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2014-04-25

Você fere a rocha, ou fala com a rocha diariamente?


Você fere a rocha, ou fala com a rocha diariamente?
// Lagoinha

Na Bíblia a palavra pedra, ora aparece no sentido figurado, ora aparece no sentido próprio. Essas pedras  aparecem empregadas com os mais diferentes significados, desde pedra de tropeço à pedra de construção, mas, na verdade, acreditamos que Deus, ao colocar esses detalhes na Bíblia, quer sempre nos ensinar alguma coisa. Vamos, portanto, refletir um pouco sobre os significados de algumas dessas pedras.

Vejamos a história de Jacó, quando fugia da presença de Esaú, ao anoitecer, pegou uma pedra e fez dela um travesseiro. Durante a noite, enquanto dormia, Deus deu-lhe um sonho profético, a chamada Escada de Jacó, fazendo-lhe muitas promessas (Gn 28). Logo que acordou, Jacó pegou aquela pedra que usara como travesseiro e derramou azeite sobre ela, fazendo dela uma coluna e prometeu ao Senhor que de tudo que lhe desse, daria o dízimo. Jacó acreditou em Deus e mesmo nessa tribulação, dormindo ao relento, tendo por travesseiro apenas uma pedra, sozinho no meio do deserto sabia que Deus não é limitado às circunstâncias. Ele acreditou no sonho do Senhor, sonhou o sonho do Senhor.

Precisamos tirar nossos olhos das circunstâncias, do mundo, da terra maldita por causa de Adão, e pedir a Deus sonhos. Muitos estão rastejando e sofrendo porque querem viver seus próprios sonhos. Querem que Deus sonhe o sonho deles, enquanto deveriam sonhar os sonhos de Deus.

Para viver os sonhos de Deus é preciso buscar conhecê-los e colocá-los em prática. Os sonhos de Deus para nós estão registrados na Sua Palavra, a Bíblia sagrada: “Meu filho, se você aceitar as minhas palavras e guardar no coração os meus mandamentos; se der ouvidos à sabedoria e inclinar o coração para o discernimento; se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto, se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o que é temer ao Senhor e achará o conhecimento de Deus. Pois o Senhor é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento” (Provérbios 2.1-6).

Por outro lado, precisamos nos cuidar para que as pressões do dia a dia não nos roube as bênçãos, não nos roube as pedras preciosas dadas por Deus. Oprimidos pelas circunstâncias, podemos acabar extrapolando e transgredindo a vontade de Deus, mesmo conhecedores dessa vontade. Foi o que aconteceu com Moisés, quando Deus disse a ele que falasse à rocha para que saísse água, e ele precipitado pela insatisfação do povo pela falta d´água, acabou ferindo a rocha e não falando com ela; e por essa desobediência acabou não entrando na Terra Prometida (Nm 20.8-12). Será que estamos ferindo a rocha, ou estamos falando com a rocha no nosso dia a dia.

Outro aspecto importante é que as pedras do nosso caminho, quase sempre, são colocadas por nós mesmos com nossas atitudes ou, mesmo, com nossos pecados. Davi, quando fugia do seu filho Absalão, o que já era uma pedra de tropeço, e era apedrejado por Simei; reconheceu que ele o apedrejava por ordem do Senhor, provavelmente como consequência do seu pecado contra Urias (2Sm 16.7-10).

É fundamental estar em comunhão com o Senhor para identificar o tipo de pedra que temos diante de nós. Pedir orientação do Espírito Santo para identificar se é pedra de construção, ou pedra de tropeço. Se é pedra que o Senhor nos deu para crescimento, ou se é pedra do nosso inimigo. Com essa orientação poderemos agir de acordo com a vontade do Senhor: “Portanto, para vocês, os que crêem, esta pedra é preciosa; mas para os que não creem, ‘a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular’, e, ‘pedra de tropeço e rocha que faz cair’. Os que não creem tropeçam, porque desobedecem à mensagem; para o que também foram destinados” (1Pe 2.7-8).

