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2014-05-09

O sistema eleitoral brasileiro e a importância das eleições


O sistema eleitoral brasileiro e a importância das eleições
// Lagoinha

O Lagoinha.com lança a partir deste artigo a série “De Olho nas Eleições. Vote Consciente”. Serão publicados textos diversificados sobre política até o dia das eleições. Acompanhe conosco e não perca nenhum dos textos da série.

O Brasil constitui uma república democrática presidencialista, bicameral, com representação proporcional e multipartidarismo. Somos governados por um presidente, um governador e um prefeito e por quatro casas legislativas, duas nacionais: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal; e duas subnacionais: a Assembléia Legislativa no âmbito estadual, e a Câmara dos Vereadores no municipal.  Os chefes do Executivo e os senadores são eleitos por maioria simples e, caso nenhum dos candidatos a prefeito, governador ou presidente obtiver mais da metade dos votos, a votação segue para segundo turno. Por sua vez, os vereadores e deputados estaduais e federais são escolhidos pelo sistema proporcional. O sistema proporcional distribui as cadeiras entre os partidos proporcionalmente a seus votos, mas permite que o eleitor vote diretamente nos candidatos. Numa primeira etapa, o número de votos dado aos candidatos e à legenda é usado para o cálculo do número de cadeiras de cada partido e, posteriormente, o número de votos nominais recebidos pelos candidatos irá definir a ordem de chamada dos eleitos de cada agremiação2.

No nosso sistema eleitoral, portanto, as eleições exercem papel decisivo. Ao escolher e votar em determinado candidato a chefe do Executivo e a legislador, nós, cidadãos brasileiros, decidimos o resultado, exitoso ou não, da eleição para os candidatos em disputa. Além disso, ao escolher e votar em um candidato a vereador e a deputado, nós escolhemos a legenda partidária e definimos o número de cadeiras e de representantes eleitos por partido político. Ao contrário do sistema de maioria simples, o sistema proporcional de seleção de vereadores e deputados possibilita que candidatos com poucos votos sejam eleitos e candidatos com número maior de votos não o sejam, dependendo do partido político ao qual são filiados.

Daí a importância de cada um de nós levar a sério as eleições e votar com consciência. Nosso voto escolhe não só candidatos, escolhe também partidos com projetos políticos específicos e distintos entre si. Neste ano, elegeremos, no dia 5 de outubro, o/a novo/a presidente e vice-presidente, governador/a e vice-governador/a, senador/a, e deputados/as federais e estaduais. Os possíveis candidatos a estes cargos eletivos poderão pleitear suas candidaturas junto aos partidos políticos entre o dia 26 de maio e 10 de junho, quando terão início as convenções partidárias para escolha dos candidatos a cada cargo por legenda. As convenções poderão ser realizadas até o dia 30 de junho e seus resultados, isto é, a lista aprovada de candidatos por cargo deverá ser apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até dia 5 de julho3.

No dia 6 de julho terá início a propaganda eleitoral por meio de mídia virtual – internet – e de canais físicos – jornais, panfletos, cartazes, carros de som, entre outros, e conheceremos, enfim, os candidatos a deputado estadual e federal, a senador, a governador e vice, e a presidente e vice-presidente do país. A propaganda gratuita no rádio e na televisão acontecerá a partir do dia 19 de agosto e se encerrará no dia 2 de outubro.

Embora só votemos no dia 5 de outubro, as eleições já começaram. Os possíveis candidatos já estão se articulando politicamente com os partidos políticos e os partidos já estão buscando seus possíveis candidatos. Como cidadãos, temos o dever cívico de acompanhar esse processo, visando uma escolha consciente e adequada aos nossos princípios e crenças. No próximo artigo desta série, discutiremos o que devemos observar e avaliar nos candidatos como cidadãos e como cristãos, antes de decidir em quem votar. Enquanto isso, acesse o portal das eleições 2014 (www.eleicoes2014.com.br) e fique por dentro deste processo.

::Viviane Petinelli

Em benefício alheio


sexta-feira
sexta-feira

Deus revelou a eles que o trabalho que fariam não era para o benefício deles, mas para o bem de vocês. (1Pe 1.12a)

Muito do que fazemos hoje não é para nosso benefício pessoal, mas para benefício alheio. O pregador que anuncia o evangelho, o pastor que pastoreia o rebanho, o capelão que dá assistência aos doentes e aos que estão presos, o missionário que evangeliza os povos não alcançados, os que sofrem violência e não respondem com violência, o pai que educa o filho no temor do Senhor, o cientista que pesquisa para encontrar outros recursos para aliviar a dor dos doentes, o cônjuge que não bebe água de outra cisterna – são apenas alguns exemplos de pessoas como os antigos profetas que anunciavam boas notícias para outra época e para outras pessoas.

