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2014-10-08

A chave para a realização


A chave para a realização
// Lagoinha

"Agora, assim diz o Senhor dos exércitos: Vejam aonde os seus caminhos os levaram" (Ageu 1.5)

Deus tem uma vida excelente, maravilhosa e gratificante planejada para você e para mim, mas se formos teimosos ou tivermos o coração duro, perderemos o que Ele tem para nós (ver Êxodo 3.3). A teimosia e a recusa a ouvir e obedecer a voz de Deus nos mantém apegados aos velhos hábitos e incapazes de progredir. Quando estamos neste estado, em geral, não paramos e perguntamos a nós mesmos qual é o problema.

O versículo de hoje conta sobre um tempo em que o povo de Deus estava insatisfeito e passando por muitos problemas, então Deus disse a eles para considerarem os seus caminhos. Muitas vezes quando as pessoas não são realizadas na vida, elas olham para todos os lados, menos para dentro de si mesmas para encontrar a razão. Se você está frustrado com sua vida, faça como Deus disse ao povo do Antigo Testamento para fazer e "veja onde os seus caminhos o levaram". Peça a Deus para falar com você sobre os "seus caminhos" e preste atenção ao que Ele disser. Tive de fazer isso muitas vezes, e fazer mudanças no meu modo de pensar, nos meus motivos e, consequentemente, no meu comportamento.

À medida que refletia sobre os meus caminhos ao longo do tempo, descobri que era teimosa, cabeça dura, voluntariosa, orgulhosa e muitas outras coisas que me impediam de progredir. Mas, graças a Deus, Ele me transformou! Oro para que Ele continue me transformando e nunca pare.

Quero tudo que Deus quer que eu tenha e nada que Ele não queira. Pertenço a Ele e você também. Ele quer que você tenha uma vida feliz, abençoada e maravilhosa, cheia de satisfação e realização. Se você não está vivendo esse tipo de vida, separe um tempo para analisar os seus caminhos; peça a Deus para lhe mostrar o que precisa mudar e depois faça o que Ele lhe disser para fazer.

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: Não tenha medo de encarar a verdade sobre si mesmo.






Praticando a Palavra de Deus


Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos. [Tiago 1.22]

Logo no primeiro capítulo da carta de Tiago somos impactados por três advertências contra o engano (v. 16, 22, 26). O antídoto de Tiago contra o engano é a Palavra de Deus ou "palavra da verdade" (v. 18), isto é, a revelação que Deus nos deu em Cristo e através do testemunho bíblico acerca de Cristo. Se prestarmos atenção à Palavra de Deus evitaremos a tragédia de sermos enganados. Nossa resposta à Palavra deve se dar em duas etapas.

Primeiro, ouvir atentamente o que a Palavra está dizendo. "Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar" (v. 19). Nossa tendência natural em todas as situações é responder precipitadamente. Expressamos de imediato nossa opinião, esquecendo-nos de que "a boca dos tolos derrama insensatez" (Pv 15.2). Quase sempre, a última coisa que fazemos (e que deveria ser a primeira) é fechar a boca e escutar. É melhor escutar do que falar — este certamente é um princípio geral de ampla aplicação. Ouvir com atenção é a chave para um relacionamento harmonioso, e isso ainda é mais verdadeiro quando se trata do nosso relacionamento com Deus, pois ele nos exorta a ouvirmos a sua voz. Às vezes, porém, ouvimos apenas aquilo que queremos ouvir das Escrituras — os ruídos que ecoam dos nossos preconceitos culturais — e não percebemos o trovejar de sua Palavra desafiando-nos a ouvi-la.

Segundo, agir de acordo com a Palavra de Deus. A metáfora do espelho empregada por Tiago é bastante reveladora (v. 22-23), pois o espelho nos transmite duas informações: ele nos diz como somos e, ao mesmo tempo, como devemos ser. O espelho diz: "Você está com uma mancha de lama no lado direito do rosto", mas além de revelar a sujeira em meu rosto, ele também me diz que é melhor retirá-la. Sempre que nos olhamos no espelho devemos agir de acordo com aquilo que vemos. Semelhantemente, se contemplarmos atentamente o espelho da Palavra de Deus, ela nos dirá não somente como somos, mas também como devemos ser.

A Palavra de Deus deve ser ouvida, aceita e obedecida. Enquanto isso não acontece, não há verdadeiro discipulado.

