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2015-01-01

Dedique tempo para conhecer as pessoas


Dedique tempo para conhecer as pessoas
// Lagoinha

"Não Julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos" (João 7.24)

O versículo de hoje é uma palavra muito clara e específica de Deus para nós. Ele nos diz para não julgarmos as pessoas superficialmente ou pela aparência.

Durante anos eu fui o tipo de pessoa que fazia julgamentos precipitados. Deus tratou seriamente comigo sobre isso diversas vezes e, por fim, percebi o perigo de julgar apressada e superficialmente.

Antes de julgarmos as pessoas precisamos empregar um tempo para conhecer quem elas realmente são. De outra forma (1) podemos aprovar alguém porque ele parece ser algo, quando na verdade não é; ou (2) podemos reprovar alguém por causa de alguma aparência ou ação exterior, quando essa pessoa é, na verdade, uma pessoa maravilhosa por dentro.

Todos nós temos as nossas pequenas peculiaridades, as nossas pequenas esquisitices, comportamentos e maneiras que não são facilmente entendidos pelos outros. O próprio Deus não julga pela aparência e precisamos seguir o Seu exemplo.

Davi nunca teria sido escolhido para ser rei de Israel se o povo o tivesse julgado superficialmente. Até a sua própria família o desconsiderava. Mas Deus viu o coração de Davi, o coração de um pastor. Deus viu um adorador, alguém que tinha o coração voltado para Ele, alguém que era maleável e moldável em Suas mãos. Essas são qualidades que Deus valoriza, mas elas não são sempre óbvias ao primeiro olhar.

Eu o encorajo a buscar a Deus e deixar que o Espírito Santo fale com você sobre as pessoas. Ele conhece o coração delas, e lhe dirá se você deve tomar cuidado ou buscar um relacionamento com elas. Confie nele e não no seu próprio julgamento, para dirigi-lo, conforme você conhece pessoas e desenvolve relacionamentos.

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: Tenha a mesma atitude para com os outros como você gostaria que tivessem com você.






O manifesto de Nazaré

O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. [Lucas 4.18]

Mateus e Marcos situam a visita de Jesus à sinagoga de Nazaré mais adiante em seu ministério. Lucas, no entanto, a coloca deliberadamente bem no início de seu ministério, porque ele a vê como um prenúncio profético da mensagem de Jesus e de sua rejeição por parte de seu próprio povo.

Jesus leu os dois primeiros versículos de Isaías 61 e imediatamente afirmou que Isaías estava se referindo a ele. "Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir" (Lc 4.21). Ele era o Messias, o ungido, que havia sido designado para trazer libertação a quatro categorias de pessoas — aos pobres, aos cativos, aos cegos e aos oprimidos.

A questão crucial é se a condição desses grupos é espiritual ou sociopolítica. Há respostas diferentes. Alguns espiritualizam o evangelho, como se ele oferecesse somente salvação do pecado. Outros politizam o evangelho, como se ele oferecesse somente libertação da opressão. Nenhuma dessas posições, no entanto, é satisfatória, pois nenhuma das duas faz justiça ao texto. Os que o espiritualizam se esquecem de que Jesus teve comunhão com os pobres, ao passo que os que o politizam se esquecem de que a palavra grega para liberdade (v. 18) pode também significar "perdão".

A única maneira de resolver esse dilema é dizer que ambos estão corretos, uma vez que Jesus ensinou ambas as coisas. Os pobres no Antigo Testamento eram pessoas humildes, que clamavam a Deus por misericórdia, e pessoas oprimidas, que necessitavam ser libertas. Além disso, "o evangelho vem como boas novas para ambos. Os espiritualmente pobres, que… se humilham diante de Deus, recebem pela fé o dom gratuito da salvação… Os materialmente pobres e sem forças encontram, além da nova dignidade como filhos de Deus, o amor de irmãos e irmãs, que lutarão para a sua libertação de tudo que os rebaixa e oprime".1

O que é verdadeiro acerca dos pobres (tanto material quanto espiritualmente) é também verdadeiro sobre os cativos, os cegos e os oprimidos. O evangelho é boa nova para eles também em ambos os sentidos.