Finalmente, precisamos ver se não há alguma pedra de tropeço entre nós e as bênçãos de Deus. Veja a passagem em que Jesus ressuscita Lázaro: “Jesus, outra vez profundamente comovido, foi até o sepulcro. Era uma gruta com uma pedra colocada à entrada. Tirem a pedra, disse ele. Disse Marta, irmã do morto: Senhor, ele já cheira mal, pois já faz quatro dias. Disse-lhe Jesus: Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de Deus?” (João 11.38-40).

Jesus pediu que retirassem a pedra do túmulo de Lázaro, antes de ressuscitá-lo, mas Marta duvidou. Será que há alguma pedra no seu caminho que você está achando tão grande, tão complicada a ponto de não poder ser removida. Qual será a pedra que impede você de ver a glória de Deus? Será a pedra da incredulidade, como Marta, ou será outra pedra? Será pecado? Serão os prazeres do mundo? Será falta de tempo para olhar para Jesus? Será necessário que alguém morra, como Lázaro, para que paremos para ver a glória de Deus? Acredite que para Deus nada, nada, nada mesmo é impossível. Não importa o tamanho da pedra, ou mesmo da montanha!

Amém!

Fotos: Internet

:: Pr. Lúcio Barreto (pai)

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Sê forte e corajoso

Sê forte e corajoso http://www.lagoinha.com/ibl-vida-crista/se-forte-e-corajoso/

Sê forte e corajoso

Lagoinha / by Cristiane

Somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o meu servo Moisés lhe ordenou. (Josué 1.7)

Deus quer que sejamos totalmente livres do medo. Ele não quer que vivamos em tormento nem deseja que o medo nos impeça de fazer confiantemente tudo o que Ele nos diz para fazer. Deus se move em nosso favor quando colocamos o nosso foco Nele em vez de colocá-lo em nossos medos, quando ouvimos a Sua voz em vez de ouvirmos a voz do medo. Quando temos pensamentos ou sentimentos de medo, o nosso inimigo, Satanás, está simplesmente tentando nos distrair de Deus e da Sua vontade para nossa vida. Podemos sentir medo em vários momentos, mas podemos escolher confiar em Deus e, se for preciso, seguir em frente mesmo com medo.

Há muitos anos, Deus falou ao meu coração sobre seguir em frente mesmo com medo. Quando disse a Josué “Não temas”, Ele estava advertindo-o de que o medo iria tentar impedi-lo de fazer o que Deus queria que ele fizesse. Deus falou para Josué não permitir que o medo o controlasse, mas para continuar seguindo em frente, forte e cheio de coragem.

Quando sentimos medo, a primeira coisa que devemos fazer é orar. Devemos estar determinados a buscar a Deus até que saibamos que temos vitória emocional e mental sobre o medo. Ao fazermos isso, estamos colocando o foco em Deus em vez de colocá-lo nos nossos medos. Estamos adorando-o por quem Ele é expressando o nosso apreço pelo bem que Ele fez, está fazendo e continuará a fazer.

Na próxima vez que você enfrentar o medo em sua vida, lembre-se de ser forte e cheio de coragem e de continuar seguindo em frente na vontade de Deus. Ainda que você tenha que fazer alguma coisa com medo, vá em frente e faça enquanto permanece concentrado em Deus em vez de ficar focado no medo.

A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: siga a voz de Deus e não a voz do medo.

2014-04-23

Poder em meio à fraqueza


// Lagoinha

"[…] e Ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo" (2 Coríntios 12.9).

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A Bíblia nos diz que é na nossa fraqueza que o poder de Deus se aperfeiçoa. Quando estamos fracos é que somos fortes. Todos, em algum momento de nossa vida, já nos sentimos fracos ou fracassados. Projetos que não foram alcançados, planos que não se concretizaram, sonhos que não se realizaram. Isso nos traz sentimentos desconfortantes. Sentimos que somos a pessoa mais debilitada do mundo. Achamos que nada mais dará certo em nossa vida. Tudo porque "fracassamos".

Nos momentos de dor, geralmente queremos nos refugiar em alguém ou em algum lugar, mas é hora de encararmos a situação a qual estamos passando. É assim que crescermos, nos tornaremos pessoas melhores, sábias, prontas para enfrentar qualquer dificuldade.