Não tem como fugir – o que fazemos pode ser em benefício próprio, pode ser em benefício alheio e pode ser tanto em benefício próprio como em benefício alheio.

Nem sempre o que pensamos e dizemos ser em benefício alheio expressa a verdade. É muito comum, por exemplo, virmos alguém distribuir dinheiro aos pobres não por causa dos pobres, mas para que os meios de comunicação passem uma boa imagem do doador.

Por causa da maldade intrínseca e por causa da cultura do meio em que se vive, fazer algo em benefício alheio com toda a honestidade é uma virtude rara. O ser humano é concentrado em si mesmo de modo doentio. Ele gira em torno do seu ego, do seu nome, dos seus bens, dos seus desejos, dos seus sonhos, da sua realidade, do seu futuro, do seu interesse, da sua vontade. O homem natural tem dificuldade de mover sequer uma palha em benefício alheio, em benefício dos órfãos, das viúvas e dos estrangeiros, dos moradores de rua, dos oprimidos, dos desgraçados, dos suicidas, dos que estão a caminho da morte física e da morte eterna. No entanto, a mensagem do evangelho ensina que o crente deve amar os outros como ama a si mesmo.

– O "eu" precisa descer do trono para ser crucificado!


>> Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.



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Em benefício alheio | Devocional diária
http://ultimato.com.br/sites/devocional-diaria/2014/05/09/autor/elben-cesar/em-beneficio-alheio/
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Fale com Deus sobre Ele próprio


Fale com Deus sobre Ele próprio
// Lagoinha

Senhor, Deus dos nossos antepassados, não és tu o Deus que está nos céus? Tu governas sobre todos os reinos do mundo. Força e poder estão em tuas mãos, e ninguém pode opor-se a ti. (2 Crônicas 20:6)

Quando o rei Josafá teve um problema, ele foi ao Senhor. Mas não foi ao Senhor e apenas falou sobre o seu problema; ele foi ao Senhor e falou sobre quem Ele é. Em vez de simplesmente falar com Deus sobre os nossos problemas, precisamos também falar sobre Ele próprio. Precisamos falar com Deus sobre o quanto Ele é maravilhoso, o quanto tem sido bom para conosco, o que Ele fez no passado e o que sabemos que Ele é capaz de fazer por causa da Sua grandeza. Depois que o louvamos e adoramos desta forma, então podemos falar sobre o problema.

Lembro-me de algumas pessoas que só me telefonam quando estão com problemas, e isso me machuca porque sinto que elas não estão interessadas em mim, mas somente no que posso fazer por elas. Tenho certeza que você já passou por isso e sentiu o mesmo. Essas pessoas podem dizer que são minhas amigas, mas na verdade não são. Com certeza, os amigos são para os momentos de dificuldade, mas não são apenas para esses momentos que os amigos existem. Os amigos também existem para os bons momentos. Precisamos passar tempo falando com os nossos amigos não apenas sobre os nossos problemas, mas também os encorajando, demonstrando apreço por eles e apoiando-os com palavras e atos.

Quando você passar tempo com Deus hoje, certifique de falar com Ele sobre Ele próprio e sobre todo o bem que Ele faz por você antes de mencionar seus problemas.

Abraão era amigo de Deus. Quero ser amiga de Deus da mesma forma e creio que você também quer. Deus não é simplesmente a solução dos nossos problemas; Ele é o nosso tudo.

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: Fale com Deus sobre Ele próprio antes de falar sobre sim mesmo.







2014-05-08

Ouça com o Seu Espírito


Ouça com o Seu Espírito
// Lagoinha

O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito. (João 3-8)

Quando nascemos de novo, recebemos a vida no nosso espírito e nos tornamos sensíveis à voz de Deus. Nós o ouvimos sussurrar ainda que não consigamos dizer de onde vem essa voz. Ele fala suavemente para nos convencer, corrigir e dirigir com uma voz mansa e delicada em nosso coração.

Podemos nos comunicar com os seres humanos usando nossa boca, nossas expressões faciais, nossos gestos e todo tipo de linguagem corporal, mas quando queremos nos comunicar com Deus, precisamos fazer isso com o nosso espírito.