Para saber mais: Lucas 4.14-21
>> Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


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O manifesto de Nazaré
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Testemunho de Zev Porat, um judeu crente em Jesus (Última parte)


Testemunho de Zev Porat, um judeu crente em Jesus (Última parte)
// LPC Comunicações

De tempos em tempos, eu ia falar com a minha mãe e desejar-lhe "Shalom Shabbat", no início da noite de sexta. Eu era o seu primogênito, e ela aguardava me passar para lhe desejar um bom descanso sabático. Então, numa noite de sexta liguei para ela e disse: "Mãe, Shabat Shalom!" Ela disse: " Onde você está, pois não me liga há algumas semanas!"

Eu tive que dizer a ela : "Mãe, nós estamos vivendo na praia ; não temos um lar mais. "

Minha mãe me disse: "Isto é o que você merece! Eu lhe disse para não acreditar em Yeshu! Isso é castigo de Deus ! Eu te avisei sobre isso, e agora você perdeu tudo. Você perdeu seus amigos, você perdeu seu emprego, você perdeu sua casa, você perdeu tudo ! "

Eu disse : "Mãe, Deus vai me abençoar. Deus tem uma bênção para mim. "

A resposta de minha mãe: "Louco ! Isto é uma bênção ? " E desligou na minha cara.

Um dia depois, às 11 horas, estava sentado em nossa barraca quando entraram sete judeus ultraortodoxos – a maioria da famosa organização antimessiânica Yad L' Achim, juntamente com dois outros funcionários políticos rabínicos, que eu reconheci da televisão. Eu sabia que minha mãe os tinha enviado. Eles vieram até mim e disseram:

"Zev , não estamos aqui para brigar com você. Viemos falar com você. Você cometeu um erro, Zev. Você foi preparado para ser um rabino. Nós te perdoamos. Vem com a gente. Vamos colocá-lo de volta em uma yeshiva (escola rabínica), vamos arrumar um lugar decente para você viver". Um deles tirou um cheque, equivalente a US$ 25 mil e disse para mim e para minha mulher: Peguem e comam com a gente!"

Já estávamos vivendo na praia ha quase três meses. Eu me virei para eles e disse: "Muito obrigado e que Deus abençoe a você, mas eu nunca vou negar o Senhor Jesus!"

Aí, eles cuspiram em mim, viraram-se e amaldiçoaram a Jesus Cristo.

No dia seguinte, peguei um ônibus para Jerusalém e fui para o Jardim da Tumba. Fiquei lá orando e chorando, orando e chorando. Normalmente, eu tenho a minha Bíblia hebraica comigo, mas desta vez eu estava com a Bíblia em inglês, que Todd tinha me enviado da Califórnia – uma Bíblia de estudo. Nada indicava que eu era um judeu messiânico. Foi quando um australiano se aproximou de mim e perguntou: "Você é judeu messiânico?"

"Eu sou. Sim, sou."

Ele disse: "O Espírito Santo me disse para vir e falar e orar com você."

Eu disse a ele por que estava com o olho roxo e qual era minha situação. Compartilhei tudo e começamos a chorar.

Ele olhou para mim e disse: "O Senhor Jesus vai te abençoar!"

Trocamos endereços de email e números de telefone. Apertei sua mão e ele saiu.

Três dias depois, recebi um telefonema de uma companhia de seguros. Eles disseram que estavam tentando me localizar há algum tempo.

"Nós temos um cheque de 35 mil shekels (cerca de US$ 10 mil) que pertence a você. Naquele mesmo dia, Lin e eu encontramos um apartamento para alugar. No dia seguinte recebemos um telefonema da família onde minha esposa estava trabalhando, fazendo banquetes. Seu pai havia deixado para ela US$ 12 mil. Incrível! Como ainda não tinha uma igreja, dei meu dízimo para o Jardim da Tumba no ministério Jerusalém.

No dia seguinte, outro telefonema. A pessoa disse: "Senhor Porat você esteve aqui à procura de um emprego (Já se haviam passado 11 meses). Ainda está procurando um emprego?"

"Sim", disse.

Fui trabalhar para o Exército, no Ministério da Defesa. Foi um trabalho muito bom na área de administração. Em poucos dias, Deus nos deu condições financeiras, um lugar para viver e um bom trabalho: bênção após bênção!