Somente quando aceitarmos que não somos perfeitos, é que Deus poderá trabalhar em nós. Quando nos cobramos, e não aceitamos errar, tiramos a soberania de Deus. A cada dia estamos sendo moldados pelo Senhor, é tempo de sermos lapidados, para sermos sua imagem e semelhança.

Estamos em constante aprendizado, cada prova que passamos é para sermos aprovados. O verdadeiro homem não é aquele que extravasa sua força física, mas aquele que domina sua força interior. Temos um alvo e devemos caminhar para ele, sem perder o foco. É mais fácil correr o risco de parecer fraco e admitir um erro cometido, do que querer parecer forte e manter a atitude errada. O Senhor permite que enfrentemos dificuldades, pois seu objetivo é o de nos fortalecer diante das tribulações.

Deus tem o melhor para nós, mas o tempo de espera não é tão agradável à nossa carne, o morrer para o "eu", para nossa vontade é um processo doloroso, mas resultará em um bem precioso e eterno.

Todas as coisas que Deus permite acontecer em nossa vida, são benéficas, ainda que não entendemos, temos que confiar. O Senhor quer que a nossa força não seja limitada, Ele deseja que confiemos Nele, em todas as ocasiões. Ele estará sempre ao nosso lado, e, qualquer que seja a luta que estamos travando, Ele nos concederá a vitória e nos trará edificação e fortalecimento em todas as áreas da nossa vida.

Fotos: Internet

::Paula Fortunato – missionária

E-mail: miss.paula@ministeriodeartesfreedom.com


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2014-04-22

Saídas possíveis - Abastecimento Urbano de Água

Saídas possíveis
// Página 22

Para resolver a crise de abastecimento é preciso ir além de grandes obras de engenharia. PÁGINA 22 ouviu especialistas para listar proposições de curto, médio e longo prazo

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Quando a Agência Nacional de Águas lançou, em 2011, o relatório Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, trouxe à tona uma grave situação. De todos os municípios brasileiros, 55% podiam sofrer desabastecimento nos próximos quatro anos. A razão era a pequena margem de segurança entre a demanda (543 mil litros por segundo) e a água oferecida pelos sistemas de abastecimento (587 mil litros por segundo).

Pouco foi feito após o anúncio. Hoje, entre esses locais em crise está a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), maior concentração populacional do País. Além da falta das chuvas no verão, as bacias da RMSP – que estão fora de seus limites – registram consumo de água 4% maior que a disponibilidade de recursos. Em dez anos, esse déficit poderá atingir 15%. Era um problema previsível.

Muitas são as soluções para a gestão da água no País, mas nem todas requerem investimentos pesados em transposições ou melhora de processos de tratamento da água poluída – quanto mais elaborado é o processo de limpeza, mais químicos são necessários e mais cara fica a conta no final.

"Prevalece no Brasil uma visão de que as questões de escassez ou de excesso de água se resolvem com engenharia – que é importante, mas não eficiente", diz Samuel Barrêto, especialista em recursos hídricos e coordenador do Movimento Água para São Paulo, da The Nature Conservancy (TNC). "A água não nasce em um cano, mas em uma bacia hidrográfica, e é preciso olhar seu sistema para ver quais são as intervenções necessárias para que se tenha qualidade e quantidade desse recurso."

Entre as soluções destacadas por ele e outros especialistas ouvidos pela reportagem, estão a despoluição de rios urbanos, como o Tietê, e uma "cruzada" contra o desperdício no sistema das companhias de água. Mais caminhos estão listados a seguir.

LEIS, INCENTIVOS E TAXAÇÕES

O ano começou com uma estiagem histórica também no estado americano da Califórnia, onde os reservatórios praticamente secaram. O Folsom Lake, por exemplo, uma das mais importantes fontes de abastecimento da região, há dois anos operava com 83% de sua capacidade e, em março, registrou a marca de 36%. O governador Jerry Brown foi a público em janeiro para explicar a gravidade da situação e pediu aos californianos que voluntariamente reduzissem em 20% o consumo de água.

