiasmada por saber que Deus é o nosso guia todos os dias de nossas vidas. Que maravilhoso é saber que temos alguém para nos guiar e garantir que avancemos de um lugar na vida para o próximo.

Algumas vezes, quando Dave e eu viajamos, contratamos um guia para nos mostrar os lugares melhores e mais importantes para se ver. Certa vez, decidimos explorar determinado lugar sozinhos; assim, pensamos, poderíamos fazer o que quiséssemos, quando quiséssemos. Entretanto, logo descobrimos que a nossa viagem independente quase foi desperdiçada. Passamos grande parte do tempo de cada dia perdidos e depois tentando encontrar o caminho outra vez. Aprendemos com os nossos erros e agora sabemos que o melhor uso do nosso tempo é seguir um guia em vez de ficar perambulando sem destino para encontrar os lugares por nós mesmos.

Creio que este exemplo de nossas viagens tem a ver com a maneira como a maioria das pessoas vive. Queremos traçar a nossa própria rota, ser os nossos próprios guias e fazer o que der vontade quando for conveniente. Mas acabamos nos perdendo pelo caminho e desperdiçando o nosso tempo. Deus prometeu no versículo de hoje nos guiar durante a nossa vida. Ele faz isso através do Espírito Santo, que falará conosco e nos dirá onde ir e o que fazer se simplesmente lhe pedirmos para nos guiar.

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: em todos os momentos da sua vida, até a morte, onde quer que você esteja, Deus está lá!

2015-02-17

A verdadeira alegria


A verdadeira alegria
// Lagoinha

A palavra “Carnaval” significa festa da carne, festa profana de humor desabrido e licencioso, em que pessoas buscam uma alegria efêmera, passageira, mas que pode levar a consequências terríveis. E o que é a alegria? É uma das características que Deus nos deu para termos uma vida plena. Muitas vezes as pessoas acham que alegria é rir à toa. Querido (a), quem ri à toa é tolo, alegria é outra coisa. Nas Escrituras a palavra alegria é um dos frutos do Espírito, essa é a verdadeira alegria, que nunca nos esqueçamos disso. Em Gálatas, capítulo 5, encontramos uma relação das chamadas obras da carne e o fruto do Espírito. E na descrição do fruto do Espírito, no verso 22, de Gálatas 5 está escrito: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria [...]”. E essa alegria, fruto do Espírito, é a nossa força. Diferente daquela baseada naquilo que fazemos ou recebemos, a alegria que as pessoas podem experimentar, por exemplo, no Carnaval. Essa não é a verdadeira alegria a que Deus se refere.

Há uma alegria que é fruto do próprio Deus, fruto do Espírito Dele na nossa vida. E a palavra diz: “O fruto do espírito é [...]”. Não são vários frutos. Explicando “a grosso modo” é como se fosse uma mexerica a qual é formada por muitos gomos ou uma laranja com muitos gomos, mas cada gomo não é um fruto, o conjunto de todos os gomos formam o fruto, é um fruto só. A Palavra não diz os FRUTOS do Espírito, mas sim o FRUTO do Espírito. É um fruto, entretanto, os sabores são distintos. E esses sabores você tem ao viver o fruto do Espírito. Está escrito: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” O fruto do Espírito tem este sabor, que é alegria.

A prática da alegria é a arte de oferecer resistência à tristeza, por meio do contentamento proporcionado pela presença de Deus na vida daquele que o busca. Essa é a verdadeira alegria. Há a alegria do Carnaval, uma alegria da carne; porém, desaparece assim que acaba essa festa; e então as consequências malignas chegam, trazendo uma tristeza constante.

Em Efésios, capítulo 4, versículo 30, a Palavra diz: “E não entristeçais o Espírito de Deus […]”.

E como entristecemos o Espírito Santo? Muitas vezes as pessoas pensam que é apenas com pecados terríveis, mas é quando deixamos de manifestar a alegria como fruto do Espírito. A vontade de Deus não é que sejamos tristes. “Não entristeçais…” é um mandamento do Senhor com a mesma importância dos dez mandamentos.

No Salmo 51, quando Davi rasga o coração entristecido diante de Deus, por causa do pecado que havia cometido com Bate-Seba, ele faz um pedido a Deus. No verso 8 está escrito assim: “Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que exultem os ossos que esmagaste.” Amado(a), uma característica do cristão é a alegria, e muitas vezes quando uma pessoa está longe dos caminhos do Senhor, uma das lembranças que têm do Evangelho é exatamente essa alegria, que emana da vida do crente.