E então, uma semana depois que o homem tinha orado comigo no Jardim da Tumba, recebi um telefonema de alguém que nos convidava a ir numa Congregação Messiânica. Naquela igreja foi que tive ensinamentos e recebi um chamado para compartilhar Yeshua em todos os lugares. Eu amo evangelismo de rua, passar o tempo com meus amigos dando o testemunho de Jesus.

Eu visitava sobreviventes do Holocausto, e os abençoava com alimentos. Discipulava novos crentes, levando-os a igrejas. Eu orava pelos doentes nos hospitais e eu me encontrava com membros da organização ultraortodoxa judia Yad L' Achim, homens dedicados a combater os crentes judeus de Israel.

Posso garantir que eu e Lin encontramos em Jesus Cristo a pérola de grande preço, citada em Mateus 13. 45-46.

Adaptação e edição: Milton Alves


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Jesus é o princípio e o fim

Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. [Apocalipse 22.13]

A história de Jesus não tem começo nem fim. Começa e termina na eternidade. Termina onde começa e começa onde termina. Não há outra história igual à dele.

Quem nos diz isso é João, no prólogo do seu Evangelho: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (Jo 1.1). Ele já existia no princípio mais remoto: "Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez" (Jo 1.2).

Jesus é o único cuja história não começa no dia do nascimento, nem no dia da concepção. E não termina no dia da morte, do sepultamento ou da cremação.
As primeiras palavras da Primeira Epístola de João reforçam a eternidade de Jesus: "O que era desde o princípio, nós o ouvimos, nós o vimos com os nossos próprios olhos, nós o contemplamos e com as nossas mãos apalpamos o Verbo da Vida" (1Jo 1.1, HR).

— Devo colocar o rosto em terra diante daquele que não tem princípio nem fim.
>> Retirado de Refeições Diárias com Jesus. Editora Ultimato.


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Jesus é o princípio e o fim
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O Dom de línguas


O Dom de línguas
// Lagoinha

"Pelo Espírito, a um é dada… variedades de línguas…" (1 Coríntios 12.8-10)

Os crentes de alguns segmentos do Corpo de Cristo talvez sejam mais conhecidos por atuarem nos dons do Espírito do que os de outros segmentos espirituais. Alguns grupos na igreja ensinam o batismo e os dons do Espírito, regularmente, e veem a operação dos dons frequentemente, ao passo que outros não os ensinam ou sequer creem que estão disponíveis para os cristãos atualmente. Contudo, estes dons são claramente parte das Escrituras e devem ser estudados e buscados por todos os crentes em Jesus Cristo.

Falar em línguas é falar um idioma espiritual, um idioma que Deus entende, mas aquele que fala e os outros talvez não entendam. É útil para a oração em particular e para a comunhão com Deus e é benéfico em ambientes coletivos, mas deve ser acompanhado pelo dom espiritual de interpretação de línguas (ver 1 Coríntios 14.2,27-28)

Ignorar os dons do Espírito pode fechar a porta para os excessos e abusos dos dons que realmente às vezes ocorrem, mas também fecha a porta para inúmeras bênçãos que as pessoas necessitam desesperadamente em suas vidas.

Tenho que dizer, como Paulo disse em 1 Coríntios 14.18, que me sinto feliz por falar em línguas e agradeço a Deus por esse dom. Falo muito em línguas porque isso me fortalece espiritualmente, aumenta a minha intimidade com Deus e me capacita a ouvir a Sua voz mais claramente.

Está claro que Paulo falava em línguas. Os 120 discípulos que foram cheios do Espírito Santo no Dia de Pentecoste falaram todos em outras línguas. Outros crentes que receberam o batismo com o Espírito Santo como registrado no livro de Atos falaram em línguas. Por que eu e você não deveríamos atuar neste dom do Espírito?

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: Esteja aberto aos dons do Espírito Santo e nunca tenha a mente fechada para aprender coisas novas.






Testemunho de Zev Porat, um judeu crente em Jesus (Parte 7)


Testemunho de Zev Porat, um judeu crente em Jesus (Parte 7)
// LPC Comunicações

Agora eu tinha um problema diferente. Comecei a procurar um novo emprego na área que eu tinha experiência, a de gestão. Mas eu não tinha ninguém para me recomendar. Os amigos que eu tinha antes de me converter a Jesus se afastaram de mim quando eu ia aos bares com eles. Outros me deixaram por causa da minha fé em Yeshua.