Para saber mais: Tiago 1.16-27
>> Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

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Praticando a Palavra de Deus | Devocional diária
http://ultimato.com.br/sites/devocional-diaria/2014/10/03/autor/john-stott/praticando-a-palavra-de-deus-2/
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É tempo de florescer!


É tempo de florescer!
// Lagoinha

“[…] Não desista, não pare no meio do caminho, quando tudo parecer perdido, é o momento de se alegrar no Senhor e na força do seu poder […]”

Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimentos, as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação […]” (Habacuque 3.17,18).

Esta foi a parte de uma das orações do profeta Habacuque. Ele questiona a Deus e tem sua resposta. Aceita, humildemente a réplica do Senhor, dando louvor a ele num cântico de adoração. O profeta Habacuque era como todos os homens que anseiam por uma resposta divina, porém, será que a resposta de Deus é conforme nossos anseios? A resposta de Deus é agradável a nós?

Existem momentos em que nada acontece como queríamos. Passamos por momentos áridos, por frustrações e todas as portas parecem se fechar. É nesta situação que a nossa fé é provada, muitas vezes ficamos sem saber como orar e como continuar devido à ansiedade que tenta nos impedir!

A Bíblia nos diz: Que o Senhor abrirá seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra de nossas mãos. Deuteronômio 28.12. O nosso tempo não é igual ao tempo de Deus, devemos descansar, ao seu tempo Ele nos honrará, realizando os nossos sonhos, cumprindo toda promessa!

Não desista, não pare no meio do caminho, quando tudo parecer perdido, é o momento de se alegrar no Senhor e na força do seu poder e esperar a resposta certa, pois quando nos alegramos e confiamos, brota em nós a esperança e toda a tristeza é convertida em alegria e desfrutamos dos milagres de Deus.

Não se prenda às circunstâncias que a vida nos coloca, pois elas são passageiras, usadas para nosso crescimento e amadurecimento espiritual. Quando somos provados e perseveramos, nos tornamos APROVADOS para vencer qualquer situação.

Tenha a certeza de tudo o que Deus tem para você, não olhe para os homens, não ouça o que o mundo fala, mas escute a voz de Deus, que nos instrui fazendo prosseguir para o alvo.

Louve e adore a Deus em todo tempo, mesmo quando tudo parecer contrário, assim, com esta atitude mudamos toda nossa história. E ainda que não conseguimos obter uma conquista hoje, ela poderá vir amanhã, pois acreditar e sonhar nos faz chegar mais perto de Deus. Floresça!

:: Por Paula Fortunato

2014-10-07

Nas mãos de Deus estão a força e o poder


Nas mãos de Deus estão a força e o poder
// Lagoinha

Há muitos anos fiz uma viagem à Índia. Este é um país maravilhoso, mas diferente do Brasil em muitos aspectos. Fiquei impressionado com a quantidade de elefantes nas estradas, que servem de transporte para as pessoas, e tive vontade de andar em um também.

Fiquei observando os hábitos e a grandeza dos animais, e reparei que eles pesavam toneladas, tinham uma força tremenda; mas o interessante é que eram mansos, ficavam presos a uma corda fina amarrada à perna que era também presa a uma árvore de pequeno porte. E assim esperavam que nós, passageiros, montássemos. Elefantes têm uma força descomunal, mas normalmente ficam presos a uma corda fina, que poderiam arrebentar a qualquer momento, se soubessem. Isso acontece quando, desde o nascimento são amarrados com uma cordinha que é presa a um fino tronco. Essa é uma técnica usada por treinadores chamada condicionamento, que faz com que eles achem que mesmo depois de adultos o tronco da árvore tem mais força do que eles, e por isso, param de tentar sair dele; assim desconhecem a força que possuem.

Existem duas realidades: força e poder. O elefante tem toda a força, mas foi enganado desde pequeno. Ele não sabe do poder que tem. Nosso maior inimigo não é Satanás, mas a ignorância. A falta de conhecimento da Palavra traz a destruição. Desconhecemos quem somos em Deus. Muitas vezes ficamos como os elefantes, somos fortes, temos um enorme potencial, mas estamos presos por uma corda fina que achamos que pode nos deter.

Quando nos convertemos precisamos, cada vez mais, saber por meio da Palavra de Deus quem somos e da força e poder que temos em Cristo Jesus. O Senhor disse: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna” (Jo 5.39). Vida eterna não é quantidade de vida, mas qualidade de vida, conhecimento.