Elas têm saudade da verdadeira alegria que só encontramos no Senhor, e elas perderam. Pois, somente aquele que já experimentou o que é a alegria do Espírito pode ter esse tipo de saudade. Por isso, no Salmo 51, verso 12, o que Davi clamou, pediu, chorou, buscou, o grito dele foi: “Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário.” Quando temos a alegria da salvação é o cume, não existe nada maior, nada superior a isso. Ou seja, a alegria da salvação é que nos faz perseverar na fé, é a nossa segurança em Cristo Jesus. Por isso, cada dia que estamos com o Senhor, com a Palavra, com a oração, com a comunhão, mais vamos conhecer aquilo que Jesus Cristo conquistou para nós na cruz. Que possamos proclamar “eu quero viver assim, eu quero a alegria da salvação”.

Deus abençoe!

2015-02-16

Em tempos difíceis, união!


Em tempos difíceis, união!
// Lagoinha

unidade 2

Foto: internet

Certa vez, em meio às minhas muitas leituras, me chamou atenção um relato que dizia que na Inglaterra, durante a Segunda Guerra Mundial, o povo britânico trabalhava nas ruas, reconstruindo e reparando os estragos das bombas alemãs. Apesar de sofrerem perdas de parentes e amigos e terem menos bens e comida, reuniam-se mais vezes também dentro de suas casas, dividindo refeições com mais comunhão. O espírito comunitário proporcionou uma vida com bons momentos de companheirismo e alegria àquelas pessoas.

A Bíblia nos fala sobre o dia mau. "Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis" (Efésios 6.13). Os dias são inconstantes, nunca terminam da mesma maneira que começaram. Há dias bons e dias ruins, dias comuns, neutros, dias que acordamos desanimados, sem muita perspectiva, dias de tempestades, chuvosos ou não, atribulados, em que o coração parece que vai pular pela boca.

Nessas horas não sabemos o que fazer, e, às vezes, o desespero pode tomar conta do nosso coração. Como resistir às emoções, ao sentimento de abandono, de que tudo está perdido, a sensação de quê não há uma saída? Buscando a Deus! O Senhor nos chama a clamá-lo, a buscar por Ele em todo tempo, a mantermos os nossos olhos fixos Nele, pois as tempestades da vida vêm e vão e são necessárias para o nosso crescimento; as sementes brotam depois das tempestades, novos talentos surgem depois de uma dificuldade, a capacidade que Deus deu ao homem de superar o dia mau, gera novos frutos, relacionamentos sadios. Se mantivermos os olhos fixos no Senhor e não nos problemas.

Vivemos dias de estresse, o individualismo é cada vez mais propagado pelas pessoas que acreditam que não precisam de ninguém, que podem ter tudo sozinhas. Relacionamentos são apenas virtuais, falta o olho no olho, paciência para ouvir o outro, falta compaixão, não há comunhão, o ativismo, dia após dia rouba vidas, fazendo com que o tempo se abrevie ainda mais. São dias maus.

Mas ainda há tempo, podemos experimentar a verdadeira comunhão uns com outros, não precisamos de uma guerra real, de destruição em massa para que possamos enxergar isso, pois Deus é tão maravilhoso e longânimo, que nos dá a cada dia uma nova oportunidade e nos capacita a ver a realidade pela ótica Dele e não nossa. É nos tempos difíceis que nascem as melhores ideias, a capacidade de inovação, que nos unimos para reconstruir o que foi destruído, para estender a mão ao que está mais necessitado, os dias são maus, mas há esperança de que o amanhã será melhor do que o hoje. Novos projetos nascem do coração em tempos de crise. Já ouviu dizer que duas ou mais cabeças pensam melhor que uma? Juntos somos mais fortes. Pessoas são mais importantes do que coisas. Deus é um Deus relacional, desde o princípio, Ele fez o homem, constituiu a família com o propósito de nos relacionarmos com Ele e com o nosso próximo. Jesus veio ao mundo, morreu na cruz para que pudéssemos nos relacionar diretamente com o Pai.