Eu fui de um lugar para outro e apresentei meu currículo. Escrevi que trabalhei como gerente em outro lugar por quatorze anos e meio e fui demitido por minha fé em Yeshua. Acrescentei que eu aceitaria trabalhar de graça de seis ou sete dias para mostrar o meu trabalho. Se eu não for bom o suficiente, não me contratem, e não me paguem. As pessoas me diziam: "Não tem problema. Nós não nos importamos no que você acredita. Vamos chamá-lo. Ninguém nunca ligou.

Cinco, dez, onze meses se passaram. Um dia li na Escritura: "Se um homem não trabalha, não come. Entendi o que Deus estava me dizendo: "Se você não pode encontrar o trabalho que você quer, se você não consegue encontrar um trabalho na área de gestão, aceite qualquer emprego, pois o trabalho é uma bênção."

Eu encontrei um trabalho onde ninguém se importava no que eu acreditava: numa empresa de lavagem de louça. No meu antigo trabalho o salário era bom e Lin estava trabalhando como chef também. Tínhamos comprado um apartamento e estávamos pagando e levando um estilo de vida bastante elevado. Mas agora, fora do trabalho por 11 meses, sem seguro-desemprego, tínhamos usado todas as nossas economias e nos encontramos incapazes de manter o apartamento.

Com a dívida que tínhamos, o trabalho de Lin e meu trabalho de lavagem não foram o suficientes para até mesmo alugar um apartamento pequeno em Tel Aviv. Saí e comprei um carro velho, colocamos tudo o que podíamos dentro e nos dirigimos para a praia. Montamos uma barraca na praia, e como nos meus dias no exército, cada um de nós montava guarda por três horas – enquanto o outro dormia – guardando nossos pertences durante a noite.

Não era muito seguro por causa das prostitutas, drogados e bêbados andando. Tomamos banho frio na praia à noite. Uma noite Lin virou-se para mim e disse: "Você sabe, nós acreditamos em Yeshua. A Bíblia diz que Deus vai cuidar de nós? A Bíblia diz que somos abençoados?"

Eu pensei sobre isso um pouco e disse: "Sabe, Deus tem uma bênção para nós; Deus tem um plano para nós. Deus não é aquele que nos colocou aqui na praia. Deus não é o autor do mal, mas Deus permitiu isso. Seremos abençoados."

Um dia, eu senti o Senhor me dizendo: Eu lhe disse para pregar o Evangelho a tempo e fora de tempo. Então, depois de minhas horas de lavar louça, eu saia pela praia para compartilhar as Boas Novas da salvação com as pessoas. Uma noite, estava compartilhando com um homem religioso, e de repente ele me deu um soco no olho. Como ele era um homem mais velho, as pessoas que viram pensaram que eu o tinha agredido.

A polícia veio e me algemou e de nada adiantaram minhas explicações de que eu é que estava com o olho roxo. Eu disse ao policial que estava compartilhando a Bíblia com esse cara aqui e ele me bateu. A polícia perguntou ao homem: " Você bateu neste homem?" Ele respondeu: "Sim! Ele é um goy ( gentio )! Tire-o daqui! Ele é um traidor!" O policial se virou para mim e perguntou onde eu morava. Eu disse: "Bem aqui na praia."

Ele disse: "OK, por que você não vai comigo para a delegacia agora. Esse cara acabou de admitir a agressão a você. Preencha os formulários e talvez você possa processar esse cara. Você mora na rua e talvez você possa ganhar algum dinheiro com isso." Virei-me para o policial e disse: "Deus abençoe este homem. Eu não quero fazer qualquer acusação contra ele."

O policial olhou para mim e disse: "Você está louco!" E foi embora.

Aqui estou eu, um judeu messiânico, que vive na praia com a esposa, trabalho como lavador de pratos – agora, com um olho roxo – e ainda à procura de um emprego.