Precisamos ter consciência da força e do poder de Deus. Nós somos os filhos de Deus, Ele nos concede força e poder. Ele se lembra de nós em todo tempo, mas será que nos lembramos Dele da mesma forma?

Muitas vezes olhamos para Deus como se estivéssemos olhando para um ser humano poderoso, mas a Palavra nos ensina que Deus é infinitamente mais poderoso do que qualquer homem. Na última frase de 2 Crônicas 12.6 diz: “Na tua mão, está a força e o poder, e não há quem te possa resistir”. A nossa força é limitada, mas a força e o poder de Deus não há quem possa resistir.

Diante de uma situação de pressão, momentos aparentemente delicados, nos sentimos fracos e esquecemos da realidade do poder do Senhor. Temos que ser honestos com a nossa própria vida, e buscarmos a força que vem de Deus. Ele nos conhece e sabe da nossa fragilidade.

No livro de Jó, vemos que precisamos ter entendimento para perceber a força e o poder e assim alcançarmos a vitória. Jó 14.1-2: “O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação. Nasce como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece”. Temos um tempo limitado de vida, mas Deus tem um plano para cada um de nós, e Ele conhece as nossas limitações.

No capítulo 42.2, Jó abriu o coração e disse: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado”. Essa verdade precisa transbordar em nosso coração. Deus tem um plano maravilhoso para a minha, para a sua vida, querido(a), e Ele nunca irá frustrá-lo, mas pela falta de conhecimento você pode deixar de ser aquilo que Deus planejou para sua vida. A Palavra de Deus continua ecoando, nós só precisamos ouvi-la.

Tudo o que Deus faz é tão lindo, é perfeito. E onde Deus quer que cheguemos? Ao céu. Por isso, precisamos ser totalmente dependentes Dele, porque na nossa própria força, nada podemos, mas o poder de Deus está sobre nós. Tome posse dessa realidade!

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Providência carrancuda, face sorridente


Providência carrancuda, face sorridente
// Lagoinha

A frase em epígrafe é de William Cowper, compositor inglês, que enfrentou severas crises de depressão. Muitas vezes chegou a ponto de atentar contra a própria vida, em virtude da doença. Mesmo nesse vale sombrio, escreveu hinos traduzidos e cantados no mundo inteiro. Uma de suas expressões mais eloquentes, que tem confortado milhões de pessoas é esta: “Por trás de toda providência carrancuda, esconde-se uma face sorridente”.

Muitas vezes, as circunstâncias são pardacentas, sombrias e amargas. Perdas financeiras, luto na família, enfermidade crônica, casamento abalado, amizades rompidas. Muitas vezes, o mar da vida se revolta e parece impossível navegá-lo. Há momentos em que somos assolados por pressões externas e temores internos. Somos ameaçados por laços de morte e atormentados com angústias do inferno. Porém, mesmo que essas circunstâncias sejam carrancudas, esconde-se atrás delas a face sorridente de Deus. O fato de estarmos no miolo da tempestade não significa que Deus está indiferente à nossa dor. O fato de não vermos nem sentirmos a presença de Deus não significa que ele está ausente. O fato de vermos as circunstâncias se agravando contra nós, não significa que Deus está inativo. Na verdade, nessas horas mais sombrias, Deus está trabalhando em nosso favor, transformando vales em mananciais, choro em alegria, noites escuras em manhãs iluminadas. Mesmo que você não veja nem sinta, Deus está no controle e está trabalhando para o seu bem.

Nessa mesma linha de pensamento, o apóstolo Paulo escreveu: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Paulo não trata aqui de uma especulação, mas de uma convicção. Não usa a linguagem da conjectura hipotética, mas da certeza experimental. Nós, de igual forma, sabemos que todas as coisas e não apenas algumas delas cooperam para o nosso bem. Isso não significa que todas as coisas que acontecem conosco são coisas boas. O próprio Paulo foi perseguido em Damasco, rejeitado em Jerusalém, apedrejado em Listra, açoitado em Filipos, escorraçado de Tessalônica, chamado de tagarela em Atenas e de impostor em Corinto. Paulo enfrentou naufrágios, recebeu cento e noventa e cinco açoites dos judeus, foi fustigado com varas e preso em Jerusalém, Cesareia e Roma. Mas, diante dessas turbulências todas, escreveu: “Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do evangelho” (Fp 1.12).