Deus fala ao nosso ser interior por meio da comunhão direta, através da intuição (uma sensação de discernimento inexplicável), através da nossa consciência (nossas convicções básicas de certo e errado) e por intermédio da paz. Nosso espírito pode saber coisas que a nossa mente natural não entende e não consegue captar.

Por exemplo, quando somos sensíveis à voz de Deus, podemos olhar para uma situação que parece estar certa, mas sabemos intuitivamente que alguma coisa está errada com ela. Essa “verificação” no nosso espírito destina-se a impedir que nos envolvamos com alguém com quem não deveríamos nos alinhar ou que nos envolvamos em algo em que não deveríamos participar.

Preste atenção às coisas que você sente no seu coração e às sensações presentes em seu espírito, porque é nesse lugar que Deus lhe falará, dando palavras de direção, encorajamento, advertência e consolo.

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: preste atenção as “verificações” no seu espírito.

O que é ser mãe?


O que é ser mãe?
// Lagoinha

“Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta” (Jeremias 1.5)

Não tinha entendido a frase: “Ser mãe é padecer no paraíso” até me tornar uma. Daí descobri um mundo diferente que somente quem é mãe entende. Hoje minha filha tem 23 anos e sabe andar de salto muito melhor que eu… Mas eu me lembro exatamente da emoção do primeiro olhar.

Foi nesse momento que escrevi a seguinte frase: “Filha, retrato do meu melhor, reconheço no seu olhar meu próprio sorriso e nessa linguagem nos descobrimos parceiras, meu verdadeiro amor”. Depois que me tornei mãe, descobri outro mundo, mais ou menos assim:

Ser mãe é chorar de medo por achar que não vai dar conta e orar o tempo todo por ter certeza que sem Deus não vai dar mesmo.

É sonhar em ver o rosto do filho e às vezes querer que o filho continue lá dentro, quietinho e seguro do mundo mau.

É continuar a caminhada ainda que o peso seja enorme e cada passo um sacrifício.

É sentir dor e não tomar aquele remédio que funciona porque pode prejudicar o bebê.

É amar antes de conhecer e se apaixonar no instante do primeiro olhar.

É dar um sorriso bobo entre um enjoo e uma câimbra.

É se alegrar ao ver no ventre que carrega o seu bem mais precioso ainda que a barriga esteja cortada por estrias e mais parece uma enorme melancia.

É nunca mais dormir tranquila depois de ter o filho e não imaginar que a vida possa ser melhor com noites diferentes. É sentir uma dor alucinante e a alegria indescritível ao mesmo tempo.

É saber o que o filho está sentindo antes de ele falar.

É cumprir a palavra dada ainda que seja para corrigir.

É achar a letra deles a mais linda de todas ainda que for o maior garrancho.

É brincar de casinha… De super herói.

É ler junto, chorar junto, pedir perdão e desculpar na mesma altura. Viver junto. Ser mãe é poder ver a promessa de Deus se cumprir ainda que o filho não venha da própria barriga.

Hoje minha filha não é mais uma menininha, ela viaja sozinha, já é formada, escolhe sua maquiagem e me ensina coisas da modernidade… Mas aquele primeiro olhar continua intacto como lá na maternidade assim como o amor.

::Nilma Gracia Araujo

2014-05-07

Nossas palavras


Nossas palavras
// Lagoinha

“… pois a boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12.34).

Muitas vezes nos envolvemos em situações com as quais não gostaríamos de nos deparar. As discussões de modo geral podem sim nos fazer pecar com os nossos lábios, assim como nos advertiu o Senhor. E é por esse motivo que fazemos a seguinte pergunta: Com o que temos preenchido o nosso coração? Estamos prontos para mostrarmos, por meio de nossas palavras, o que está dentro de nós?

Se não nos revestirmos diariamente com a palavra de Deus pela leitura, da participação em estudos bíblicos, dos cultos de adoração e oração, será difícil ficarmos cheios da presença do Senhor, e por meio dela alimentarmos a nossa alma e o nosso coração.

Quando investimos nosso tempo em coisas supérfluas, que não nos trazem nenhum crescimento espiritual, ficaremos firmes e inabaláveis nos dias maus? Como saberemos responder às ofensas sem ofender? As provocações sem revidar? Não será fácil e certamente seremos reprovados. E era sobre isso que o Senhor nos alertou.

É fácil percebermos como anda a nossa comunhão com o Pai. É só observarmos como anda o nosso modo de agir e reagir; a nossa paciência para saber ouvir e disposição para servir; o nosso amar e perdoar e finalmente o nosso falar, porque certamente dele, mostraremos do que temos nos enchido, com o que temos nos alimentado.