Alguns prefeitos da região foram mais incisivos e estabeleceram metas obrigatórias de redução e multas para quem fosse pego desperdiçando água. Na região de Baía de São Francisco está proibido encher piscinas ou acionar sprinklers nos jardins, e carros de patrulha saem às ruas para encontrar transgressores. São medidas consideradas extremas, mas eficazes em uma região ciente do risco de ficar desabastecida. Em 2009, a Califórnia aprovou uma lei que estabelece o corte de 20% no consumo per capita de água até 2020.

Apesar do sucesso lá fora, especialistas ouvidos pela reportagem são céticos quanto à eficácia desse tipo de ação no Brasil. No país em que o "jeitinho" muitas vezes ronda a ordem, as leis correriam o risco de causar o desagrado de eleitores com seus governantes e, pior, de ser burladas. E, diante das lacunas de segurança, não parece razoável mobilizar policiais para fazer esse tipo de patrulha.

Oferecer descontos na conta de água para quem reduz o consumo, como fez a Sabesp, é uma medida educativa e bem menos polêmica que as multas. No fim de março, a Sabesp estendeu, até o fim do ano, de 11 para 31 cidades a medida [1] que prevê 30% de desconto na conta de quem reduzir o consumo em 20%.

[1] Nos dois primeiros meses de vigência da medida, 24% das pessoas abastecidas pelo Sistema Cantareira na Grande São Paulo aumentaram o consumo em vez de reduzi-lo; 37% alcançaram a meta de redução e obtiveram o bônus; e 39% reduziram o consumo, mas não atingiram a meta.

Outra medida de possível implementação a curto prazo, levantada pelo professor titular do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental e da Faculdade de Educação da USP Pedro Jacobi, é a criação de tarifas de acordo à população de baixa renda, que, na visão dele, deve sempre existir. Taxar mais os maiores consumidores é, para o professor, uma forma mais justa e distributiva de gerir e cobrar pelo uso da água.

COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR

Faz tempo que campanhas na mídia aconselham a população a tomar banhos mais curtos e a fechar a torneira ao escovar os dentes ou lavar louça. Mas ainda falta muito para que essas ações sejam tão banais quanto passar a pasta de dente na escova. O que fazer, então? A saída pressupõe uma nova consciência sobre a água e a noção de que é finita e valiosa.

O reúso precisa se tornar uma ideia comum nas empresas. Tecnologias, por exemplo, para captar chuva e aproveitar em vasos sanitários a água que vai pelo ralo do chuveiro ainda são caras, mas devem ficar mais acessíveis conforme ganhem escala. De acordo com levantamentos do Centro Internacional de Referência em Reúso de Água da USP (Cirra), edifícios que captam água da chuva conseguem reduzir a conta de água em no mínimo 30%, podendo chegar a 70%.

Um caminho ainda mais pragmático para o uso racional e que está ganhando espaço no País é o estabelecimento dos hidrômetros individuais. Com o crescimento dos centros urbanos repletos de prédios e condomínios, muitos brasileiros passaram a dividir a conta de água com os vizinhos, desconectando-se de seu próprio gasto e, com isso, deixando de ter estímulo para poupar. Para inverter essa lógica, o Distrito Federal e o município do Rio de Janeiro aprovaram leis que obrigam a instalação de medidores individualizados em cada unidade habitacional dos condomínios. Em São Paulo e Campinas não há obrigatoriedade, mas são aconselháveis segundo leis sobre recursos hídricos em áreas urbanas.

Desde 2010, um projeto de lei para que os hidrômetros sejam obrigatórios em todo o País aguarda aprovação no Senado. Antônio Félix Domingues, coordenador de Articulação e Comunicação da Agência Nacional de Águas (ANA), afirma que dificilmente o texto – que começou a tramitar na Câmara dos Deputados em 2001 – vai para frente, pois não acredita que haja ser tomadas no nível local. Ainda bem que as prefeituras já estão agindo", diz.

Empresas que investem em mecanismo de captação da água da chuva recuperam o capital em até 18 meses, graças à economia na conta, segundo o Centro Internacional de Referência em Reúso de Água da USP.