As tempestades podem vir, os problemas chegam, mas contrariando todas as circunstâncias e modismos de um mundo individualista, que possamos continuar firmes na esperança que vem do Senhor, em comunhão uns com outros, como Ele nos ensinou. Em tempos difíceis e sempre, clame, proclame, viva a união! Ele mesmo disse: "Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz. No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo" (João 16.33).

 ::Nicibel Silva





Falando e ouvindo


Falando e ouvindo
// Lagoinha

"Atenta para o meu grito de socorro, meu Rei e meu Deus, pois é a ti que imploro" (Salmos 5.2)

A oração é muito simples; não é nada mais do que falar com Deus e ouvir o que Ele tem a dizer. Deus quer ensinar cada um de nós a orar e a ouvir a Sua voz de uma forma pessoal. Ele nos quer exatamente como estamos e nos ajudar a descobrir o nosso próprio ritmo exclusivo de oração e a descobrir um estilo de oração que maximize o nosso relacionamento pessoal com Ele. Ele quer que a oração seja uma maneira fácil e natural de comunicação com Ele, que transmita vida enquanto abrimos nosso coração para Ele e permitimos que Ele abra o Seu coração para nós.

Deus é criativo demais para ensinar todas as pessoas da Terra a interagirem com Ele por meio da oração exatamente da mesma maneira. Ele é aquele que criou todos nós de forma diferente e que tem prazer nas nossas diferenças. Todos nós estamos em fases diferentes da nossa caminhada com Ele, estamos em diferentes níveis de maturidade espiritual e temos diferentes tipos de experiências com Deus. À medida que crescemos na nossa capacidade de falar com Deus e de ouvir a Sua voz, precisamos dizer continuamente a Deus: "Ensine-me a orar; ensine-me a falar com o Senhor e a ouvi-lo da maneira que é melhor para mim. Ensina-me a ouvir a Sua voz em um nível pessoal. Deus, dependo do Senhor para me tornar eficaz na oração e para tornar o meu relacionamento com o Senhor por meio da oração o aspecto mais rico e mais gratificante da minha vida".

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: Você é a criação exclusiva de Deus. Celebre isso em sua vida e na sua oração.





Métodos de treinamento de Deus

Então disse José a seus irmãos: "Eu sou José! Meu pai ainda está vivo?" Mas os seus irmãos ficaram tão pasmados diante dele que não conseguiam responder-lhe. [Gênesis 45.3]

O clímax emocional da história de José foi essa revelação súbita aos seus irmãos. Eles haviam pensado que José era um tirano horrível e aterrorizante, pois ele os havia tratado como estranhos e os deixou morrendo de medo. Apesar de ele ter dado muitos indícios, eles não podiam imaginar que houvesse qualquer bondade oculta sob a sua aparência hostil. Mas, depois, ele se revelou diretamente. Sem usar intérprete, ele disse: "Eu sou José!".

Essa história é um exemplo bonito de como Deus trata o seu povo fiel. Algumas vezes ele nos pune e age como se não fosse nosso Deus e Pai. Algumas vezes ele até parece ser um tirano ou um juiz severo, que quer nos torturar ou até mesmo nos destruir. Mas, no tempo certo – quando ele estiver pronto –, nos dirá: "Eu sou o Senhor, seu Deus. Até agora eu o tratei como se eu quisesse rejeitá-lo ou mandá-lo para o inferno, mas é apenas um exercício que utilizo para treinar o meu povo. Eu nunca teria treinado você dessa forma se não o amasse do fundo do meu coração".

Nessa história bíblica, Deus nos mostra os métodos de treinamento que ele usa com o seu povo. Isso deve nos confortar. Devemos nos acostumar com o modo como Deus nos prova e nos instrui. Também devemos nos humilhar, para que o mal horrível, chamado pecado original, possa ser contido. Deus não quer nos condenar nem nos rejeitar, mesmo quando nosso sofrimento e punição quase nos destroem e nos matam. Ao contrário, ele deseja nos livrar do pecado que está grudado em nós. Somente então entenderemos o que significa quando Deus diz: "O Senhor mata e preserva a vida; ele faz descer à sepultura e dela resgata" (1Sm 2.6).

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.