Adaptação e edição: Milton Alves





Testemunho de Zev Porat, um judeu crente em Jesus (Parte 7)


Testemunho de Zev Porat, um judeu crente em Jesus (Parte 7)
// LPC Comunicações

Agora eu tinha um problema diferente. Comecei a procurar um novo emprego na área que eu tinha experiência, a de gestão. Mas eu não tinha ninguém para me recomendar. Os amigos que eu tinha antes de me converter a Jesus se afastaram de mim quando eu ir aos bares com eles. Outros me deixaram por causa da minha fé em Yeshua.

Eu fui de um lugar para outro e apresentei meu currículo. Escrevi que trabalhei como gerente em outro lugar por anos quatorze anos e meio e fui demitido por minha fé em Yeshua. Acrescentei que eu aceitaria trabalhar de graça de seis ou sete dias para mostrar o meu trabalho. Se eu não for bom o suficiente, não me contratem, e não me paguem. As pessoas me diziam: "Não tem problema. Nós não nos importamos no que você acredita. Vamos chamá-lo. Ninguém nunca ligou.

Cinco, dez, onze meses se passaram. Um dia li na Escritura: "Se um homem não trabalha, não come. Entendi o que Deus estava me dizendo: "Se você não pode encontrar o trabalho que você quer isso, se você não consegue encontrar um trabalho na área de gestão, aceite qualquer emprego, pois o trabalho é uma bênção."

Eu encontrei um trabalho onde ninguém se importava no que eu acreditava: numa empresa de lavagem de louça. No meu antigo trabalho o salário era bom e Lin estava trabalhando como chef também. Tínhamos comprado um apartamento e estávamos pagando e levando um estilo de vida bastante elevado. Mas agora, fora do trabalho por 11 meses, sem seguro-desemprego, tínhamos usado todas as nossas economias e nos encontramos incapazes de manter o apartamento.

Com a dívida que tínhamos, o trabalho de Lin e meu trabalho de lavagem não foram o suficientes para até mesmo alugar um apartamento pequeno em Tel Aviv. Saí e comprei um carro velho, colocamos tudo o que podíamos dentro e nos dirigimos para a praia. Montamos uma barraca na praia, e como nos meus dias no exército, cada um de nós montava guarda por três horas – enquanto o outro dormia – guardando nossos pertences durante a noite.

Não era muito seguro por causa das prostitutas, drogados e bêbados andando. Tomamos banho frio na praia à noite. Uma noite Lin virou-se para mim e disse: "Você sabe, nós acreditamos em Yeshua. A Bíblia diz que Deus vai cuidar de nós? A Bíblia diz que somos abençoados?"

Eu pensei sobre isso um pouco e disse: "Sabe, Deus tem uma bênção para nós; Deus tem um plano para nós. Deus não é aquele que nos colocou aqui na praia. Deus não é o autor do mal, mas Deus permitiu isso. Seremos abençoados."

Um dia, eu senti o Senhor me dizendo: Eu lhe disse para pregar o Evangelho a tempo e fora de tempo. Então, depois de minhas horas de lavar louça, eu saia pela praia para compartilhar as Boas Novas da salvação com as pessoas. Uma noite, estava compartilhando com um homem religioso, e de repente ele me deu um soco no olho. Como ele era um homem mais velho, as pessoas que viram pensaram que eu o tinha agredido.

A polícia veio e me algemou e de nada adiantaram minhas explicações de que eu é que estava com o olho roxo. Eu disse ao policial que estava compartilhando a Bíblia com esse cara aqui e ele me bateu. A polícia perguntou ao homem: " Você bateu neste homem?" Ele respondeu: "Sim! Ele é um goy ( gentio )! Tire-o daqui! Ele é um traidor!" O policial se virou para mim e perguntou onde eu morava. Eu disse: "Bem aqui na praia."

Ele disse: "OK, por que você não vai comigo para a delegacia agora. Esse cara acabou de admitir a agressão a você. Preencha os formulários e talvez você possa processar esse cara. Você mora na rua e talvez você pode ganhar algum dinheiro com isso." Virei-me para o policial e disse: "Deus abençoe este homem. Eu quero fazer qualquer acusação contra ele."

O policial olhou para mim e disse: "Você está louco!" E foi embora.

Aqui estou eu, um judeu messiânico, que vive na praia com a esposa, trabalho como lavador de pratos – agora, com um olho roxo – e ainda à procura de um emprego.

Adaptação e edição: Milton Alves