COBRANÇA PELO USO DA ÁGUA

Em meio à crise de São Paulo, o Comitê da Bacia do Alto Tietê anunciou o início da cobrança pelo uso da água. No fim de março, a bacia tornou-se a quarta do estado de São Paulo com o instrumento que cobra anualmente de empresas pela retirada de água e despejo de esgoto nos rios. A região possui cerca de 2,5 mil empresas autorizadas a captar água diretamente dos corpos hídricos, como indústrias, hotéis, condomínios e shoppings.

A cobrança pelo uso da água está prevista na Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída pela Lei nº 9.433, promulgada em janeiro de 1997. Seu objetivo é combater o desperdício e a poluição dos rios. Quem desperdiça e polui paga mais.

Domingues a vê como um instrumento eficiente e de boa gestão para fomentar um uso racional do recurso, uma vez que torna o ato de poluir mais caro do que investir no tratamento do efluente e, como todo o dinheiro arrecadado volta integralmente à bacia, permite investimentos para melhora da qualidade da água captada.

Entre as bacias federais que possuem o sistema estão Paraíba do Sul, o Comitê PCJ e São Francisco (CBHSF). Elas são a minoria no País, já que, segundo Jacobi, falta adesão à cobrança pelo uso da água por "razões políticas e por não ser do interesse dos governantes criar mais um encargo financeiro".

No Brasil, um dos rios impactados positivamente pela cobrança do uso foi o Paraíba do Sul. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é uma das empresas que usam suas águas e reduziu o consumo desde que a cobrança. Hoje, a CSN capta 40% menos e produz 30% mais aço.

O Comitê do Alto Tietê deve arrecadar cerca de R$ 24 milhões em 2014. Todo o dinheiro será investido em projetos na própria bacia.


REMUNERAÇÃO PELO SERVIÇO

O acesso à água limpa e segura e ao saneamento foi reconhecido como um direito humano pela resolução 64 da Nações Unidas de julho de 2010. Tal princípio alimenta a argumentação de alguns especialistas sobre a participação de companhias de água e saneamento no mercado de capitais.

O engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, professor aposentado de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP, por exemplo, afirma que a Sabesp deixou de lado sua função social assim que abriu ações na Bolsa de Valores de Nova York. "Até os anos 1990, a Sabesp tinha uma visão centrada em saúde pública e era guiada por sanitaristas. Depois, advogados e economistas assumiram o comando e, até hoje, a empresa encara sua função como um negócio", afirma.

Uma mudança no sistema de remuneração das companhias de água e saneamento, mas ainda pouco discutida entre os especialistas, seria uma inversão na lógica corrente de maximização dos ganhos financeiros em função de aumentos progressivos na produção e no consumo. Hoje, as companhias de abastecimento atuam sob um paradoxo: como lucram por volume de água fornecida, não teriam interesse em reduzir drasticamente o consumo. Se fossem remuneradas pelo tipo de serviço prestado e pela eficiência da gestão, poderiam desenvolver formas de incentivar ainda mais o consumo racional e de reúso da água captada e usada em residências.

PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS

Um estudo da SOS Mata Atlântica divulgado analisados na cidade de São Paulo. Dos 15 pontos de coleta da cidade do Rio de Janeiro, 60% apresentaram qualidade ruim. Esses e muitos donos a preservar as matas ciliares de suas propriedades por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). O primeiro projeto de PSA para a conservação da água foi criado em Extrema (MG) em 2006.

Outro levantamento da SOS Mata Atlântica mostra que a recomposição de 1 hectare de mata ciliar é capaz de devolver 10 mil litros de água limpa a um rio. Pela mesma conta, 100 hectares produzem água para 2.600 pessoas. Mas o desmatamento prevalece nessas áreas. Samuel Barrêto, da TNC, alerta: "Nosso processo de urbanização é avassalador e o sistema não vai aguentar. Áreas de mananciais estão sendo ocupadas, em vez de protegidas".

A cidade de Nova York investiu US$ 1,5 bilhão de 1993 a 2012 na compra de terras nas bacias que a abastecem. Se investisse em tratamento tradicional de água, teria gasto no máximo US$ 8 bilhões, mais US$ 300 milhões anuais em custos operacionais.