2015-02-15

Nada mais satisfaz


Nada mais satisfaz
// Lagoinha

"A minha alma suspira por ti durante a noite; e logo cedo o meu espírito por ti anseia, pois, quando se veem na terra as tuas ordenanças, os habitantes do mundo aprendem justiça" (Isaías 26.9)

O mundo nos dá a facilidade de enchermos nossos ouvidos com todo tipo de coisas que abafam a voz de Deus e empurrá-lo para longe, colocando-o em segundo plano nas nossas vidas. Entretanto, chega um dia para todas as pessoas em que resta somente Deus. Tudo o mais na vida com o tempo acaba; quando isso acontece, Deus ainda estará lá.

A Bíblia ensina que o que se conhece a respeito de Deus está evidente a todos porque Ele se fez conhecido na consciência da humanidade (ver Romanos 1.19-21). Quando as pessoas não querem servir a Deus com suas vidas, quando querem seguir o seu próprio caminho, encontram maneiras de se esconder e ignorar este conhecimento instintivo do seu Criador, que quer falar com elas e guiá-las no caminho em que devem andar.

A verdade é que, quer as pessoas tentem se esconder de Deus ou não, nada pode satisfazer o nosso anseio por Deus, exceto a comunhão com Ele. Mesmo quando as pessoas tentam ignorá-lo, no fundo do coração adorariam ouvir a Sua voz.

Eu o encorajo a satisfazer o seu anseio por Deus passando tempo com Ele, sentando-se na Sua presença e ouvindo a Sua voz.

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: Viva a sua vida de tal maneira que você não tenha medo ou pavor de comparecer diante de Deus quando a sua vida na Terra terminar.





2015-02-14

Amor e ódio de mãos dadas


Amor e ódio de mãos dadas
// Lagoinha

Foto: Internet

Foto: Internet

Amor e ódio são sentimentos antagônicos e irreconciliáveis. Estão sempre em oposição. Não podem caminhar juntos. Abraçar um é repudiar o outro. Porém, num certo aspecto, amor e ódio precisam dar as mãos. Escrevendo sua carta aos romanos, o apóstolo Paulo afirma: "O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem" (Rm 12.9). Aqui, amor e ódio não se excluem mutuamente; completam-se. Não são opositores, mas parceiros!

O amor deve ser o vetor que guia os nossos passos e inspira as nossas motivações. Sem amor, nossa voz é um barulho confuso e nossas obras são pura vaidade. Sem amor, nossas motivações são adoecidas pelo egoísmo e nossas ações são desprovidas de bondade. O amor, entretanto, precisa ser verdadeiro e não hipócrita. O que é um amor hipócrita? É aquele que se apresenta com belos discursos, mas se afasta covardemente na hora da necessidade. O amor sincero, por sua vez, é aquele cujas obras da misericórdia são os avalistas das palavras de bondade. É neste contexto que o apóstolo Paulo diz que o amor e o ódio precisam dar as mãos. Quem ama, detesta o mal e apega-se ao bem. Quem ama, não pode ser conivente com o mal nem parceiro dele. Quem ama precisa ter pulso firme para combater o mal em todo o tempo, em todo lugar e de todas as formas. O amor que se corrompe e se mancomuna com o mal é um simulacro do amor verdadeiro, uma paixão carnal que deve ser repudiada com veemência.

Mas, não basta ao amor detestar o mal. Esse é apenas um lado da moeda. É o lado negativo. Precisamos ir além. Precisamos dar mais um passo. Precisamos apegar-nos ao bem. Apegar-se ao bem, entrementes, não é defendê-lo e praticá-lo apenas ocasionalmente, mas, sobretudo, ter uma atitude firme, perseverante e consistente na defesa e na promoção do bem em todo o tempo, em todos os lugares, sob todas as circunstâncias. O pecado da omissão é mui grave aos olhos de Deus. Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz peca contra Deus, contra o próximo e contra si mesmo. Repudiar o mal sem promover o bem, condenar o erro sem praticar a justiça, refrear as mãos do erro sem estendê-las à prática das boas obras não são expressões saudáveis da fé cristã. Na mesma medida e com a mesma intensidade com que rechaçamos o mal, devemos praticar o bem. Com a mesma veemência que repudiamos o pecado, devemos buscar a santidade. Só assim, seremos o sal da terra que coíbe a corrupção da sociedade e a luz do mundo que aponta o caminho aos errantes.

Na vida do cristão, amor e ódio habitam debaixo do mesmo teto, comem na mesma mesa e se hospedam no mesmo coração: o amor ao bem e o ódio ao mal!

::Hernandes Dias Lopes