Às vezes, nós olhamos para a nossa vida pelo avesso. Parece que nada faz sentido. Tudo está de ponta-cabeça. Nessas horas, porém, Deus está trabalhando como um tapeceiro, coordenando todas essas circunstâncias adversas, a fim de que tudo contribua para o nosso bem. Não somos governados pelo acaso nem pelo determinismo. Não somos regidos pela sorte nem pelo azar. Deus dirige o nosso destino. As rédeas da nossa vida estão nas mãos daquele que está assentado na sala de comando do universo. Ele trabalha para aqueles que nele esperam. O fim dessa jornada não é o fracasso, mas a glória. Não marchamos rumo a um ocaso sombrio; caminhamos para o alvorecer de uma eternidade gloriosa. Receberemos um corpo imortal, incorruptível, poderoso e glorioso. Tomaremos posse da nossa herança imarcescível e reinaremos com Cristo. Nada nem ninguém, neste mundo nem no porvir, poderá nos separar desse amor. Agora, pode existir pranto e dor, mas, depois, haverá consolo e alegria indizível. Hoje, choramos e gememos, mas, depois, Deus enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. Agora, a providência é carrancuda, mas, depois, veremos, para todo o sempre, a face sorridente de Deus!

:: Hernandes Dias Lopes

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O bom pastor


O bom pastor
// Lagoinha

"Eu sou o bom pastor, conheço as minhas ovelhas; e elas me conhecem" (João 10.14)

Ouvir Deus falar conosco é nosso direito e privilégio como crentes. Deus nos dá discernimento para conhecermos a Sua voz acima das vozes do engano. Ele faz um paralelo entre esse discernimento e a natureza instintiva das ovelhas que reconhecem a voz do pastor, como lemos no versículo de hoje.

Se realmente pertencermos a Deus, poderemos discernir a Sua voz das vozes que procuram nos desviar. Devemos aprender a examinar a natureza de uma coisa e conhecer o caráter de Deus.

Fico triste quando ouço as pessoas dizerem: "Deus me disse para fazer isso", mas é óbvio que um bom pastor jamais diria a elas para fazer o que estão fazendo. Certa vez conheci uma mulher que ouviu o seu líder espiritual lhe dizer que eles dois estavam destinados por Deus a se casarem. O problema era que ele já era casado. O mais triste foi que ela acreditou nele e encorajou-o a se divorciar de sua mulher para que pudessem ficar juntos. Isso era pecaminoso, uma tolice e nunca poderia ser da vontade de Deus porque vai contra a Sua Palavra.

As pessoas muitas vezes querem saber: "Como posso ter certeza de que estou ouvindo a voz de Deus?" Saberemos a diferença entre a Sua voz e a voz do engano se realmente conhecermos o Seu coração, a Sua natureza e a história de como Ele conduziu outros antes de nós. Jesus disse de Suas ovelhas: "Elas nunca seguirão um estranho, mas fugirão dele porque elas não conhecem a voz dos estranhos nem reconhecem o seu chamado" (João 10.5).

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: Nunca deixe que as emoções o governem, principalmente se o que estiverem direcionando você a fazer for contrário à Palavra ou ao caráter de Deus.

 





2014-10-06

Os laços e nós


Os laços e nós
// Lagoinha

“Como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enlaçam também os filhos dos homens” (Ec 9.12).

Usamos laços como enfeites, mas eles também servem para prender e amarrar. O laço citado em Eclesiastes é um tipo de armadilha para aves. Se pegar uma galinha no quintal pode ser um desafio, o que dizer de se capturar um pássaro? Na falta da agilidade necessária, o homem usa a astúcia. O laço é um nó frouxo, feito com uma corda e armado de tal maneira que possa prender automaticamente a ave que nele tocar.

“Cairá a ave no laço em terra, se não houver armadilha para ela? Levantar-se-á da terra o laço, sem que tenha apanhado alguma coisa”? (Am 3.5).

A figura do laço pode ser usada como símbolo dos vínculos relacionados à vida humana. Alguns são necessários e importantes. Outros são prejudiciais. O nascimento nos coloca no contexto dos laços sanguíneos e familiares. A falta ou rompimento imediato desses vínculos causa problemas que podem durar a vida toda. Com o crescimento vem o desejo de se libertar. O adolescente quer se soltar cada vez mais. A palavra “solteiro” representa bem esse estado. Na medida em que se afasta da família, o jovem cria novos vínculos fora de casa.