A maioria das iniciativas de PSA no Brasil paga os proprietários de terra com dinheiro privado. O governo não mostra sinais de muito interesse na ideia, na visão de Malu Ribeiro, da SOS Mata Atlântica. Para ela, esse é o maior empecilho para a disseminação do sistema e para a aprovação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei nº 792/2007, que estabelece a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais.

Malu acredita que o governo de São Paulo deveria olhar com atenção para o PSA. "Se a Sabesp conseguir uma fonte financeira para pagar os donos de terra com matas ciliares, será a grande saída (para prevenir escassez de água) no Sistema Cantareira a longo prazo", diz.


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A ressurreição de Cristo, a melhor notícia que o mundo já ouviu [feedly]


// LPC Comunicações

A melhor notícia que o mundo já ouviu veio de um túmulo vazio. Jesus venceu a morte, arrancou o aguilhão da morte e matou a morte, ressuscitando dentre os mortos. O túmulo vazio de Jesus é o berço da igreja, a pedra de esquina da nossa fé e o fundamento da nossa esperança. O apóstolo Paulo, expôs essa gloriosa doutrina em 1Coríntios 15.1-58, enfatizando três verdades exponenciais.

Em primeiro lugar, quanto ao passado, a ressurreição de Cristo é um fato histórico incontroverso (1Co 15.1-11). O evangelho da nossa salvação está estribado em três colunas: Cristo morreu segundo as Escrituras, Cristo foi sepultado e Cristo ressuscitou segundo as Escrituras. A morte de Cristo não foi um acidente nem a ressurreição de Cristo foi uma surpresa. Os céticos, besuntados de empáfia, buscam artifícios para negar esse fato incontroverso. Dizem que Cristo nem chegou a morrer, mas apenas teve um desmaio.

Outros dizem que seus discípulos roubaram seu corpo. Outros, ainda, dizem que as mulheres foram no túmulo errado naquela manhã de domingo. Mas, Paulo elenca vários grupos para os quais Jesus apareceu depois de ressurreto. Precisaríamos admitir que se Cristo não ressuscitou um engano salvou o mundo; uma mentira seria a melhor notícia que o mundo já ouviu. A verdade incontroversa, porém, é que, de fato, Cristo ressuscitou!

Em segundo lugar, quanto ao presente, a ressurreição de Cristo é o fundamento da nossa fé (1Co 15.12-34). Se Cristo não ressuscitou, os mortos também não ressuscitarão e se não há ressurreição de mortos, então, os homens estão desassistidos de esperança. Se Cristo não ressuscitou, a pregação do evangelho é vazia de conteúdo. Se Cristo não ressuscitou, a fé cristã é um corolário de dogmas sem qualquer proveito. Se Cristo não ressuscitou, os apóstolos foram falsas testemunhas e os maiores embusteiros da história, pois afirmaram, em nome de Deus, o que jamais ocorreu.

Se Cristo não ressuscitou, não existe qualquer possibilidade de redenção para o pecador, e então, todos estariam condenados por seus pecados. Se Cristo não ressuscitou, aqueles que já morreram na esperança da vida eterna pereceram inevitavelmente. Se Cristo não ressuscitou, então, os cristãos são as pessoas mais infelizes, pois toda a sua crença não passou de uma tola ilusão, de uma esperança malfadada. A realidade incontroversa, entrementes, é que Cristo ressuscitou como o primeiro da fila de todos os filhos de Deus que se levantarão dos túmulos, para receberem um corpo de glória.

Em terceiro lugar, quanto ao futuro, a ressurreição de Cristo é a âncora da nossa esperança (1Co 15.35-58). Cristo ressuscitou com um corpo de glória; e nós, também, receberemos um corpo semelhante ao corpo de sua glória. Teremos um corpo imortal, incorruptível, glorioso, poderoso, espiritual e celestial. Não haverá mais cansaço nem fadiga. Não haverá mais doença nem dor. Não haverá mais defeito físico nem morte. Nosso corpo vai brilhar como o firmamento e resplandecer como as estrelas para sempre e eternamente.