Servir ao Senhor significa renúncia, a “morte do eu”, do velho homem, para o renascimento e a vida plena em Cristo. E por esse motivo necessitamos pensar mais nas coisas celestiais e buscá-las, pois, do contrário, que testemunho daremos? Seremos como espelhos defeituosos, que refletem imagens distorcidas, e não foi para isso que o Senhor nos chamou.

Será que alguém dará crédito às palavras de um crente amargurado, resmungão, respondão e fofoqueiro? Certamente não! Deus espera que em nós haja disposição para mudar. Não somos perfeitos e Ele bem o sabe. Porém, ao coração quebrantado, que reconhece os próprios erros, o Senhor se afeiçoa e estende a mão e renova, pois Ele quer nos aprovar.

Revistamo-nos, pois do Senhor Jesus para que dos nossos lábios possam brotar palavras de vida, cheias da graça e da unção do Pai.

:: Ana Lúcia Lemos

2014-05-06

As consequências do pecado

  
As consequências do pecado
// Lagoinha

Estava no seminário quando li um livro de certo autor que dizia: “Senhor, faça-me santo, tão santo quanto um pecador perdoado por ti, pode ser santo”. Deus lhe deu sensibilidade. Muitas vezes participamos de uma celebração ao Senhor e saímos dali muito alegres, com um propósito, mas outras vezes saímos como entramos.

A Palavra diz“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8). A maneira de ele devorar é nos levando a pecar; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. O salário do pecado é a morte.

Viva uma vida santa, uma vida leve. Não há nada melhor do que viver de maneira leve. Quem é cheio do Espírito é como o vento, tão leve, não sabe para onde vai, não sabe de onde vem. Por isso, se una ao Senhor. A vida é bela para aqueles que têm o Senhor.

Amado (a), tudo na vida é uma escolha, então, escolha viver em santidade. Podemos passar um dia inteiro sem pecar, uma semana, um mês sem pecar. Tudo é uma escolha. O santo não é aquele que não se suja, o santo é aquele que sempre se limpa.

Pecar é basicamente errar o alvo. Muitas vezes as pessoas acham que pecado é somente aquele que é grande, uma mentira enorme, que existe “pecadão” e “pecadinho”. Porém, não existe um único pecado que não tenha sido a causa de Jesus ser crucificado. E não existe um único pecado que o sangue que Ele derramou não tenha o poder de purificar, perdoar e restaurar.

Todo pecado não confessado e abandonado traz consequências. Arrependimento não é desculpa, é uma mudança de atitude. É experimentar o avivamento. Muitos imaginam que avivamento é algo epidérmico, ou seja, ir a um culto e pular, chorar. Mas avivamento, basicamente, é sermos a cada dia mais santos, mais parecidos com Jesus. Avivamento é viver e permitir que a vida do Senhor se manifeste na nossa vida de um modo intenso. Avivamento é vivermos o sonho de Deus aqui na Terra. É trazermos a glória do Senhor em tudo o que fizermos. É vivermos todos os princípios de uma família, sermos testemunhas da verdade das Escrituras. Avivamento é tomarmos posse das promessas de Deus. É encarnarmos os mandamentos do Senhor. No avivamento repousa esta verdade: não pecar. Nossa autoridade vem da nossa santidade.

Todo pecado traz consequências que destroem, como podemos ver na oração de Davi, Salmo 51. Arrependimento não é sentir tristeza pelo pecado, arrependimento é mudança. É como uma pessoa que caminha em uma direção e dá meia volta, abandona aquele caminho e toma outra direção. A vontade do Senhor é que cada um possa viver uma vida santa, pura, leve.

O pecado é um peso, a pessoa perde a alegria, a saúde, o prazer. Quando alguém peca passa a viver numa situação de carnalidade e por conta disso, perde o próprio sentido de existir.

O Salmo 51 é uma oração de agonia, oração de um homem que experimentou tanto a graça do Pai, mas, logo depois de um pecado terrível, perdeu a alegria. Davi, vivendo um momento delicado, clamou quando o peso, a angústia e as lágrimas o dominavam. Ele dizia: “Restitui-me a alegria da tua salvação”. Uma pessoa vivendo em pecado não sente alegria e sempre achará desculpa para o seu pecado. A nossa força está na alegria, sabermos que o nosso nome está escrito no Livro da Vida, e que somos filhos do Senhor. Na sua angústia Davi pediu: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, renova dentro de mim um espírito inabalável”. Que nada possa tirar, roubar esta convicção do nosso coração.

Deus abençoe!