“Como a ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe da sua morada” (Pv 27.8).

As amizades são importantes, mas podem ser laços perigosos. É preciso que se tenha cuidado (Pv 22.24). Os relacionamentos afetivos são conexões mais fortes. O sexo também estabelece vínculos físicos, morais e espirituais entre as pessoas, seja no casamento ou fora dele (1Co 6.16). Portanto, não deve ser praticado levianamente. Os filhos também representam elos permanentes entre os pais. No decorrer da vida, vamos criando ligações essenciais ao equilíbrio psíquico e emocional. Alguns laços são desnecessários, como aqueles representados pelos vícios, sejam do fumo, do álcool e outras drogas. São formas de escravidão e destruição. A juventude é um tempo de definições. O jovem deve pensar bem antes de se amarrar de qualquer maneira. Seu caminho está cheio de ciladas para capturá-lo.

“Porque ímpios se acham entre o meu povo; andam espiando, como quem arma laços; põem armadilhas para prenderem os homens. Como uma gaiola está cheia de pássaros, assim as suas casas estão cheias de engano” (Jr 5.26-27).

Aves e homens são capturados da mesma forma. Tudo começa com o desejo ou simples curiosidade. Primeiro, a atração. Em seguida, aproximação. Depois, o envolvimento e algum tipo de satisfação imediata. No momento seguinte, quando se pretende fugir, pode ser tarde demais. A certa altura da vida, o indivíduo pode se ver todo amarrado, todo enrolado. Encontra-se preso a diversas pendências do passado, relacionamentos mal resolvidos, filhos distantes, pensões alimentícias, dívidas impagáveis e processos judiciais.

“Quanto ao ímpio, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido” (Pv 5.22).

“A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma” (Pv 18.7).

“A doutrina do sábio é uma fonte de vida para se desviar dos laços da morte” (Pv 13.14).

“Vejo que estás em fel de amargura e laço de iniquidade” (At 8.23).

Tome cuidado com as ciladas. Todas elas contêm um atrativo, uma isca, sem a qual não funcionará. Para capturar um pássaro, o laço deve conter sua comida preferida. Da mesma forma, Satanás procura nos prender com as coisas que nos atraem e agradam.

Davi caiu no laço do relacionamento com Bateseba, causando grandes problemas para si e para outros.

Sansão foi enlaçado por Dalila e assim encontrou a prisão e a morte.

Laços criam responsabilidades. Algumas, mesmo surgindo de situações indevidas, devem ser mantidas e honradas. Os sagrados laços do matrimônio devem ser honrados. Os filhos devem ser amparados e sustentados.

Muitos buscam uma libertação sobrenatural, quando está nas próprias mãos o livramento através da decisão correta.

“Livra-te, como a gazela da mão do caçador, e como a ave da mão do passarinheiro” (Pv 6.5).

Há, porém, situações que envolvem laços espirituais, também chamados “astutas ciladas do Diabo” (Ef.6.11) que só podem ser quebradas pelo poder de Deus.

“Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade, e tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo” (2Tm 2.25-26).

Certa vez, o salmista, sentindo-se preso pelas forças do mal, disse: “As cordas do inferno me envolveram; os laços da morte me alcançaram. Na minha aflição clamei ao Senhor; gritei por socorro ao meu Deus. Do seu templo ele ouviu a minha voz; meu grito chegou à sua presença, aos seus ouvidos” (Salmo 18.5-6).

Deus ouviu e atendeu ao clamor de Davi. Deus ouve e liberta os seus filhos. Clame ao Senhor por libertação.

“Porque ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa” (Salmo 91.3).

Em outro salmo encontramos esta gloriosa declaração: “A nossa alma escapou como um pássaro do laço do passarinheiro; o laço quebrou e nós escapamos” (Salmo 124.7).

Finalmente, a Bíblia fala dos laços de forma positiva referindo-se ao desejo de Deus de nos prender a ele. “Eu os atraí… com laços de amor” (Oseias 11.4). Acima de tudo, deve estar o nosso vínculo com Deus. Não podemos viver soltos e independentes. Vivamos ligados ao Senhor sem, jamais, abrir mão deste maravilhoso compromisso.

:: Pr. Anísio Renato de Andrade