Quando Jesus voltar, em sua majestade e glória, os mortos ouvirão a sua voz e sairão dos túmulos, uns para a ressurreição da vida e outros para a ressurreição do juízo. Então, nós que cremos no Filho de Deus, veremos que o nosso corpo mortal será revestido da imortalidade e o nosso corpo corruptível será revestido da incorruptibilidade.

Então, a morte, o último inimigo a ser vencido, tragada pela vitória, será lançada no lago de fogo, e nós, com gozo inefável, alegria indizível, reinaremos com Cristo para sempre e sempre. Oh, irmãos, exultemos com grande alegria, pois não caminhamos para um entardecer sombrio, mas para o romper do dia eterno! Não caminhamos para a escuridão de um túmulo gelado, mas para o fulgor da glória celeste! Temos uma viva esperança! Seguimos as pegadas de Jesus, aquele que venceu a morte e está vivo pelos séculos dos séculos. Aleluia!

Reverendo Hernandes Dias Lopes
Diretor executivo da LPC






Intimidade gera Liberdade

Então Jesus disse: “Quando vocês levantarem o Filho do homem, saberão que Eu Sou, e que nada faço de mim mesmo, mas falo exatamente o que o Pai me ensinou”. (João 8.28)

Perguntei a Deus em várias ocasiões o que Ele queria que eu fizesse em situações específicas e Ele respondeu: “Faça o que você quiser fazer”. Na primeira vez em que o ouvi dizer isso, tive medo de acreditar que Deus me daria este tipo de liberdade, mas agora sei que Ele nos dá cada vez mais liberdade à medida que crescemos e amadurecemos espiritualmente.

Enquanto eu pensava sobre isto, percebi que tudo que eu precisava fazer era pensar nos meus próprios filhos. Quando eles eram pequenos e inexperientes, eu tomava todas as decisões por eles. À medida que ficavam mais maduros, eu os deixava fazer mais as coisas que eles queiram fazer. Eles tinham estado junto de Dave e de mim por muito tempo estavam começando a conhecer o nosso coração. Agora todos os nossos quatro filhos estão crescidos, e na maior parte do tempo eles fazem o que querem fazer e raramente nos ofendem porque conhecem o nosso coração e agem de acordo.

Depois que caminhamos com Deus por alguns anos, passamos a conhecer o Seu coração, o Seu caráter, e os Seus caminhos. Se estamos comprometidos em segui-los, Ele pode nos dar mais liberdade porque nos tornamos “um” com Ele. À medida que crescemos espiritualmente desejamos cada vez mais honrar a Deus e refletir o Seu coração em tudo o que fazemos. O nosso espírito fica cheio com o Espírito Dele e os nossos desejos começam a se mesclar com o Dele.

No versículo de hoje, lemos que Jesus faz e diz somente o que o Pai lhe ensinou. Eu o encorajo a buscar essa unidade com Deus para que você, também, não faça nada por sua direção própria, segundo os seus próprios desejos ou na sua própria força, mas que você desfrute de tamanha intimidade com Deus que os seus desejos se tornem um com os Dele.

A palavra de Deus para você hoje: deixe que os desejos de Deus sejam os seus desejos.

lhttp://www.lagoinha.com/ibl-vida-crista/a-intimidade-gera-liberdade/

2012-01-15


Mana da Segunda - Amando Nosso Trabalho

MANÁ DA SEGUNDA
www.cbmc.org.br           

16 de janeiro de 2012

Quatorze anos servindo as comunidades empresarial e profissional



Amando Nosso Trabalho

Por Robert J. Tamasy

Alguns de nós somos afortunados e temos trabalhos que realmente apreciamos. Porém, de acordo com pesquisas, a grande maioria de homens e mulheres no mundo profissional e empresarial não gosta e até mesmo odeia o trabalho que faz. Na melhor das hipóteses, eles toleram o que têm que fazer todos os dias para ganhar a vida. Você é um deles?  

Você gostaria de dizer com sinceridade, “Amo o meu trabalho”? Como seria começar o dia com a expectativa boa de encontrar oportunidades e desafios no seu ambiente de trabalho e não com medo e ansiedade? “Bom, vou ter que mudar de emprego”, diriam muitos, talvez. Mas recentemente ouvi uma história intrigante que parece indicar que não precisa ser necessária uma mudança de emprego para se ter um trabalho que amamos. 

Em uma reunião do Grupo de Apoio a Câncer que compareci (minha esposa é uma sobrevivente de câncer), uma mulher estava contando sobre uma pessoa inspiradora que conheceu quando fazia o tratamento. Ele era manobrista do estacionamento do hospital.

“Aquela mulher era surpreendente”, ela disse. “Ela amava o seu trabalho e amava a cada paciente, que chegava todos os dias para consultas. Nunca deixou de exibir um grande sorriso e tinha uma palavra de ânimo para cada um de nós. Ela me deixou impressionadaEla estava lá todos os dias, no calor mais abrasador ou frio congelante, concentrada em cumprimentar cada paciente e fazer que seu dia fosse um pouco mais luminoso”.  

Como administradora de uma fundação, a mulher que contava essa história pensou consigo mesma: “Este é o tipo de pessoa que precisamos contratar como recepcionista”. E ela ofereceu emprego para a manobrista que, com seu sorriso habitual, educadamente recusou. Ela explicou que não poderia deixar seu emprego, não porque fosse bem remunerada, mas porque em sentido bem real, se tornara seu “emprego dos sonhos”. Ela buscava cada dia pela oportunidade de oferecer uma palavra gentil, dar a alguém o sorriso que necessitava ou fazer brilhar a luz da esperança para quem precisasse desesperadamente dela. Numa palavra, ela via seu emprego como sacerdócio.

E se nós adotássemos a mesma atitude, vendo nossos empregos como sacerdócio – oportunidade para servir e auxiliar outras pessoas e não apenas como fonte de recursos ou forma de preencher o tempo entre os finais de semana? Mas como fazer isso, especialmente se nossas circunstâncias estão longe de ser as ideais? Considere os seguintes conselhos da Bíblia:

Mantenha o foco no que é positivo. Certamente existiam aspectos no trabalho daquela manobrista que não eram perfeitos e ela poderia mudar se quisesse. Mas ao invés disso ela se concentrou nas outras pessoas.“Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Filipenses 4.8). 

Lembre-se de Quem você realmente serve. Precisamos ver nosso trabalho como parte de algo maior. Séculos atrás, observando um pedreiro, alguém lhe perguntou se ele não ficava cansado do seu trabalho. “Não”, respondeu o pedreiro, “porque estou construindo uma catedral”. “Escravos, obedeçam em tudo a seus senhores terrenos... Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor... É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo” (Colossenses 3.22-24).   

Próxima semana tem mais!    


Texto de Robert J. Tamasy, vice-presidente de comunicações da Leaders Legacy, corporação beneficente com sede em Atlanta. Georgia, USA.  Com mais de 30 anos de trabalho como jornalista, é co-autor e editor de nove livros.Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes (fortes@cbmc.org.com)

MANÁ DA SEGUNDA® é uma refelxão semanal do CBMC - Conecting Business and Marketplace to Christ, organização mundial, sem fins lucrativos e vínculo religioso, fundada em 1930, com o propósito de compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo com a comunidade profissional e empresarial. © 2009 - DIREITOS RESERVADOS PARA CBMC BRASIL - E-mail: liong@cbmc.org.br -Desejável distribuição gratuita na íntegra. Reprodução requer prévia autorização. Disponível também em alemão, espanhol, inglês, italiano e japonês.

Questões Para Reflexão ou Discussão

1.    Sem dúvida, qualquer trabalho tem aspectos que não são ideais. Contudo, algumas pessoas parecem realmente amar o que fazem, apesar das circunstâncias negativas. O que será que existe nessas pessoas que as fazem olhar cada dia de trabalho com nova disposição e expectativa?
2.    Qual sua atitude em relação ao seu trabalho? Quer você o encare de forma positiva ou negativa, o que há nele que o faz se sentir assim?
3.    O que significa para você encarar seu trabalho como um “sacerdócio”?  Isso poderia mudar sua visão e abordagem?
Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas com o tema, sugerimos: Provérbios 12.11; 13.9; 22.11; Eclesiastes 9.10; Lucas 6.27-31; Atos 20.35;  Tiago 2.14-17.